Jimi Hendrix por ele mesmo [Laila Perdigão]

Jimi Hendrix por ele mesmo

Há 70 anos nascia em Seattle, Washington, uma das maiores lendas da música mundial. Ele é frequentemente citado por críticos e outros músicos como o melhor guitarrista da história do rock, e um dos mais importantes e influentes músicos de sua era. Este era Jimi Hendrix. Um tímido, sensível e inteligente rapaz que possui um talento imensurável.

Abandonado por sua mãe, Lucille, muito cedo, Jimi foi criado por seu pai, homem humilde e batalhador que procurava sempre dar o que seus filhos desejavam. Hendrix rapidamente mostrou seu amor pela música, com 10 anos brincava com a vasoura e dizia estar tocando guitarra, aos 11 seu pai lhe deu um violão barato, e aos 12 anos Al Hendrix, pai, comprou sua primeira guitarra. Desde então Hendrix dedilhava sua guitarra elétrica. Ele puxou de sua mãe, seu gosto por apetrechos e roupas vibrantes. Sua mãe morreu de tuberculose quando ele tinha 16 anos, mas ela nunca foi mãe dedicada, sempre gostou de festas.


Chas Chandler, do “The Animals”, ao ver Jimi tocando com sua banda, na época chamada “Jimy James and The Blue Flames”, no Café Wha, o convida a ir para Inglaterra, a partir de então, 1966, Jimi inicia a jornada para o sucesso. As gravadoras só começaram a mostrar interesse na música de ele produzia quando começou a tocar no “Café Au Go Go


Em 1967 Jimi e o Experience causam impacto em Londres. Jimi é anunciado como o “homem que reunia Dylan, Clapton e James Brown numa só pessoa”. Rapidamente ele se tornou um sucesso europeu alcançando as paradas de sucesso disputadas por The Rolling Stones e Beatles. Mas a América não o conhecia como era de seu desejo.




Autodidata, Hendrix é considerado o guitarrista mais inovador da história do rock, “Jimi combinava senso teatral, uma técnica surpreendente de tocar guitarra e elementos do soul, blues, rock, jazz e inovador no uso e controle do som eletrônico”. Todas as diversidades que Jimi criava para tocar aliado a sua ânsia por experimentar diferentes sonoridades, fez com que ele abrisse caminhos para o uso da guitarra, ampliando a linguagem da música. “Jimi reunia rapidez, energia autodestrutiva, criatividade, distorção e microfonia”. 



Com os dedos rápidos, ele nem parece tocar as cordas de sua guitarra Fender Stratocaster branca “maneira típica de tocar com a mão esquerda, cordas na posição invertida. Jim tocava jogando com a imaginação tudo era música em seus ouvidos. Ele era visionário e não tinha medo do novo”.



Com uma leitura deliciosa, ágil, fácil e pratica, no livro não podiam faltar depoimentos de músicos e amigos que junto com Hendrix criaram novas vertentes na ideia de criação do “rock”, Ele era “um poço de pássaro, avião e meteoro”.



As drogas eram uma espécie de subterfúgio para sua insegurança, “Sentia o desejo de ser ele mesmo o espetáculo”. Sobre sua morte, como não poderia deixar de ser é misteriosa, o livro não entra na questão, mas muito se comenta se Hendrix morreu mesmo por overdose ou foi assassinado. Não se sabe e nunca se saberá a verdade, muitos dos envolvidos na vida de Jimi em 1970 já morreram ou publicaram livros sobre “suas memórias”, livros estes que muito se pode discutir.



Sua última composição foi “The Story of Life”. Sua última apresentação oficial foi dia 6 de setembro de 1970, no “Love and Peace Festival”. E um dos últimos momentos de glória de Jimi foi o Festival de Woodstock, em agosto de 1969, “meio milhões de jovens já tinham vivido seus “três dias de paz e música” quando chegou à vez de Hendrix subir ao palco”, no festival, ele criou um dos seus solos mais antológicos o “Instrumental Solo”, que foi registrado no disco/ filme “Woodstock”.


Na noite de sua morte Jimi Hendrix escreveu um poema que foi encontrado próximo ao corpo. Muitos analisaram como uma carta de despedida, uma carta de suicídio, mas nada foi comprovado. O poema terminava assim: “... A história da vida é mais breve que um piscar de olhos/ a história do amor é ‘olá’ e ‘adeus’ e até que voltemos a nos encontrar”.


Às vezes quando ouço meus gênios musicais, como Hendrix, por um momento tenho a percepção que o mundo não teria capacidade para tanta genialidade e que é tudo ilusão. Talvez eu não tenha a destreza apta para ouvir e sentir o rock que o garoto negro de Seattle criava. Acho que eu precisaria ser muito mais iluminada para alcançar o requinte necessário para a compreensão  que as guitarras de Jimi necessitam para sua compreensão.


Jimi Hendrix por ele mesmo” é um livro clipping organizado por Luiz Martins, da editora Martin Claret. Você encontra este livro com preços acessíveis entre R$9,99 há R$16,99.



Laila Perdigão. Jornalista (registro 0015582MG), apaixonada por música e colaboradora do blog Universo dos Leitores  e colunista da Revista Biografia

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