Frans Krajcberg [Pintor, Escultor, Gravador ,Fotógrafo_ Artista Plástico Polonês naturalizado Brasileiro]


Frans Krajcberg  

"Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta

A obra de Frans Krajcberg reflete a paisagem brasileira, em particular a floresta amazônica, e a sua constante preocupação com a preservação do meio-ambiente.

O artista, ao longo de sua carreira, mantém-se fiel a uma concepção de arte relacionada diretamente à pesquisa e utilização de elementos da natureza.

Atualmente Frans Krajcberg dedica-se mais à fotografia, mas durante sua carreira preocupou-se em denunciar as queimadas e o desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa (onde o artista reside) em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.

O trabalho desenvolvido por Frans Krajcberg, além de ser um olhar bastante poético, especialmente sobre a natureza, propõe uma reflexão sobre as principais questões ecológicas.

Frans Krajcberg - Biografia

Frans Krajcberg nasceu em 12 de abril de 1921 em Kozienice, cidade do sudeste da Polônia. Vivia em Czestochowa, cidade ao sul de sua terra natal, quando começou a Segunda Guerra Mundial.






Por ser judeu, sofreu preconceitos e perseguições realizadas pelos nazistas. É o terceiro de cinco filhos: dois irmãos e duas irmãs. Sua família foi morta no Holocausto. Sobre sua infância, afirmou em uma entrevista em Curitiba em 11 de outubro de 2003

“Em criança, costumava isolar-me na floresta. Aquele era o único lugar em que podia questionar-me. Quando criança, sofri demais com o racismo cruel provocado pela religião. Aos 13, comecei a politizar-me e a ter vontade de pintar. Não tínhamos dinheiro para comprar papel, e isso me marcou bastante.”

Com o início da guerra, conseguiu refúgio na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, onde começou a estudar engenharia e artes na Universidade de Leningrado. De 1941 a 1945 foi oficial do exército polonês.

Após o fim da guerra, desfez-se de suas medalhas na fronteira da antiga Tchecoslováquia e imigrou para a Alemanha. Lá ingressou na Academia de Belas Artes de Stuttgart. Sobre seus estudos lá, disse na mesma entrevista de outubro de 2003:



“Lá aprendi tudo sobre a Bauhaus, sobretudo os grandes movimentos da Arte Moderna. Depois de tudo que vivera, sentia-me mais perto do expressionismo que do Concretismo, intelectual demais para mim. Para ajudar os estudantes, Baumeister instituíra um prêmio, saído de seu próprio bolso. Eu ganhei duas vezes. Ele me aconselhou a ir a Paris. Deu-me uma carta de recomendação a Léger.”




Livro – Um olhar ecológico

Autor: Vera Patury / Burle Marx / Frans Krajcberg
Em 1948 imigrou para o Brasil aos 27 anos, incentivado pelo seu amigo e também artista plástico Marc Chagall. Sem dinheiro e sem saber falar português, dormiu ao relento na praia do Flamengo, Rio de Janeiro, durante uma semana. Então partiu para São Paulo. Trabalhou como encarregado da manutenção do MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo e também com Mário Zanini, Alfredo Volpi (foi auxiliar deste) e Waldemar Cordeiro. Expôs duas pinturas na 1ª Bienal Internacional de São Paulo de 1951.

Mudou-se para o Paraná, e lá trabalhou como engenheiro numa indústria de papel. Entretanto, abandonou o emprego para se isolar nas matas para pintar. Disse Frans Krajcberg na entrevista de 2003:

“Detestava os homens. Fugia deles. Levei anos para entrar em casa de alguma pessoa. Isolava-me completamente. A natureza deu-me a força, devolveu-me o prazer de sentir, de pensar e de trabalhar. De sobreviver. Quando estou na natureza, eu penso a verdade, eu falo a verdade, eu me exijo verdadeiro. Um dia convidaram-me para ir ao norte do Paraná. As árvores eram como homens calcinados pela guerra. Não suportei. Troquei minha casa por uma passagem de avião para o Rio.”

Ali no interior do Paraná Frans Krajcberg testemunhou desmatamentos e queimadas nas florestas. Disse em uma entrevista recente de janeiro de 2007 para o Planeta Sustentável da Abril: 

“Cresci neste mundo chamado natureza, mas foi no Brasil que ela me provocou um grande impacto. Eu a compreendi e tomei consciência de que sou parte dela.” 

Apontando para uma madeira queimada, afirmou na entrevista de 2007: 

“Desde então, o que faço é denunciar a violência contra a vida. Esta casca de árvore queimada sou eu.” 

A partir daí sua obra de arte nunca mais se separou de seu engajamento em prol da natureza e de sua conservação sustentável.

De 1956 a 1958 dividiu um ateliê com Franz Weissmann no Rio de Janeiro, e lá começou a pintar suas samambaias, que lembravam o que ele vivera no Paraná. Frans Krajcberg as expôs na Bienal de São Paulo de 1957 e obteve nesta o prêmio de melhor pintor brasileiro. Vendeu as telas e se mudou para Paris.


Na capital francesa tornou-se amigo de Georges Braque (fundador do Cubismo, junto com Pablo Picasso), e teve contato com as vanguardas do novo Realismo com Pierre Restany. Durante 6 anos viveu entre Paris e Ibiza, Espanha, onde instalara um ateliê numa gruta. Nunca deixou de visitar o Rio de Janeiro durante este período. Em Ibiza começou a fazer suas primeiras “impressões de rochas” e seus “quadros de terra e pedra”, pesquisando esses materiais até 1967. Na Bienal de 1964 recebeu o prêmio da cidade de Veneza. Sobre esta época, contou em 2003 em Curitiba:

“Paris estimulava-me, mas eu me sentia perdido. Tinha parado de pintar. No Rio, a terebentina já me intoxicava. Fugi para trabalhar. Parti para Ibiza. E pela primeira vez tive necessidade de sentir a matéria, não a pintura. Fiz impressões de terras e de pedras. Logo depois comecei a colar a terra diretamente. Isso parecia uma espécie de taxismo, mas não era. Não é uma tinta jogada (atirada ou lançada). Não há o gestual pictórico. São impressões, relevos. Pedaços da natureza.”

De volta ao Brasil, em 1964, instala um ateliê em Cata Branca, Minas Gerais. A partir desse momento ocorre em sua obra a explosão no uso da cor e do próprio espaço. Começa a criar as “sombras recortadas”, nas quais associa cipós e raízes a madeiras recortadas. Nos primeiros trabalhos, opõe a geometria dos recortes à sinuosidade das formas naturais. Destaca-se a importância conferida às projeções de sombras em suas obras.

Em viagens à Amazônia e ao Pantanal do Mato Grosso, fez muita documentação e fotografias de desmatamentos. Disse: 

“As montanhas eram tão belas que me pus a dançar. Elas passam do negro ao branco, passando por todas as cores. As ondas convulsivas de vegetação crescendo nos rochedos me maravilharam, eu fiquei emocionado com a beleza e me indagava como fazer uma arte tão bela. A gente se sente pobre diante de tanta riqueza. Minha obra é uma longa luta amorosa com a natureza, eu podia mostrar um fragmento dessa beleza. E assim fiz. Mas não posso repetir esse gesto até o infinito. Como fazer meu esse pedaço de madeira? Como exprimir minha emoção? Mudei minha obra sempre que senti ser preciso. Mudei? Não. Apenas encontrei uma outra natureza. Cada vez que ia a lugares diferentes, minha obra mudava. Eu recolhia troncos mortos nos campos mineiros e com eles fiz minhas primeiras esculturas, colocando-os com a terra. Eu queria lhes dar uma nova vida. Foi minha fase ‘naïve’ e romântica.” 

Em 1966 Frans Krajcberg começa a construir seu ateliê, projetado por Mário Zanini, no município de Nova Viçosa, sul da Bahia. Deixa de produzir seus quadros de pedra e passa a fazer, até 1982, seus murais monocromáticos, ou “sombras recortadas”, iniciados em Paris:


“A ideia me ocorreu em Minas, mas foi em Paris que fiz minhas primeiras “sombras recortadas”. Eu queria romper o quadrado, sair da moldura. Tinha mais de uma razão para isso. A natureza ignora o quadrado: o movimento gira. A monocromia unia os elementos desassociados. Desejava evitar a policromia natural, pois as madeiras eram diferentes. Depois comecei a trabalhar sombras projetadas. Trabalhava à noite com lâmpadas, projetando sombras sobre uma prancha de madeira. ” 

Em 1972, passa a residir em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais. Intervém em troncos e raízes, entendendo-os como desenhos no espaço. Essas esculturas fixam-se firmemente no solo ou buscam libertar-se, direcionando-se para o alto.

A partir de 1978, atua como ecologista, luta que assume caráter de denúncia em seus trabalhos: “Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta”.Frans Krajcberg viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso, e registra por meio da fotografia os desmatamentos e queimadas em imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com troncos e raízes calcinados, que utiliza em suas esculturas.

Ainda em 1978 viaja ao Rio Negro com Pierre Restany, o qual escreve o “Manifesto do Naturalismo Integral” ou “Manifesto do Rio Negro”, assinado por este, por Frans Krajcberg e por Sepp Baendereck, que estivera com eles nesta viagem à Amazônia. Afirmou Frans Krajcberg: 

“A natureza amazonense coloca minha sensibilidade de homem moderno em questão. Ela coloca também em questão a escala de valores estéticos tradicionalmente reconhecidos. O caos artístico atual é a conclusão lógica da evolução urbana. Aqui (na Amazônia), somos confrontados a um mundo de formas e de vibrações, ao mistério de uma transformação contínua. Devemos saber como tirar o melhor partido.”


Em 1982 faz imensas cestarias inspiradas no artesanato indígena e em 1985 viaja pelo Mato Grosso fazendo reportagens fotográficas acerca de incêndios florestais provocados pelos grandes proprietários de terras da região. Traz consigo palmeiras ressecadas com as quais fez inúmeros conjuntos esculturais. Em 1986 publica seu livro de fotografias “Natura”. Em 1987 Walter Salles realizou o filme “Krajcberg – O Poeta dos Vestígios” para a extinta TV Manchete. Nesta época ele começa a fazer seus troncos queimados.

“O gesto absoluto seria de descarregar, tal qual em uma exposição, um caminhão de madeira calcinada, recolhida no campo. Minha obra é um manifesto. Não escrevo: não sou político. Devo encontrar a imagem certa. O fogo é a morte, o abismo. O fogo me acompanha desde sempre”, disse Frans Krajcberg na entrevista de 2003.

Em 1992 realizou a exposição “Imagens do Fogo” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro à época da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em 1995 expôs sua obra na exposição individual “ A Revolta”, no Jardim Botânico de Curitiba, que recebeu 800 mil visitantes. Em 1996 foi a vez de Paris receber suas obras na exposição “Moment d’Ailleurs: photographies de Frans Krajcberg”, no Parc de la Villette. Do jornal O Estado de São Paulo recebeu, em 1998, o Prêmio Multicultural Estadão.

Em 2000 foram lançados dois livros: “Frans Krajcberg Revolta” e “Frans Krajcberg Natura”. E no ano de 2003 foi inaugurado, no Jardim Botânico de Curitiba, o Instituto Frans Krajcberg de Arte e Meio Ambiente, espaço que passou a abrigar permanentemente obras do artista e que pretende ser um centro de referência e excelência no que se refere às discussões travadas entre arte e meio ambiente. Em 2003 Foram feitas exposições no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.


Frans Krajcberg também falou sobre o “Espaço cultural Frans Krajcberg”, inaugurado em 2003, em Curitiba: 

“Não escrevo, encontro imagens: essa é minha maneira de trabalhar. Meu alfabeto são as imagens vistas nas obras expostas, que devem, principalmente, ser ponto de partida para uma reflexão mais abrangente sobre o homem e sua relação com o meio ambiente. Por isso, esse espaço não se restringe apenas a exposições. Será um local de encontro, de reflexão, de proposições, de troca livre de ideias, de registro delas e de difusão do conhecimento alcançado. O planeta exige isso de nós.” 

Curiosidades 

Livro – Frans Krajcberg – A tragicidade da natureza pelo olhar da arte 
Autor: Maria José Justino

O livro se trata de um estudo da obra do artista naturalizado brasileiro Frans Krajcberg. Nascido em 1921 na Polônia, ele naturalizou-se brasileiro e hoje reside em Nova Viçosa, na Bahia. Do mangue e da floresta ele retira os materiais com que trabalha. Faz de sua obra um grito em favor da preservação da natureza. Cipós, troncos de madeira queimada são a matéria-prima de suas criações, que sempre procuram despertar a indignação contra as ações devastadoras do homem.

Curitiba possui hoje o maior espaço dedicado integralmente ao artista, o Espaço Krajcberg está localizado no Jardim Botânico.

Trecho
 p. 13


A obra de Frans Krajcberg, particularmente as esculturas-objetos, ou escultura expandida (Krauss), alarga a representação, incorporando a natureza à consciência, a temporalidade e a contingência à escultura. E isso não ocorre por meio da pesquisa teórica – Frans Krajcberg nunca foi um intelectual -, mas de forma mais simples e empírica. Em Paris e no Brasil, colhe seu alimento, mas preferencialmente como um autodidata. Recorrendo a uma porta entreaberta ao imaginário, o artista nos faz, por meio de suas obras, olhar a natureza destruída e ver o homem. Torna visível aquilo que já estava aderente ao invisível: “Não escrevo, encontro imagens: essa é minha maneira de trabalhar. Meu alfabeto são as imagens”. Acompanhando ou refazendo os rastros da destruição da natureza pelo homem, portanto de si mesmo, torna-se um crítico da ordem social e um homem profundamente ético. O que faz não é artepela arte, é arte pelo homem, pelo meio ambiente, pela vida. De certo modo, esse artista revive a poética romântica, na medida em que vê a natureza nuançada, como matéria ativa, dialética, espiritual. Ou, então, cansado dos excessos absolutistas – materiais ou espirituais -, reabre uma fenda na realidade, reencontrando nela a presença bruta, pois o universo antecede a reflexão e é preciso disponibilidade e empatia para atingi-lo. A natureza não é para ele apenas superfície ou aparência, mas experiência vital. Ela volta a ser senhora ou mãe de todas as coisas. Assim como Picasso levou ao limite o Pintor e seu Modelo (as mulheres, Velásquez, Delacroix, Coubert e Manet), Frans Krajcberg faz algo parecido: o escultor e seu modelo (natureza) exercitando a mesma estrutura repetitiva, esgotando o seu modelo na repetição diferencial da natureza. O artista ainda não se revela um Prometeu, aquele que deve retornar com o fogo da vida, visto entender que ele próprio é um ser infinitamente pequeno no útero dela, mas sua arte é fragmento e alimento desse fogo.



Livro – Frans Krajcberg

Autor: Felipe Scovino / Fernando Bini /Frans Krajcberg



Esta obra que homenageia o artista brasileiro Frans Krajcberg , reconhecido internacionalmente por seu incansável trabalhopor a natureza , buscou aliar a quaidade artistica a mínimo impacto ambiental possível. Para isso, todo papel utilizado na impressão do livro é oriundo de folrest as renováveis e controladas, a tinta da impressão não utliza sorventes químicos e a empressão em pirografia na capa e na luva sequer utilizada tinta. O tecido utlizado na lombrada do livro é justa com trampa 100% natural e a sobrecapa transparnte feita com material reciclado de garrafas pet. Prova de desenvolvimento económico sustentavel e consiente, embora exija ás vezes escolhes mais demoradas ou quse artesanais, geram uma riqueza incalculável á manutenção da natureza e da vida mais apropiada para esta obra. 

No mundo em que os recursos naturais são avaliados pelo seu caráter econômico, ‘Um Olhar Ecológico’ convida o leitor a vê-lo por um outro ângulo: a beleza. Nele, Frans Krajcberg, Vera Patury e Burle Marx revelam o incomensurável valor estético presente em cada aspecto da natureza, imperceptível muitas vezes aos olhos viciados pelos efeitos da destruição. As obras destes artistas representam uma atitude de reverência a natureza, chamando atenção para a insensata disposição do homem em maltratar o seu patrimônio natural.

O Jardim Botânico e a Floresta da Tijuca são exemplos retratados neste livro do espírito precursor e ecológico de D. João VI e D. Pedro II. Há 200 anos, a Família Real já dava sinais de preocupação nesse sentido, sendo responsável pela introdução de uma consciência ambiental no país.

Repensar o papel da ecologia no âmbito da nossa história, relacioná-la às artes e analisar o momento ecológico atual são questões que se ampliam neste livro.

Livro – Frans Krajcberg: Natura

Autor: Frans Krajcberg

Frans Krajcberg (Kozienice, 12 de abril de 1921) é um pintor, escultor, gravador e fotógrafo, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro.

Frans Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, prosseguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart.

Tendo perdido a família na Segunda Guerra Mundial, chegou ao Brasil em 1948, vindo a participar da primeira Bienal de São Paulo, em 1951. Durante a década de 1950 o seu trabalho era abstrato.







“Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta” 

A obra de Frans Krajcberg reflete a paisagem brasileira, em particular a floresta amazônica, e a sua constante preocupação com a preservação do meio-ambiente.

O artista, ao longo de sua carreira, mantém-se fiel a uma concepção de arte relacionada diretamente à pesquisa e utilização de elementos da natureza.

Atualmente Frans Krajcberg dedica-se mais à fotografia, mas durante sua carreira preocupou-se em denunciar as queimadas e o desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa (onde o artista reside) em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.

O trabalho desenvolvido por Frans Krajcberg, além de ser um olhar bastante poético, especialmente sobre a natureza, propõe uma reflexão sobre as principais questões ecológicas.



Depoimentos 

“Em criança, costumava isolar-me na floresta. Ainda não tinha consciência nem me emocionava a natureza. Não sei se sonhava ou se eu (…) Aquele era o único lugar em que podia questionar-me. Quando criança, sofri demais com o racismo cruel provocado pela religião – fanáticos que não admitiam nada. Perguntava-me em que lugar eu tinha nascido, por lá e não em outro país onde me detestassem menos. Por que nasci, naquela cidade onde não tinha os mesmos direitos que os outros? Minha mãe era uma militante, constantemente encarcerada. Eu participava de tudo isso; tinha uma verdadeira adoração por minha mãe. Aos 13 anos, comecei a politizar-me e a ter vontade de pintar. Não tínhamos dinheiro para o papel e isso me marcou bastante. (…) Construí minha casa na floresta. Um gato selvagem me adotou. Eu colecionava orquídeas. Tive certamente a maior coleção de orquídeas do Brasil. Mas o sol era sempre vermelho e o céu nunca azul. Havia fumaça dia e noite. Um dia convidaram-me para ir ao norte do Paraná. As árvores eram como os homens calcinados pela guerra. Não suportei. Troquei minha casa por uma passagem de avião para o Rio. (…) Em Paris, falava-se sobretudo do tachismo. E assisti à morte do tachismo. Paris estimulava-me, mas eu me sentia perdido. Tinha parado de pintar. No Rio, a terebentina já me intoxicava. Fugi para trabalhar. Parti para Ibiza. E pela primeira vez tive a necessidade de sentir a matéria, não a pintura. Fiz impressões de terras e de pedras. Logo depois comecei a colar a terra diretamente.

Isso parecia uma espécie de tachismo, mas não era. Não é uma tinta jogada (atirada ou lançada). Não há o gestual pictórico. São impressões, relevos. Pedaços da natureza. Logo não pude mais trabalhar em Paris. Onde encontrar minhas terras? Mais tarde, quando troquei Ibiza por Minas levava madeiras do Brasil a Paris, até 1967. Mas sempre me faltava um pedaço. Depois, comecei a achar falso esse processo de levar madeira de Minas para trabalhá-la em Paris. (…) Eu gostava da insolência dos Novos Realistas e de sua liberdade. Eles queriam deixar de lado a máquina formal do abstracionismo sem recair na figuração. Eles queriam abandonar o gesto meramente pictórico. Eles queriam mostrar a natureza das cidades. Os cartazes descolados de Hains, as máquinas de Tinguely, as acumulações industriais de Arman, as compressões de César eram a natureza das cidades. Mas nas cidades há também luzes e movimentos. E por isso a op art me interessou. O artista não deve apenas ir ao encontro à natureza, mas participar de sua época. (…) Queria captar a natureza em seu sofrimento. Comecei a fotografar para ver melhor, mais perto, além do olhar. Descobri a cor, as terras de pigmentos puros, cores que são matérias. Há centenas delas ocre, cinza, marrom, verde, uma gama imensa de vermelhos. Desde 1964, todas as minhas cores vêm de Minas Gerais e tenho uma boa reserva de Nova Viçosa. (…) Eu recolhia troncos mortos nos campos mineiros e com eles fiz minhas primeiras esculturas, colocando-as com a terra. Eu queria lhes dar uma nova vida. Foi minha fase naïve e romântica. (…) A natureza amazonense coloca minha sensibilidade de homem moderno em questão. Ela coloca também em questão a escala dos valores estéticos tradicionalmente reconhecidos. (…) Se Mondrian passou da árvore ao quadrado, ele apenas aproveitou uma das possibilidades da árvore. Agora, nós devemos quebrar o quadrado para reencontrar a árvore. A Natureza Integral pode dar um novo significado aos valores individuais de sensibilidade e criatividade”.
Frans Krajcberg



Críticas


Utiliza-se dos elementos naturais da mesma forma como o poeta das palavras. E, da mesma maneira como na poesia, traz à luz expressões já existentes, porém não percebidas. Serve como mensageiro de uma linguagem cifrada que lhe ditam o mar sobre a areia, o vento sobre as árvores, os troncos dentro da terra, revelando uma natureza antes apenas pressentida dentro dos cânones estéticos aos quais estamos habituados (…). Mesmo que suas esculturas e gravuras não contenham nenhuma alusão ao fato de ser a arte um fenômeno social, estritamente vinculada aos processos da civilização, elas permanecem íntegras, únicas e independentes, transcendem toda a reflexão que se queira fazer acerca da problemática contemporânea. Porque possuem a ‘verdade permanente’ que encontramos em raros exemplos da arte universal”.
Sheila Leirner

“Frans Krajcberg faz parte desta raça de homens que são raros, automarginalizados, muito individualistas, mas também muito generosos na sua solidão. A vida foi rude para ele e as provas da última guerra o marcaram para sempre. A floresta brasileira foi ao mesmo tempo o meio, o teatro e o agente de uma verdadeira renovação humana – a redenção de Frans Krajcberg pela arte”.
Pierre Restany

“A obra realizada por Frans Krajcberg, ao longo de meio século, baseada no íntimo relacionamento com a natureza, é mais do que um projeto estético. É uma ética. É a invenção de um destino através da reinvenção da natureza. Ao fazer de sua obra uma espécie de memória da natureza, que ele faz irromper no seio da cultura, quer anular uma outra memória: seu próprio passado. Moldou seu destino conforme as exigências de um relacionamento com a natureza que adquire um caráter messiânico. Uma luta titânica que vem travando no interior mesmo da natureza, no coração vulcânico da matéria natural, em nome de uma revolta individual que tinha muito a ver com sua solidão mas que adquiriu, com o tempo, uma dimensão universal e planetária, quando encarada no plano mais ambicioso de uma política e ética ecológicas”.
Frederico Morais


Entrevista com o artista Frans Krajcberg publicada em 22/7/2009

Como a arte pode servir à ecologia?

A arte, como a conhecemos hoje, é feita para o mercado. Não se fala mais em estilo, linguagem, mas apenas em valor. Então, penso que precisamos enxergar uma nova realidade. As artes plásticas nem sequer abriram a porta para o século 21. É missão da arte acompanhar a evolução do homem. O que temos hoje? Uma revolução tecnocientífica, um vazio político absoluto e, pela primeira vez na história, uma preocupação com a saúde do planeta. Esse é um tema urgente do século 21, mas até agora esquecido pela arte. A única linguagem sintonizada com ele é a fotografia, justo ela que, por décadas, foi considerada arte menor. É a fotografia que está nos apresentando a degradação ambiental da Terra. É algo que o cinema, por exemplo, não fez. Nem a pintura. O fim do século 20 foi escandaloso. Em termos de destruição do ambiente em si ou da postura omissa da arte diante do tema? No século 20, a arte não acompanhou a barbaridade praticada pelo homem contra o homem. Apenas um grande artista, com uma grande obra, retratou a Segunda Guerra Mundial: Picasso, com Guernica. Só. É escandaloso notar como o mercado dominou e conteve toda a expressão artística.
De que maneira a arte pode servir à conservação ambiental ou a outros temas contemporâneos? Para isso, ela deve necessariamente chocar?

A arte não precisa chocar, e sim acompanhar a evolução do homem, das questões que nos cercam. Se ela não se preocupa em acompanhar o homem, está apenas servindo ao comércio. Meu desejo, porém, sempre foi fugir do homem. Eu não suportava mais viver depois da guerra. Foi muito brutal para mim. Fiquei sozinho no mundo. Toda a minha família foi morta. Não tenho parente, não tenho ninguém. Como oficial do Exército, lutei durante quatro anos e meio. Quando cheguei à Polônia com o Exército russo, libertei um campo de concentração cheio de húngaros. Entrando no campo, vi três montanhas de lixo: eram homens empilhados para serem queimados no crematório. Depois, viajando pela Amazônia no alto rio Juruena, no Mato Grosso, observei nuvens de urubus. Aproximei-me com o barco, entrei na : oresta, fechei os olhos e fiz uma foto. Eu jamais havia visto cena tão bárbara: seis índios pendurados numa árvore, com centenas de urubus ao redor. Fiz a foto com os olhos fechados. Então, com tudo isso que aconteceu diante de mim, que tipo de arte me resta fazer? Pintar flores para senhoras? Ou mostrar essa barbaridade, essa destruição, de modo a alertar sobre a salvação de uma floresta, a Amazônia, de que o planeta tanto precisa? Ela está sendo destruída como fizeram com a Mata Atlântica.
O que mais lhe atrai na Mata Atlântica?


A mata fechada tem galhos bonitos, retorcidos, formas variadas. Tanta riqueza me ajuda a ver a escultura, antes mesmo de eu a esculpir. A floresta mais linda do planeta é a Mata Atlântica do sul da Bahia, do Espírito Santo e um pedaço de Minas Gerais. São pequenas porções de uma floresta única, hoje vitimada pelo fogo, cercada de plantações de eucalipto. O mundo discute a falta de água. Mas, quanto mais eucalipto se planta, menos água o mundo vai ter. Não há mais diversidade de árvores na Bahia. A cada dia diminui a Mata Atlântica baiana. É por isso também que eu quero ir embora de Nova Viçosa, que se tornou um lugar insuportável. Fui envenenado pela cozinheira e, quando vim me tratar em São Paulo, me roubaram tudo no sítio. Os ladrões continuam livres. A polícia de lá não me defende.

O senhor extrai beleza daquilo que parece morto, acabado. É como se nos dissesse que é possível renascer, sempre. No futuro, essa será a grande mensagem de sua obra?

Como posso gritar? Se grito na rua, vão me levar ao hospital como doido. Eu gostaria de mostrar uma fotografia com as três montanhas de corpos dos campos de concentração, mas não tenho essa foto, ou botar a imagem da árvore com os índios nessa exposição que fiz em São Paulo. Mas isso não consigo. Então, eu trouxe comigo pedaços de árvore, que o fogo deixou, unidos em escultura. É o único grito que posso dar, para mostrar minha revolta contra uma sociedade que só sabe exibir a brutalidade do homem com a vida. Está na hora de parar com isso.



Exposições Individuais
1945
Stuttgart (Alemanha) – Individual, no Centro de Refugiados
1951
São Paulo SP – Individual, na Galeria Domus
1952
São Paulo SP – Individual, no MAM/SP
1954
Curitiba PR – Individual, na Biblioteca Municipal
1955
Monte Alegre PR – Individual, no Hotel Monte Alegre
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
1956
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria GEA
São Paulo SP – Individual, no MAM/SP
1960
Paris (França) – Individual, na Galerie du XX Siècle
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino
1962
Milão (Itália) – Individual, na Galleria del Naviglio
Oslo (Noruega) – Individual, na Galeria 27
Paris (França) – Individual, na Galerie du XX Siécle
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
São Paulo SP – Individual, na Galeria São Luís
1963
Ibiza (Espanha) – Individual, na Galeria Ivan Spence
Roma (Itália) – Individual, na Galeria Casa do Brasil
Roma (Itália) – Individual, na Galeria d’Arte della Casa do Brasil
1964
Belo Horizonte MG – Individual, no Museu de Arte da Pampulha
Paris (França) – Individual, na Galerie La Hune
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galeri
e

Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ
1966
Paris (França) – Individual, na Galerie Debret
Paris (França) – Individual, na Galerie J
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Relevo
1967
Atlanta (Estados Unidos) – Individual, na Illien Gallery
Salvador (Bahia) – Individual, na Galeria Querino
1968
Paris (França) – Individual, na Galerie Maywald
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Barcinski
1969
Adenhauer (Holanda) – Individual, no Museu Philips
Jerusalém (Israel) – Individual, no The Israel Museum of Art
1970
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
1972
Paris (França) – Individual, no Espaçe Pierre Cardin
São Paulo SP – Individual, na Galeria Múltipla de Arte – prêmio melhor exposição
São Paulo SP – Individual, na Galeria Ralph Camargo
1973
Paris (França) – Individual, na Galerie du XX Siécle
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Maison de France
1974
Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ
1975
Paris (França) – Individual, no Centre Georges Pompidou
Paris (França) – Individual, no Centre National d’Art Contemporain
1976
Brasília DF – Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
Caen (França) – Individual, no Musée National de Beaux-Arts
São Paulo SP – Individual, na Galeria Arte Global
1978
Vitória ES – Individual, na Galeria Homero Massena
1979
São Paulo SP – Individual, na Skultura Galeria de Arte
1980
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Gravura Brasileira
Rio de Janeiro RJ -Individual, na Petite Galerie
1981
Curitiba PR – Individual, na Sala Miguel Bakun
Curitiba PR -Individual, no Solar do Rosário
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Jean Boghici
São Paulo SP – Krajcberg, na Skultura Galeria de Arte
1983
Estocolmo (Suécia) – Individual, na Cupido Bildkonst
1984
Rio de Janeiro RJ – Frans Krajcberg: fotografias, no MAM/RJ
1986
Fortaleza CE – Individual, na Arte Galeria
Paris (França) – Individual, na Galerie Charles Sablon
Rio de Janeiro RJ – Krajcberg: esculturas, na Galeria Thomas Cohn
Rio de Janeiro RJ – Krajcberg: fotografias, na Petite Galerie
Rio de Janeiro RJ – Krajcberg: relevos, na GB ARTe
São Paulo SP – Individual, na Galeria Arco
1988
Boulogne-sur-Mer (França) – Individual, no Centre Cultural Boulogne Bittencourt
Vitória ES – Individual, na Galeria Usina
1989
Crest (França) – Individual, na Fondation Stahly
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn
1990
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1992
Rio de Janeiro RJ – Imagens do Fogo, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn
Salvador BA – Imagens do Fogo, no MAM/BA
1994
Paris (França) – Individual, na Galerie Charles Sablon
1995
Curitiba PR – A Revolta, no Jardim Botânico
Curitiba PR – A Revolta, no Museu Metropolitano de Arte
Rio de Janeiro RJ – Nas Trilhas da Grande Mãe: novas imagens da vida e da morte, na Fundação Casa França-Brasil
1996
Paris (França) – Moment d’Ailleurs: photographies de Frans Krajcberg, no Grande Halle de la Villete
1998
Belo Horizonte MG – Frans Krajcberg: ressonâncias, no Itaú Cultural
Seul (Coréia do Sul) – Imagens da Revolta
2003
São Paulo SP – Paisagens Ressurgidas, no CCBB
2008
São Paulo SP – Frans Krajcberg: natura, no MAM/SP



Exposições Coletivas
1950
São Paulo SP – Artistas Brasileiros Modernos, no Theatro Municipal
São Paulo SP – Exposição da O. D. A. , no IAB/SP
1951
São Paulo SP – 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1952
São Paulo SP – 2º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1953
São Paulo SP – 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954
São Paulo SP – 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – prêmio aquisição
São Paulo SP – Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1955
São Paulo SP – 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
São Paulo SP – 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
São Paulo SP – 5º Salão Paulista de Arte Moderna – medalha de bronze
1956
Rio de Janeiro RJ – Coletiva, com Milton Dacosta e Maria Leontina, na Petite Galerie
1957
Buenos Aires (Argentina) – Arte Moderna do Brasil
Lima (Peru) – Arte Moderna do Brasil
Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Arte Moderna – isenção de júri
Rosário (Argentina) – Arte Moderna do Brasil
Santiago (Chile) – Arte Moderna do Brasil
São Paulo SP – 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho – prêmio melhor pintor brasileiro
São Paulo SP – 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – prêmio aquisição
São Paulo SP – Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas
1959
Leverkusen (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Londres (Inglaterra) – Coletiva, com Piza e Paulo Chaves, na Drian Gallery
Munique (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus
São Paulo SP – 40 Artistas do Brasil, na Galeria São Luís
Viena (Áustria) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960
Hamburgo (Alemanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Lisboa (Portugal) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Madri (Espanha) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Paris (França) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
Utrecht (Holanda) – Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1961
Nova York (Estados Unidos) – Coletiva, na Galeria Rose Fried
Paris (França) – O Relevo, na Galerie du XX Siécle
Paris (França) – Salon Comparaisons
Rio de Janeiro RJ – 1º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962
Colorado (Estados Unidos) – Nova Arte do Brasil
Minneapolis (Estados Unidos) – Nova Arte do Brasil, no Walker Art Center
Paris (França) – Artistas da América, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
Paris (França) – École de Paris, na Galerie Charpentier
Paris (França) – Exposition d’Art Latino Americain à Paris, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
San Francisco (Estados Unidos) – Nova Arte do Brasil
São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
St. Louis (Estados Unidos) – Nova Arte do Brasil
1963
Paris (França) – 7 Artistes Brésiliens de L’Ecole de Paris, na Galerie du XX Siécle
Rio de Janeiro RJ – 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil
São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964
Londres (Inglaterra) – Aventura em Ibiza, na Leicester Gallery
Londres (Inglaterra) – Coletiva, no Center for Advanced Creative Studies
Veneza (Itália) – 32ª Bienal de Veneza – prêmio Cidade de Veneza
1965
Cannes (França) – Pintores, Escultores, Gravadores Brasileiros, na Galerie Cavalero
Lisboa (Portugal) – Salon Comparaisons
Paris (França) – Exposition d’Art Latino Americain à Paris, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
Paris (França) – Salon Comparaisons
Praga (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) – Salon Comparaisons
Rio de Janeiro RJ – 3º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966
Rio de Janeiro RJ – 4º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
Salvador BA – 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas – sala especial
1967
Paris (França) – Formas e Lugares, na Galerie Maywald
1968
Paris (França) – Exposição do Branco, na Galerie La Hune
Paris (França) – Salão da Jovem Escultura
Paris (França) – Salon Comparaisons
Saint-Paul de Vence (França) – Arte Viva, na Fundação Maeght
1969
Montreal (Canadá) – Art et Matière
Paris (França) – 25º Salão de Maio, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
Paris (França) – Salão de Maio
Rio de Janeiro RJ – 7º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1970
Ingelheim am Reim (Alemanha) – Brasilianische Tage
Menton (França) – 8ª Bienal de Menton
Rio de Janeiro RJ – Exposição, na Petite Galerie
1971
Paris (França) – Pinturas e Objetos, no Musée Galliera
Rio de Janeiro RJ – 9º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1972
São Paulo SP – 4º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio
1973
Paris (França) – Sete Artistas Brasileiros, na Galerie du XX Siécle
Rio de Janeiro RJ – Vanguarda Internacional, na Galeria Ibeu Copacabana
1974
St. Etienne (França) – Minimal Art, no Musée d’Art et d’Industrie
1977
Belo Horizonte MG – 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Palácio das Artes
Brasília DF – 5º Salão Global de Inverno
Rio de Janeiro RJ – 2º Arte Agora: visão da terra, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ – 5º Salão Global de Inverno, no MNBA
Rio de Janeiro RJ – Escultura ao Ar Livre, na Galeria de Arte Sesc Tijuca
São Paulo SP – 14ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP – 5º Salão Global de Inverno, no Masp
1978
São Paulo SP – As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1979
São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1980
Rio de Janeiro RJ – Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1981
Belo Horizonte MG – Destaques Hilton de Gravura, no Palácio das Artes
Brasília DF – Destaques Hilton de Gravura, na ECT Galeria de Arte
Curitiba PR – Destaques Hilton de Gravura, na Casa da Gravura Solar do Barão
Florianópolis SC – Destaques Hilton de Gravura, no Masc
Guarujá SP – Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
Porto Alegre RS – Destaques Hilton de Gravura, no Margs
Recife PE – Destaques Hilton de Gravura, no MAM/PE
Rio de Janeiro RJ – Destaques Hilton de Gravura, no MAM/RJ
Salvador BA – Destaques Hilton de Gravura, no Teatro Castro Alves
São Paulo SP – Destaques Hilton de Gravura, no MAM/SP
1982
Lisboa (Portugal) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Londres (Reino Unido) – Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1983
Estocolmo (Suécia) – Inter First Exposition
Montevidéu (Uruguai) – 1ª Bienal de Grabado Iberoamericano, no Museo de Arte Contemporânea – premiado
Paris (França) – Feira Internacional de Arte Contemporânea
1984
Estocolmo (Suécia) – Inter First Exposition
Havana (Cuba) – 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes
Londres (Inglaterra) – Inter Contemporary Art Fair
Madri (Espanha) – Arte Contemporânea, na Galeria Arco
Paris (França) – Face à Máquina, na Galerie Belechasse
Rio de Janeiro RJ – Madeira, Matéria de Arte, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ – Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras
São Paulo SP – Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985
Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ – Encontros, na Petite Galerie
Rio de Janeiro RJ – Exposição Comemorativa, na Galeria Bonino
Rio de Janeiro RJ – Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial
1986
Fortaleza CE – 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha
Rio de Janeiro RJ – JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte
1987
Paris (França) – Coletiva, reunindo trabalhos sobre papel, na Galerie Charles Sablon
Paris (França) – Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
Rio de Janeiro RJ – Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
São Paulo SP – Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto e obras de nove artistas brasileiros, na Documenta Galeria de Arte
1988
Nova York (Estados Unidos) – Brazil Projects, no P. S. 1
São Paulo SP – 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP – Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP
Seul (Coréia do Sul) – Mestres da Escultura Contemporânea, na Hundai Gallery
1989
Lisboa (Portugal) – Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Rio de Janeiro RJ – Ontem, Hoje, Amanhã, na Galeria de Arte Centro Empresarial Rio
São Paulo SP – 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990
Middlebury (Estados Unidos) – Espírito e Natureza: visões de interdependência, no Middlebury College
1991
São Paulo SP – A Mata, no MAC/USP
São Paulo SP – Baendereck – Krajcberg, no Banco Real
1992
Curitiba PR – 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
Nova York (Estados Unidos) – Exposição, no MoMA
Paris (França) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou
Rio de Janeiro RJ – 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ – Escultura 92: sete expressões, no Espaço RB1
Rio de Janeiro RJ – Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB
Salvador BA – Exposição, no MAM/BA
São Paulo SP – Branco Dominante, na Escritório de Arte São Paulo
Sevilha (Espanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas
Zurique (Suíça) – Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
1993
Colônia (Alemanha) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne
Niterói RJ – 2ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC-Niterói
Nova York (Estados Unidos) – Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA
Rio de Janeiro RJ – Brasil: 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
São Paulo SP – A Arte Brasileira no Mundo. Uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria
1994
São Paulo SP – Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp
São Paulo SP – Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pinacoteca do Estado
São Paulo SP – Os Novos Viajantes, no Sesc Pompéia
São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1995
Rio de Janeiro RJ – Arte Moderna Brasileira e Decoração, no Rio Design Center
1996
Brasília DF – Quatro Mestres Escultores Brasileiros Contemporâneos, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty
Niterói RJ – Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no MAC-Niterói
Paris (França) – Villette-Amazone: manifeste pour l’environnement au 21ème siècle, no Grand Halle de la Villette
Rio de Janeiro RJ – 1ª Brahma Reciclarte, no Jardim Botânico
São Paulo SP – Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
São Paulo SP – Brasil: um refúgio nos trópicos, no CCSP
1997
Niterói RJ – Entre Esculturas e Objetos, no MAC-Niterói
São Paulo SP – Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista
São Paulo SP – Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Espaço Cultural Safra
São Paulo SP – Nove Artistas de Origem Judaica, na Galeria Municipal
São Paulo SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
Washington D. C. (Estados Unidos) – Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Centro Cultural do BID
1998
Belo Horizonte MG – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
Brasília DF – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Galeria
Middlebury (Estados Unidos) – A Imaginação Artística e os Valores Ecológicos, no Middlebury College Museum of Art
Niterói RJ – Espelho da Bienal, no MAC-Niterói
Paris (França) – Coletiva Inaugural do Musée de Montparnasse
Paris (França) – Être Nature, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain
Penápolis SP – