Marielsa Klatter Braga [Escritora Brasileira]


Marielsa Klatter Braga é Advogada, nasceu em Cachoeira do Sul-RS. Foi Conciliadora do Tribunal de Justiça Federal. Cursou letras pela Universidade Luterana do Brasil. Cursos de Extensão em Direitos Humanos pelo Instituto de Tecnologia Social - Secretaria Especial dos Direitos Humanos; Transtornos da Personalidade pelo Portal Educação – ABED; Filosofia pela Fundação Getúlio Vargas e Criminologia pelo Portal Educação – ABED. Cursos de aperfeiçoamento: O Conflito e a Evolução do Ser Humano e Transtornos do Humor entre outros. Publica artigos jurídicos e literários, contos, crônicas, análises de filmes e de livros em sites literários e revistas digitais. Livros prontos para publicação: A Corte secreta (Inquisição e Maçonaria) e Empório de Doces (suspense). Livros em andamento: A Oficina (Um romance sobre loucura e Impunidade); Cartas a Ester (Romance que tem como pano de fundo o início da Primeira Guerra Mundial).


Publicação: Violinos Vermelhos - Romance.

Sinopse do Livro Violinos Vermelhos

Violinos Vermelhos conta uma história fascinante e ao mesmo tempo intrigante, carregada de solidão, loucura e rejeição. Benjamim, o protagonista é um judeu que dedicou sua vida a profissão de investigador e aos estudos de filosofia. Em sua adolescência, atingido indiretamente pela Guerra e a perseguição aos judeus entra em colapso consigo mesmo, levando-o a cometer um grave erro.  É um grande admirador de obras de arte, de música e da literatura. Em sua velhice rompe literalmente com o passado criando uma vida imaginária, isolando-se definitivamente do mundo externo.  Obcecado acredita na existência de um portal dentro de espelhos, trazendo à tona o passado adormecido e acometido de um sentimento de culpa entra em crise profunda. Atormentado pelo drama de suas fantasias chega ao ápice da loucura, é internado e diagnosticado negligentemente como esquizofrênico pelo médico responsável, contrariando Sara, a psiquiatra residente. Benjamim vê nela a possibilidade de se livrar da culpa e conta toda sua história na tentativa de esclarecer, embora implicitamente, toda a verdade, explicando seus verdadeiros motivos. A psiquiatra acredita que a história contada pelo paciente tem um elo intrínseco com a vida pregressa dele, assim, demonstra interesse em escutá-lo para chegar a um tratamento adequado.


