Fórum debate Shakespeare na economia e nas artes [GUSTAVO FIORATTI]


William Shakespeare (1564-1616)

Fórum debate Shakespeare na economia e nas artes 

GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO

Qual o legado de William Shakespeare no campo das artes? E quais podem ser suas lições para a economia?

Esses são dois dos tópicos debatidos no Fórum Shakespeare, série de aulas e palestras que corre a partir de hoje até o dia 24 no teatro Vila Velha, de Salvador (BA). 


A pluralidade de assuntos do programa acaba colocando lado a lado personalidades que raramente navegam no mesmo barco. 



Interpretação e dramaturgia serão debatidas por integrantes da inglesa Royal Shakespeare Company, os diretores Cicely Berry e Justin Audibert. E os temas sobre economia abrem hoje a série de encontros, com aulas da secretária de economia criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, e do economista Gustavo Franco. 


A ligação entre drama e moeda não é assunto novo. O próprio ex-presidente do Banco Central do Brasil (governo FHC) escreveu o livro "Shakespeare e a Economia", em que se debruça sobre o lado empreendedor do bardo inglês. 


PROGRAMAÇÃO 


O Fórum Shakespeare é montado em parceria do Vila Velha com o People Palace Project (PPP), organização londrina que reúne artistas e acadêmicos. Boa parte do roteiro traz oficinas técnicas para atores. As palestras serão exibidas por internet, no site www.teatrovilavelha.com.br/tv-vila. 


Segundo um dos organizadores do evento, Paul Heritage, professor da Queen Mary, Universtity of London, o Fórum Shakespeare faz parte de um acordo de três anos que o PPP assinou com a Secretaria de Cultura de Bahia. 


As atividades previstas para o Estado nordestino podem se estender a outras regiões do país. "No ano que vem, por conta dos 450 anos de nascimento de Shakespeare, estamos planejando levar o programa para outras quatro cidades: Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro", diz Heritage. 


Há vinte anos, ele se dedica à ponte Brasil-Inglaterra. E entre 2001 e 2005, criou um programa de oficinas de teatro em prisões, o Direitos Humanos em Cena, implementado pelo Ministério da Justiça em 11 Estados, incluindo 43 prisões paulistas. 

Artipo publicado na Folha S.Paulo

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