As pústulas nacionais continuam explodindo! [Moisés Martins]

As pústulas nacionais continuam explodindo!

Além de ser um imenso continente, com um belo parque hidrográfico, sem hecatombes relevantes quais; terremotos, vulcões, tornados e ondas gigantes. Desde seu descobrimento Pero Vaz de Caminha já dizia: “Em se plantando tudo dá”, acredito que, hoje já temos respostas para o poeta, quando na sua canção, pergunta: “que País é esse?”. Este é o País do mensalão, onde os criminosos lesadores da pátria são tratados de Excelências e reverenciados com pompas, quando deveriam estar apodrecendo nas prisões. Mas... que prisões?, onde os detentos se qualificam mais e mais, chegando ao ponto de comandar via telefone celular, quadrilhas organizadas, orientando-as para como praticar os mais variados tipos de crimes, e em alguns casos com a conivência e proteção de policiais. “Que País é esse” onde homem de bem assiste seu filho de dois anos, ser sacrificado nos seus próprios braços, por bandidos desqualificados. “Que Pais é esse”, onde em nome de Cristo mercantilizam o evangelho, auferindo tal mercantilização para dividendos próprios. “Que País é esse”, (abertura da Copa das Confederações) onde o Presidente recebe vaias e as pesquisas mostram alto índice de popularidade. “Que País é esse”, onde a bolsa família, qual esmola que “mal e porcamente” não dá para matar a fome, miséria em nome da democracia. “Que País é esse”, onde   cidadãos inconformados com o transporte público propiciam e com justa razão, passeatas públicas. “Que País é esse”, onde em nome da democracia agridem nossos costumes e cultura. “Que Pais é esse”, onde os bandidos de colarinho branco, não devolvem aos cofres públicos o dinheiro ROUBADO. “Que Pais é esse”, onde as construções públicas são superfaturadas, e os recebimentos do dinheiro destinado, vão para os bolsos deste mesmos bandidos. “Que Pais é esse” onde a fome campeia, disputando com o alto índice de INFLAÇÃO! “ Que País é esse” onde se faz cortesia com chapéu alheio, doando bilhões de reais para o aeroporto de Cuba. “Que País é esse”, onde o cidadão paga mais impostos e escorchantes. “Que País é esse”, onde tentam ludibriar o Povo fazendo baixar a tarifa de energia elétrica?

Este é o País onde a prioridade maior é o futebol e o carnaval, enquanto que, a população apodrece nos corredores dos hospitais por falta de leitos, equipamentos e má remuneração dos profissionais da saúde, sem adentrarmos ao hediondo crime perpetrado por gestores de saúde, roubando do erário publico, jogando fora remédios pagos com superfaturamento, sendo que, pessoas morrem carentes dos mesmos!  Este é o País de Teseu na Ilha do Minotauro, perdendo o seu cordão orientador e permitindo que, o Monstro devore nossas virgens, simbolizadas pela falta de amor à nossa cultura cívica, investindo, na Copa do Mundo Reais 33 bilhões; Olimpíadas 26 bilhões de reais; Impostos recolhidos de 01 a 13/06 = a 710 bilhões. Enquanto isso ocorre, prendem os chamados “ladrões de galinha” e de pães da padaria, (Vitor Hugo) sentir-se-ia envergonhado!

Finalizando poeta, este é o País, ONDE AS PÚSTULAS ESTÃO A EXPLODIR NO ROBUSTO E RICO ORGANISMO DA NAÇÃO, TÃO RICA QUE, MESMO ROUBADA CONTINUA NA ESPERANÇA DE VIR A FORTIFICAR-SE!

Moisés Mendes Martins Júnior. Poeta, compositor de mão cheia, músico, arranjador, cantor nas horas vagas, escritor com assento na Academia Mato-grossense de Letras e na Academia Mato-grossense Maçônica de Letras, Moisés Martins é figura onipresente nos movimentos culturais cuiabanos.

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