Livro: Breves encenações, Sobressaltos [daufen bach.]

Sinopse:
Breves encenações, sobressaltos é um livro escrito em menos 30 dias. É o resultado de um furor, de um frenesi poético do autor. Composto de 5 (cinco) grandes sobressaltos que se subdividem em diversos poemas, todos em versos livres. O livro, além de encantar pela beleza dos versos marcados por um lirismo livre da pieguice chorosa, encanta tam bém pela estrutura, pelo cuidado do autor em não transformar a licença poética, tão amplamente utilizada na forma, na falta de pontuação e, também, na ausência de letras maiúsculas, em algo explicito que transforma ou deforma ou poema. O labor estético na construção dos poemas, embora atue de forma coadjuvante, contribui sobremaneira para o entender e o sentir dos significados contidos em cada verso. Breves encenações, sobressaltos é um livro único, carregado de sentimentos, de mensagens subliminares que passeiam nas entrelinhas e faz com que o leitor reflita e se enamore da beleza, tanto dos poemas em si, quanto do fazer poético.



Breves Encenações, Sobressaltos

Gênero: Poesias 
Edição/Ano: 1°/2012
Autor: Daufen Bach. 
I.S.B.N.: 9788541600569 
Páginas: 160
Preço Edição Impressa: R$ 38,20 
Preço Livro Virtual: R$ 11,46



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Prefácio

Seus versos são as corredeiras fortes, atrativas a ponto de um fascínio tão profundo, que mesmo sabendo de ‘todos os riscos’, seguimos esse curso d’água que, de tão atraente, chega a ser quase hipnótico, como na verdade são, as Poesias de daufen bach.

        Sabedor disso ou não, (in?)consciente da força contida nos seus versos, ele já inicia este livro como um forte rio caudaloso, um oceânico universo contemplador e reflexivo, no aparte I: reorganizam-se as estações/estes  ciclos agudos”, que demonstram nítida e emocionalmente, a maturidade de um observar-sentir conclusivo, do poder re-inventivo da vida.

      Sim, também eu faço minhas conclusões cada vez que leio sua alma. Novamente sim, pois ler as poesias de Daufen é ler alma, ainda que possa ser na acomodação boa de uma macia poltrona, em ambiente tranqüilo, mas ao mesmo tempo é, absolutamente certo, um sair da chamada “zona de conforto”, onde normalmente as pessoas tendem abrigar-se, especialmente durante uma leitura. Leitores de Daufen Bach, não! Estes são doce, mas imperiosamente, levados...provocados a chegarem mais perto...na verdade, a entrar e situar-se no tema. Ali, se não compactuar, ao menos partilhar desse senso tão agudo e profundo que o autor tem de olhar, analisar, exteriorizar poeticamente, o que eu arriscaria em chamar de namoro com a vida, seus fatos/atos, circunstâncias e consequências.

        Um belíssimo exemplo do que sinto e digo aqui, está no aparte IV, onde o poeta constata cruamente, porém à altura de uma excelente poesia:

 “ vida/um olho/que deságua/mais nada”.

    Daufen, além do bom barqueiro que nos atravessa em mares tempestuosos e ímãs com seus versos, também escreve como um verdadeiro e bom psicólogo, traçando o que eu gosto de pensar que seja um caminho alma adentro. Eu, particularmente, sempre pensei poesias com toda intensidade, bem dessa maneira. Depois de muito tempo e tendo por base a paixão por ler, pesquisar e estudar que tenho, tive a certeza de que essa “conceituação” muito pessoal, era um sentido inteiro, considerando que dentro da Psicologia –onde existem muitas correntes -, há uma corrente chamada Psicologia das Faculdades da Alma. Esta corrente, também chamada de escola, prega que o espírito seja um todo, com toda a capacidade de pensar, sentir e decidir. A introspecção é o material/estado de estudo, vivência, observação e execução, tanto empírica quanto prática, na vida de um indivíduo. Óbvio que aqui, eu mantive a base conceitual dessa corrente, tornando a explicação o quanto consegui, mais “alongada” e esmiuçada, justamente porque meu olhar sobre o manancial poético de Daufen Bach, é esse ao “extremo”, elevada ao máximo de potência, então é natural eu desejar que todos os leitores possam compreender isso e sentir o quanto há de emoção, ao  sairmos do papel de meros leitores, passando a ser participes no mundo literário deste autor.

          Dou muita importância a mostrar, argumentar e (quase) justificar meus pensamentos um tanto filosóficos. Então, apresento mais belíssimos versos, partes do conteúdo geral deste livro do Daufen, com o que, cada um continuará trilhando como propus, desde o começo, mas agora por conta e sensações próprias:
“acender o olhar/todos os dias/como primeira vez/um farol/a queimar”. Ainda: “reteso

o olhar/ enquanto furtiva/a vida se aventura/ e se adensa”.

          E de todos, cada um mais lindo do que o outro, tomo...num arroubo literal,  “arranco” do poetar Daufeniano estes versos, para classificá-los como de todos os exemplos que destaquei, os mais fieis a tudo escrito: “provo a língua/e o amarelo/ da palavra tempo/como num/beijo violentado”.

Fulminada por tanta emoção desta poiesis daufen, que inclusive conheço e é um prazer-hábito, há uns sete ou oito anos, concluo que uma palavra a mais, colocaria em risco a “poção” exata dessa magia, que tentei mostrar e fazer  meio de  condução,  a cada um...

Veronica de Nazareth-Noic@
Jornalista-Radialista-Poetisa-Escritora
Fevereiro de 2012-RS e Uruguay

Dois poemas presentes no Livro


“das conjecturas dos pulmões enegrecidos”

aparte _I

entre o oriente e o ocidente
entre o céu e uma estrela cadente
                                       oscila
                                        fulge
                   um sol puro e infame

foge o estar
e o encanto e o desencanto
apodrecem

reorganizam-se as estações
estes  ciclos agudos
cruéis
e implacáveis

a vida se faz
por si só

reinventa-se
e inaugura o ritmo do contemplar.



“se não for verdade prímeva, contesto”


obtemperança _ I_


quando bebo um verbo  e sinto nas papilas do dedo
               o gosto do sangue
               (denso
             intenso)
             dissolvo

a raiz volta a ser terra
o ovo volta a ser ninho
o sol se refaz em átomos
de hélio e hidrogênio

lavro o vazio do silêncio
e frutifico
na matéria morta
a inteireza daquilo
que foi antes respiração

desabrocho o eco
enquanto o grito
gestado na boca fechada
se incorpora.



daufen bach.
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3 comentários:

Lígia Saavedra disse...

Parabéns, pelo livro, amigo!

Devidamente compartilhado, querido Daufen.
Desejo-lhe sucesso!

Bj

Soaroir de Campos disse...

Poetas são doninhas,furões que fuçam com insistência,
a própria alma inquieta...Sucesso sempre, Soaroir

Jania Souza disse...

Prezado Daufen, pela mostra do Prefácio, teu livro deve ser maravilhoso, pois sou admiradora da sua excelente poética. Muito sucesso! A capa ficou encantadora. Abraço. Jania Souza