Projeto “Circuito de imagens” chega a Sete Lagoas [Revista Biografia]


Projeto “Circuito de imagens” chega a Sete Lagoas
Exposição fotográfica e exibição de documentário marcam a passagem do projeto pela cidade


O trabalho artístico, histórico e cultural desenvolvido durante todo o ano passado na cidade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, chega ao município de Sete Lagoas dia 15 de março. As fotografias produzidas compõem a exposição “Rua de Baixo” e as imagens em vídeo fazem parte do documentário “De baixo do rio e das mulheres”, que serão apresentados pelos fotógrafos Ana Clara Silva e Nilmar Lage, às 20h, na Galeria Miralda, localizada à Av. Getúlio Vargas, nº91, Centro. Com supervisão curatorial de Dmtrius Cotta.
O projeto “Circuito de imagens” tem como objetivo resgatar, por meio da fotografia, a valorização dos patrimônios histórico-culturais do município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas. Recebe patrocínio da EMFER Estruturas Metálicas Fernandes e Thermon Indústria Mecânica por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Em Araçuaí, o projeto recebeu apoio do Restaurante Panela de Barro e Pousada das Araras.
Para Ana Clara Silva, poder circular com o projeto é uma forma de fazer com que as pessoas façam o exercício de enxergar um local com outro olhar. “A importância principal do projeto, inicialmente, era fazer com que pessoas que há anos nem mesmo passavam pela Rua de Baixo, em Araçuaí, fossem outra vez naquela parte da cidade e a visse de outra forma. Circular com o projeto é mostrar que é possível realizar atividades que beneficiam tanto as pessoas que entram em contato com elas quanto quem as faz. É importante para o artista mostrar sua arte e também mostrar que ela pode ser usada como um agente modificador, seja uma modificação em larga escala ou não, mas que sempre vale a pena”, comenta a fotógrafa.

Documentário
Araçuaí possui uma história peculiar, pois foi fundada no século XIX por uma mulher que era dona de uma casa de prostituição: Luciana Teixeira. O surgimento da cidade ocorreu a partir da região que hoje é conhecida como “Rua de Baixo”. O documentário conta essa e outras histórias da cidade tendo como fio condutor Maria Cheirosa, figura conhecida de Araçuaí por ter sido proprietária do bordel “Para Todos”, que funcionou na Rua de Baixo até a década de 90. A produção do documentário foi realizada de forma coletiva por Ana Clara Silva, Leila Cunha, Nilmar Lage e Thiago Moreira.

Oficina de fotografia
O projeto também desenvolveu, junto à comunidade de Araçuaí, uma oficina de fotografia. O curso foi voltado para o desenvolvimento do olhar do participante. De acordo com Nilmar Lage, um dos proponentes, o mais interessante da oficina foi dialogar com as pessoas sobre coisas, artistas e lugares que lhes interessavam e perceber o que era relevante para eles. “A troca de saberes me atrai. Por meio das nossas imagens feitas na Rua de Baixo, juntamente com as coisas que mostramos, provocou neles um estranhamento para o mundo cotidiano. A oficina foi ótima para renovar o olhar para aquilo que estamos habituados a ver e não nos interessam esteticamente ou conceitualmente”, disse o fotógrafo. Algumas fotografias dos participantes também fizeram parte da exposição realizada na cidade de Araçuaí.

