João Sebastião da Costa [Desenhista, Pintor, Figurinista e Professor Brasileiro]

João Sebastião Francisco da Costa (Cuiabá MT 1949) ou simplesmente João Sebastião - Desenhista, pintor, figurinista e professor.

Foi com sua mãe, a artista Alexandra Barros da Costa,  que João Sebastião descobriu o seu talento para a arte. Aos 7 anos de idade João via sua mãe modelar o barro, e fazer suas peças em cerâmica, e encantado com isso ele começou a ajudá-la a pintar as peças, “aos 12 anos já tinha meu próprio atelier” conta João. 

Inicia seus estudos de pintura com Bartira de Mendonça em 1965.

Entre 1966 e 1967, trava contato com artistas representativos de tendências modernas, no Rio de Janeiro.

Por volta de 1969, começa a freqüentar o ateliê de Humberto Espíndola, Campo Grande (Mato Grosso do Sul). A partir de 1973, desenvolve atividades artísticas no Museu de Arte e Cultura Popular na UFMT, em Cuiabá (Mato Grosso).



"Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos" - Shakespeare -
"Por isto e muito mais, dou-me ao direito de criar e transgredir sob a linha mestra da licença poética!" (João Sebastião)




João Sebastião é um dos artistas que figura no Dicionário de Artes Plásticas no Brasil, de Roberto Pontual. 

Ele também possui obras em importantes acervos como, por exemplo, Pietro Maria Bardi e outros acervos de colecionadores do país e do exterior.

Os trabalhos do artista ilustram várias obras como a capa do livro "Artes Plásticas no Centro-Oeste", de Aline Figueiredo, etc.



Conhecido pelo nome artístico de João Sebastião, participou de diversas coletivas pela AMA, entre as quais se podem destacar:


• Grupo Jovem Arte-Mato Grossense, realizada no instituto Brasil-Eua, no Rio de Janeiro em 1971;
• Panorama de artes plásticas em Campo grande, 1970;
• Foi um dos cinco artistas que integraram a Mostra Inaugural do Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) da UFMT, em abril de 1974;
• Compôs a representação mato-grossense na Bienal Nacional de 74 em São Paulo;
• Participou do VII Salão Nacional de Arte Contemporânea de Santo André em 1975, onde obteve o premio Câmara Municipal;
• VII Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte (prêmio Prefeitura Municipal) 1975;
• Arte Agora I Brasil de 1970 a 1975 (MAM – Rio 1976) – premio de aquisição em ambos;
• III e IV Salão de Artes Plásticas da Caixego (Goiânia em 1976 e 1977) – premio de aquisição em ambos;
• I Bienal Latino-Americana de São Paulo (Mitos e Magia 1978), participou como convidado;
Visão Arte Mato-grossense (MACP – Cuiabá 1979);
• Sua obra ilustra a capa do livro “ARTES PLASTICAS NO CENTRO-OESTE” de Aline Figueiredo, de 1979;
• Panorama de Arte Atual Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo – 1980);
• III Mostra do Desenho Brasileiro (Salão de Exposições do Teatro Guaíra – Curitiba em 1970 – Participação Especial);
• XXXVI e XXXVII Salão Paranaense (Curitiba, 1980 e 1981);
• Brasil-Cuiabá-Pintura Cabocla (MAM – RJ e MAM – SP – Fundação Cultural do DF);
• IV Salão Nacional de Artes plásticas (MEC FUNARTE INAP-RJ, onde obteve o importante Premio de Viagem ao País-1981);
• Panorama de Arte Brasileira Atual – Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1983;
• Júri do VII e VIII de Salão Jovem Arte Mato-grossense promovido pela Fundação Cultural de Mato Grosso, em 1983 e 1984;
• Individual: Coxipó Camaleão – Teatro Universitário – UFMT – 1984;
• “Vinte e sete paisagens brasileiras” – FUNARTE – Rio de Janeiro – 1984;
• “Premiados do Centro-Oeste do Salão Nacional” – “FUNARTE” – Brasília-Goiânia-Cuiabá, 1984;
• Brasilianishe Kunstler Stellen Sich Vor, Coletiva Itinerante, Alemanha Ocidental 1984;
• Destaque do Salão Paulista de Arte contemporânea, Pavilhão Bienal de São Paulo – Parque Ibirapuera – 1985;
• “A Fabula do Real” – CHROMA Galeria de Arte – São Paulo SP – Março de 1983;

Exposições Individuais:

• Individual: Fundação Júlio Campos – Várzea Grande – MT – Junho de 1988;
• Mês da Pintura Ingênua Brasileira – São Paulo – 1988;
• V Leilão de Arte de Mato Grosso – Cuiabá – MT – 1988;
• Surrealismo no Brasil – São Paulo – 1989;
• Encontro dos Artistas Plásticos do Centro-Oeste – Cuiabá – Campo Grande – Goiânia e Brasília – 1989;
• Executa painel Mural Democrático com mais seis artistas – Cuiabá – 1989;
• Coletiva Hotel Eldorado – Cuiabá – 1989;
• Individual: Galeria Arte House – Campo Grande, MS – Dezembro de 1990;
• Tem obras no acervo de colecionadores no país e no exterior;
• Fundador do Centro de Artes de Campo Grande – MS, onde ministrou curso de desenho básico;
• Fundador da escola de samba Unidos do Coxipó, obtendo, como carnavalesco o primeiro lugar no carnaval de 1983;
• Participou com figurino e cenário do grupo Tetê e o Lírio Selvagem, teatro Ruth Escobar – fez o figurino para a capa do Lp do mesmo grupo;
• Referenciado com destaque na canção “Cuiabá” de Carlos Rennó e Tetê Espíndola no LP “Pássaros na Garganta” – 1982;
• Fez cenário e figurino da peça “Orgiramunda”, de Gloria Albuês, 1974;
• Figura no “Dicionário de Artes Plásticas no Brasil” de Roberto Pontual;
• Fez uma gravura sobre a Editora Universitária da UFMT que foi escolhida pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEL) para ser a capa do catalogo das Editoras Universitárias Brasileiras distribuídos na XLVI Feira do Livro de Frankfurt;
• Fez a gravura da capa dos anais do VII Encontro Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Publicas, lançado pela EDUFMT em 1993;
• Fez duas obras retratando a trajetória da EDUFMT, pertencente ao acervo da UFMT;
• Fez a gravura da capa do livro Cerimônias do Esquecimento, de Ricardo Guilherme Dicke, lançado pela EDUFMT em 1995.

Crítica do trabalho de João Sebastião.

"Entre os mais jovens artistas mato-grossenses, João Sebastião Francisco da Costa se destaca como um dos mais promissores.

Nele há o encontro do movimento mato-grossense com a nova pintura da Guanabara, onde trabalhou durante algum tempo. João Sebastião faz uma pintura figurativa atualizada, utilizando os resultados da chamada nova figuração brasileira, tão diferente da nova figuração européia, assim como os da Nova Objetividade e dos desenvolvimentos mais recentes

Apesar de extremamente jovem, já apresenta algumas características pessoais bem acentuadas.

Revela a sua vocação de pintor pela maneira essencial como emprega a cor. Não obstante a importância do desenho nos seus trabalhos, são realmente pinturas porque neles a cor não é um elemento auxiliar da comunicação pelo grafismo.

Ela cria o clima básico das telas no qual se integram os demais elementos. João Sebastião tende para uma arte simbólica, talvez com uma nota mágica. Mesmo nas telas em que a aderência com a realidade cotidiana é maior, há como que uma transfiguração que cria um clima especial de sugestão mágica (...). " Mário Schenberg in FIGUEREDO , Aline

"A pintura de João Sebastião agrupa a diversidade de nossa cultura. Seu tema, partindo de uma preocupação regional, aborda nosso sincretismo religioso ligando homem, santo, bicho e fruto. Supervalorizando esses elementos ele sugere os telurismos desta grande área verde do Centro da América do Sul. Homens-bichos-santos formam uma Trindade mística envolvida ao culto do Divino Espírito Santo, luz que ilumina suas cabeças. Trindade que reúne os mistérios da mata e das cidades ribeirinhas. (...) Nessa obra de formas e cores vibrantes o artista não aborda a onça como a imagem que se tem de Mato Grosso. Suas onças antropomórficas transcendem o bucólico e atingem a personificação das forças da natureza. É a cultura autóctone, a ´natura sapiens´ que a tudo espreita e transforma à sua semelhança. Com o mesmo sentido, porém, tendendo mais a um encantamento, enfatiza o caju, riqueza do cerrado, fruto da amizade (...). João Sebastião tem a audácia de fazer uma abordagem que corre o risco de parecer folclórica ou kitsch. Mas se faz necessário frisar que toda a força de seu tema está justamente nesse risco e na ironia dessa abordagem. (...)" Aline Figueiredo in JOÃO Sebastião: coração caipira em terra morena.

Apresentação de Aline Figueiredo
Campo Grande: Fundação Cultural de Mato Grosso, 1977. 
Artes Plásticas no Centro-Oeste. Aline Figueredo. Cuiabá, UFMT, MACP, 1979. Bibliografia.











Para marcar o seu retorno a cultura carnavalesca, em 2012 João Sebastião confeccionou lindas máscaras de carnaval que são verdadeiras obras de artes, todas feitas em material  reciclável (garrafa pet) e pintada com tinta acrílica.



O artista tem muitos projetos para 2012. 

João Sebastião traz a concepção de uma nova ideia onde o verbo compartilhar é imperativo. Estará formando grupos para repassar os seus ensinamentos, ou melhor, estará compartilhando com publico em geral com pessoas tudo que sabe sobre a arte, inclusive com desenvolvimento de projetos a serem desenvolvidos nas escolas. 

O artista nos diz que seu atelier estará sempre aberto a visitações principalmente de grupos escolares.





Onças em fundo de garrafa de refrigerante, massa de biscuit e tinta acrílica



Cantora e compositora, Lenilde Ramos, pintada por João Sebastião.




Algumas obras do escultor João Sebastião









Algumas telas do pintor João Sebastião




















O Artista, hoje, com 62 anos, mantem seu atelier em sua casa, um lugar mágico envolvido por arte de cores vibrantes que nos permite entrar em mundo de fantasia onde a arte é a singular característica do artista.  “Faço qualquer tipo de arte, pinto o que vejo e o que vem da minha imaginação, mas minha preferência sempre foi a onça e o caju”, conta João.

Contado com o artista pelo fone: (65) 3027-3559 ou através do facebook: https://www.facebook.com/joaosebastiaoarte

Fontes:
http://joaosebastiaocosta.blogspot.com
http://fuzuedasartes.blogspot.com.br/


João Sebastião da Costa
Todos os direitos autorais reservados ao autor.

2 comentários:

miriam santiago disse...

Parabéns, adorei conhecer mais um talento nacional, fiquei sabendo por indicação de Mirian Melo e adorei.
Estou divulgando suas obras no meu blog cultural:
http://miriammorganuns.blogspot.com/
Grande abraço,
Miriam

Anônimo disse...

Lamentável perda