Prefácio do Romance Violinos Vermelhos

Violinos Vermelhos, o título surge de uma paixão pelo instrumento e pela música. O livro delineia sutilmente algumas de minhas preocupações a respeito do ser humano, "Homo homini lupus", Hobbes tinha razão ao dizer que o homem é o lobo do homem e que não possui instinto social. Os valores humanos vêm gradativamente sendo corrompidos, deixados de lado por atitudes cada vez mais egocêntricas.Polêmicas a parte, quanto à existência de Adão e Eva e ao próprio pecado, parábola ou não, talvez a origem da imperfeição humana estivesse em Gênesis, ao comerem o fruto da árvore do conhecimento e do bem e do mal. Fragilmente aventuro-me a falar sobre alguns assuntos como existencialismo, a mente humana e a alma. Descompromissadamente pincelei algumas visões pessoais sobre o comportamento do ser humano, como também da problemática de alguns Hospitais Psiquiátricos. Nesse sentido, contei com a observação de doentes, como visita a um parente não consanguíneo, “In memorian” que foi paciente, a outros pacientes de um Hospital local e ao Instituto Psiquiátrico Forense. Importante frisar que essas observações se passaram anos antes da data em que se passa a história da internação de Benjamim. Embora sendo uma história fictícia aborda o abandono na velhice; a alienação; as relações humanas; a violação de direitos como um direito fragmentado, como o desrespeito aos Direitos Humanos e a Inércia do Poder Público.Problemas bem atuais. No que diz respeito aos aspectos psicológicos do protagonista, Benjamim, o judeu diagnosticado irresponsavelmente como esquizofrênico, um homem em crise consigo mesmo que busca obstinadamente pelo assassino da jovem que amou e que tem a falsa crença de um portal dentro de espelhos. Contei com alguns debates com a psicóloga Aline Cleto Nascimento, da Universidade, Flórida Atlantic University (F.A.U) e dois formandos em psicologia: José Roque Klatter da Silva, da University of Pfoenix – Arizona- EUA e Francine Klatter  Braga, da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).  Discutimos também sobre a possibilidade de se analisar a personalidade do autor por sua obra, como fez Freud com Dostoièviski, sendo a epilepsia do autor uma característica de vários personagens de suas obras. Como o parricídio na obra, Os Irmãos Karamázov, onde o epilético Smerdiakov assassina o pai, Freud diz que Dostoièvsiki desejava a morte do pai violento, assim, seria ele mesmo cometendo o crime. Outro exemplo são os pintores Cézanne e Van Gogh com suas personalidades expressas em suas obras, representando o estado de espírito de ambos.
Através do protagonista que se demonstra a possibilidade do ser humano vir a desenvolver algum tipo de transtorno mental ao longo de sua existência, causada por alguma experiência traumática. E essa experiência ter sido causada por fatores internos ou externos ao agente, como no caso dele ao cometer um grave erro e este ter sido impulsionado a partir do momento que ele foi atingido indiretamente pela Guerra, por ser judeu e pelo convívio com o pai neurótico. Os transtornos mentais além de outras áreas conhecidas envolve a filosofia, não menos importante do que as outras. “Quanto às Doenças da Mente, a Filossofia lhes ofereceu Remédios; sendo, nesse aspecto, justamente considerada a Medicina da Mente.” Epicuro. Citação retirada do livro: Mais Platão Menos Prozac, do autor Lou Marinoff.Finalizando, através dessa leitura densa convido-os a sentir na pele de Benjamim, a alienação do homem causada pelo próprio homem a que todos estamos sujeitos. Quanto ao espelho, onde Benjamim acredita ter um portal, recuperei fantasias de infância, da crença na magia de um universo paralelo. No entanto acredito que de certa forma o espelho representa o nosso aprisionamento diante da realidade. Posso ver-me interiormente à medida que questiono meus atos, há uma relação intrínseca entre ele e meus olhos delirantes, o espelho pode denunciar meu narcisismo, minha consciência e quem sabe, retificar minhas falhas. E na personagem Sara, a psiquiatra, demonstra-se a importância da moral e da ética, entre outros valores que se perdem aos poucos, diante dos acontecimentos cotidianos que, por ser repetitivos se tornam banais. A discriminação interna e externa em relação aos doentes mentais em forma de humilhação, violência física, a desídia e a negligencia daqueles que tem por obrigação cuidar. O livro proporciona ao leitor reflexões acerca de nossa existência como sendo seres vulneráveis a mudanças em algum determinado momento de nossa vida. De certa forma é um convite a inserção social daqueles que de alguma forma se encontram excluídos. O cenário do livro é sombrio, logo Èugene Delacroix, que expressava seus sentimentos por meio da cor, usaria cores sombrias como o preto e o marrom, porque não há a expressão da felicidade em nenhum dos personagens. Todos são carregados de alguma espécie de lirismo nostálgico, com exceção do psiquiatra que é comparado a “Aristarco”. Convido-os a entrar nesse misterioso portal que é a mente humana.


Algumas palavras de Carlos Francisco Moraes sobre o Livro Violinos Vermelhos

Quais são os caminhos labirínticos que a memória percorre para lembrar-nos o que somos no presente? Como separar realidade de ficção se metade da história da humanidade é vivida e a outra é sonhada? A clausura da existência é um fardo que temos de enfrentar, alguns de maneira banal com suas imaginações de nhando a cada dia frente à realidade calcinante, outros constroem catedrais imaginarias que aprisionam suas almas.

Em Violinos Vermelhos encontramos uma trama delicadamente tecida que nos leva a meditar sobre os caminhos da percepção e as terríveis consequências de nossas escolhas. Com fortes tons existencialistas a autora pinta um quadro emocionante de eventos históricos e referências artísticas que nos carregam pelo o de um entrelaçado drama, onde redescobriremos a fúria primordial existente em uma sonata de Mozart e a loucura inerente a todas as paixões.

Carlos Francisco Moraes
Historiador, Colunista e um apaixonado
por literatura e fenomenologia.

       Apresentação de Violinos Vermelhos no Programa do Faustão


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Marielsa Klatter Braga
Todos os direitos autorais reservados a autora.

1 comentários:

Jim Carbonera disse...

Livro sensacional. Tudo que aborda traumas, loucura, imaginação, o mundo que cada um cria para si.

E é bem isso que o Carlos falou. Todo a apanhado histórico. Um protagonista comovente. Vale a pena conferir.