Exposição
São mais de 60 ampliações fotográficas que estarão expostas para apreciação do público do dia 16 de março ao dia 3 de abril, de segunda à sexta-feira, sempre das 8h às 21h. As imagens foram captadas em diferentes datas ao longo do ano passado no município de Araçuaí. Ana Clara reforça que a finalidade do projeto é fazer com que as pessoas da cidade reconheçam a sua própria riqueza e deem valor a ela. “Espero que eles tenham se reconhecido como agentes cuidadores e requisitantes de atenção. A preservação só funciona quando o próprio povo entende, reconhece e exige o valor do local onde vivem. Espero que, de alguma forma, o ‘Circuito de Imagens’ tenha ajudado nessa caminhada”, disse a fotógrafa.
O Projeto “Circuito de imagens” foi proposto e desenvolvido pelos fotógrafos e jornalistas Ana Clara Silva e Nilmar Lage. A produção é de Leila Cunha, design gráfico de Pedro Bastos, iluminação de exposição de Leandro Calixto, assessoria de comunicação de Andressa Moreira, direção de imagem e finalização do documentário ficou por conta de Thiago Moreira e o responsável financeiro é Aguinaldo Barros.

Sobre os proponentes
Nilmar Lage é formado em Jornalismo pelo Unileste e pós-graduando em Artes Visuais pela UFMG. Trabalha profissionalmente com fotografia desde 2006 e realiza trabalhos em vídeo desde 2005. Foi professor de Fotojornalismo e Comunicação Comparada do Curso de Comunicação Social das Faculdades Integradas de Caratinga (FIC). Realizou exposições coletivas e individuais no Vale do Aço e em outras cidades como Tiradentes, Belo Horizonte, Araras (SP) e La Plata (Argentina). Participou de mostras de vídeos e documentários e foi bolsista do Grupo de Pesquisa em Arte Contemporânea USIMINAS.
Ana Clara Silva também é formada em Jornalismo pelo Unileste e atua como fotógrafa profissional há cinco anos. Já atuou também como produtora cultural e iluminadora de espetáculos de dança. Em 2010, a convite do Hibridus Dança, foi fotógrafa do grupo em Mar del Plata, na Argentina, durante o projeto “Andanças”. Já realizou exposição coletiva no Centro Cultural Usiminas durante uma oficina de Dimas Guedes.
Galeria Myralda
A Galeria foi criada pela Lei Nº 8031 de 12 de Julho 2011. Em sua pauta de serviços prestados constam 19 exposições, entre coletivas e individuais, além de recepção de exposições itinerantes com curta duração. Houve oficinas workshops, performances, etc. Atualmente quem administra a galeria é a Secretaria de Cultura e Comunicação Social que elegeu um curador, especialmente, para cuidar dos motes curatoriais de projetos expográficos.
A Galeria é relativamente nova e pode ainda ser reconhecida como um núcleo em fluência e convergência de projetos de exposições de artes visuais: Local, regional, nacional e internacional. Dispõe de espaços expositivos da Casa da Cultura ¨Francisco Timóteo Pereira¨, à Av. Getúlio Vargas 91, Centro, na cidade de Sete Lagoas – MG, incluindo o Hall de entrada do auditório da Casa da Cultura, conhecido como Galeria “Fernandino Junior.” Possui entrada independente situada à direita da entrada principal do prédio.
Atualmente trabalham-se curadorias com foco em conceitos variados e pertinentes a uma plataforma que reflete e discute espaços de visibilidade da expressão da cidade de Sete Lagoas no contexto artístico cultural mineiro. Além da natureza desmaterializada e transitória da arte.
A apresentação de obras inéditas, tanto quanto revisões históricas, juntas possuem a capacidade de revitalizar as discussões sobre espaços de visibilidade da arte. Os trabalhos artísticos são intercalados a um ciclo e a um tempo. Gera para o público, atento a ambientes expositivos de arte, constante diálogo com contextos comunicacionais.

Evento:
Mostra “CIRCUITO DE IMAGENS”
Abertura: quinta-feira, 15 de março, às 20h:00min.
Período expositivo: de 15 de março a 3 de abril/ 2013
Local: GALERIA MYRALDA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 91  – Centro – Sete Lagoas, MG
(na orla da Lagoa Paulino). CEP 35700 000
Telefone:  (31)3773-5687 / 3772-7631
Horários: de segunda a sexta das 08h00min. Às 21h: 00min.

Mais informações para a imprensa:
Dmtrius Cotta

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