Refletir… Parte II - A evasiva Auto –Estima [Maria Anita Guedes]

Refletir… Parte II
A evasiva Auto –Estima

A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais em fase inicial.

A psicologia científica, em parte citada neste artigo, é para não ser confundida com a psicologia do senso popular, que é o conjunto de idéias, crenças e outros fatores, aceitos e vivenciados com convicção e transmitidos culturalmente, a respeito que cada indivíduo sente e pensa de si mesmo.

Apesar da palavra psicologia, na linguagem comum, para muitos ser o sinônimo de psicoterapia, os termos são muitas vezes confundidos, e criam conflitos por não ser analisado o contexto em que éaplicado.

Neste artigo será esclarecido o termo “AUTO”, ligado ao vocabulário popular.

No conceito geral da psicologia, “AUTO” ainda é uma palavra de sentido vago, qual os indivíduos se valem para evitar responder ou demonstrar alguma questão de modo categórico, interligado a múltiplos fatores que contrastam com a realidade de ser ou estar momentaneamente; direitos exigidos, substituindo a responsabilidade que sufoca a aceitação real.

Citarei alguns exemplos de “AUTO”, e o porque deste termo ser questionável.

No geral, quando indivíduos se expressam evidenciando a Auto- estima, a Auto- imagem, a Auto-confiança, a Auto-afirmação, a Auto-realização, a Auto-aprovação, a Auto-aceitação, a Auto-contemplação, a Auto- expressão, e a Auto-indulgência, na verdade estão atravessando uma fase oscilante de personalidade, vinculada a automaticidade, que os leva a acreditar poder avaliar a ESTIMA, através de atitudes impulsivas, motivados pela crença da superioridade, do narcisismo e de outros transtornos de personalidade.

Nos Estados Unidos da América foi concluído, que a falta de confiança em determinadas situações, a fraqueza emocional, a falta de capacidade em algumas realizações a nível pessoal ou profissional, os temores enraizados, a tendência a erros constantes e a necessidade de conhecer a própria personalidade conduzem os indivíduos a se apoiar na palavra “AUTO”, que os auxilia a criar uma estrutura psicológica flutuante.

Clinicamente este é considerado um mecanismo de defesa psíquica, para não se abater com a condição real interna.

A Auto-estima, normalmente esconde no subconsciente a necessidade da compensação neurótica, desenvolvida por indivíduos que não aceitam os sentimentos de inferioridade, e trazem a luz, as rejeições inconscientes; exemplo: o complexo de superioridade.

Este complexo pode incluir opinião exagerada, salientando: o convencimento, a tendência para desacreditar a opinião alheia (subestimar) sem conhecimento de causa, direcionar esforços ao domínio daqueles que consideram fracos ou menos importantes, e pode estar entrelaçado com a Auto-afirmação e a Auto-indulgência.

No hábito das multifaces, os acometidos do complexo de superioridade colocam seus interesses, desejos e necessidades em primeiro plano, em detrimento do ambiente e dos demais indivíduos com quem convivem; trabalho, família e amigos.

A estima, e a Auto – estima implantada geram divergências entre psicólogos, psicoterapeutas e adeptos de outras linhas terapêuticas, voltadas a complexa reestruturação de personalidade individual ou coletiva.



- O lado claro da estima, segundo a psicologia:

Estabilidade, confiança serena, conhecimento crescente da própria personalidade, consciência da essência, afirmação analisada, motivação linear, mente aberta as opiniões, cautela nas ações, preservação da integridade física e psicológica, suporta o próprio silêncio, aceita o silêncio e fragilidade de quem os rodeia, reconhece os defeitos, analisa as críticas com humildade, quando detecta falhas as entende como meio de melhoria pessoal para reforçar a personalidade, não hesita em demonstrar o que os aflige e demonstram os sentimentos de maneira cristalina e independente de ser ou não ser bem interpretados ou aceitos.

- O lado escuro da Auto – estima, segundo a psicologia:

Arrogância, oscilação no comportamento, exaltação, confiança alicerçada nos elogios, falta de criatividade, dependência emocional, euforia, necessidade de reconhecimento em tudo o que faz, vaidade exagerada, tendência de acreditar em ser o detentor da verdade, transferência de culpas, criticar o que não entende, fantasiar a realidade, demonstração desesperada de bem - estar, desiludir-se com facilidade diante da indiferença dos outros, afirmação constante dos supostos predicados, prática de ações na expectativa de agradecimentos, não assumir o que diz ou faz, instabilidade nas opiniões, resignação beirando a depressão leve, inconstância nos relacionamentos de amizades e afetivos, aliciamento, apontar defeitos nos outros em tons sarcástico para chamar a atenção, sentir-se incomodado com o bem - estar dos outros (inveja), dificuldade em aceitar orientações, deixar transparecer o cinismo, a rudeza e a reação violenta quando não são atendidas as exigências que julgam ser merecedores.

Este conjunto de sintomas fragmenta a possibilidade da existência da Auto – estima, por ultrapassar os limites do bom senso, engrossando o exército de destrutivos e Auto – destrutivos.

Auto…

Maria Anita Guedes, Escritora, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta, nasceu na Bahia, tem 07 obras publicadas e participações em Antologias. Reside em Portugal, é filiada ao SINTE (Sindicato dos Terapeutas) – nº 30611, no SBAT (Sociedade Brasileira de Autores) – nº 32364, na UBE (União Brasileira de Escritores) – nº 4186, membro nº 2 do EEIJG (Espaço da Espiritualidade Independente Jorge Guedes). Iniciou as atividades em 1999, desde então vem conquistando credibilidade junto a comunidade médica e espiritualista. Desenvolve pesquisa na área comportamental, energética, psicografia e aprimora métodos que estimulam a auto estima, a concentração, a atenção e focaliza-se especialmente a reestruturação psíquica com métodos que impulsionam os indivíduos a motivação pessoal e profissional. Maria Anita Guedes trabalha em: Portugal, Brasil, França, Alemanha e Israel. Site: Anita Guedes.
Todos os direitos autorais Reservados a autora.

2 comentários:

ESPIA AÍ disse...

um artigo mto interessante Anita e abordagem esclarecedora, Parabéns!!

Maria Anita Guedes disse...

Obrigada Ivana! Sucesso para vc também