Mick Jagger e os Rolling Stones [Laila Perdigão]


Mick Jagger e os Rolling Stones

Em 26 de julho de 1943, numa cidade chamada Dartford, ao sudeste da Inglaterra, Joe Jagger e Eva Scutt recebiam o nascimento do seu filho, Michael Philip Jagger, que alguns anos mais tarde seria conhecido mundialmente como Mick Jagger. Joe e Eva não faziam ideia do que seria da juventude depois que seu filho estourasse pelo mundo cantando sobre temas então “mal vistos”.

Quando vi esse livro na livraria Leitura, pensei como um autor conseguiria resumir em pouco mais de 200 paginas mais de 50 anos de história? Como colocar o egocentrismo de Mick em um livro relacionado também aos Stones? Bom, o livro não conseguiu esse feito, ele conta uma versão resumida das idas e vindas de Mick e da banda, todos os integrantes são tratados com capítulos individuais e superficiais. Jagger é sempre o ponto central, mas nunca tratado com intimidade e detalhes sobre o que se é dito.


O livro de Willi Winkler está longe de ser uma biografia, assim como não é essa a intenção do autor, mas até mesmo para mostra Mick e os demais integrantes dos Stones em muitos momentos o livro falha. Apesar de a leitura ser fácil, compreensiva e rápida ela não é envolvente. Algumas figuras/ personalidades que são importantes na vida e história de Jagger e que interferiram no Rolling Stones são retratados de forma sintetizada, o que para um fã dos londrinos pode ser decepcionante.


O livro é bom, mas por já ter lido outros livros sobre a banda, sinto que tem muita “opinião” para poucos fatos comprovados, o que me passou uma ideia de fontes não confiáveis. Para quem já leu “Life” de Keith, este fica cansativo, as histórias com pontos de vista tão diferentes da biografia oficial que você se pega pensando o que é dito pode vir a ser “mentira”. Irei ler a biografia oficial do Mick Jagger para fazer uma comparação futura com mais precisão. As formações de algumas frases soam estranhas e redundantes, talvez seja algum problema com a tradução oficial. 


A vida de Jagger é quase um romance policial, Jagger um negociador osso duro de roer, tem a vida recheada de confusões e no livro não poderia deixar de ter alguns acontecimentos memoráveis na vida dos Stones. O principal é o acontecimento catastrófico de Altamont. Esse evento foi ideia de Jerry Garcia, vocalista do Grateful Dead, para dar um show gratuito com intuito de atrair pessoas e gravar o documentário “The Rolling Stones on Tour”. Com muito pouco apoio financeiro, muitas áreas do evento foram negligenciadas e a principal delas a segurança, que acabou por conta dos Hell’s Angels (uma gangue de motociclistas). Esse show ficou conhecido pelas mortes, confusões, brigas e um tumulto generalizado.


Mick tinha necessidade de estar sempre nos noticiários, publicidade pessoal, e principalmente, queria se mostrar influente e rico. Ele era o único Stone com essa característica social. Egocentrismo todos os membros dos Rolling Stones eram a seu modo.  “Talvez Jagger o último músico branco (das décadas de 60,70 e 80) que realmente tem um sentimento corporal da música, e o apresente ao público”. “Ele pode parecer minúsculo no palco, mas até hoje ele pode levar dezenas de milhares de pessoas a histeria total”.


As histórias megalomaníacas da banda, a briga de Jagger com Keith, a transfusão de sangue de Keith, a morte de Brian, as drogas, as groupies, e muitos outros assuntos polêmicos são contatos superficialmente. De todos os livros que já li sobre meus ídolos do rock, esse é o único, por enquanto, que não me tocou emocionalmente.


Um dos membros dos Stones mais esquecidos é Charlie Watts. Ele não é apenas bom, ele sempre foi algo melhor que isso. Charlie é modelo de elegância, gentileza, descrição e estilo. Nas turnês sempre foi discreto, por muitos anos não usou drogas, nem foi centro de escândalos. Apenas anos mais tarde Watts se tornou viciado e enfim, entrou nas capas dos tabloides internacionais, mas não durou muito tempo. Já Keith, Ron Wood e Mick não se incomodam com tantas repercussões.


“Até os Rolling Stones já foram jovens um dia”. Eles são a maior banda do mundo não só em aspectos musicais, discos, mais em rendas financeiras. A tour da banda lidera a lista de turnês mais lucrativas de todos os tempos. Quando eles tocam “Satisfaction” à loucura salta entre os espectadores, o público se levanta, e é o clímax. “A banda mais longeva da história da música tornou-se cada vez maior e mais poderosa, e hoje não se diferencia mais de uma empresa multinacional”. Rolling Stones ainda é maior que Mick Jagger. Como disse o autor deste livro: “Embora seja apenas Rock n’ roll ninguém domina melhor que os Rolling Stones”.







Laila Perdigão. Jornalista (registro 0015582MG), apaixonada por música e colaboradora do blog Universo dos Leitores  e colunista da Revista Biografia

3 comentários:

Anônimo disse...

Me gustó mucho

Anônimo disse...

Gosto dessa sessão

lucas disse...

Show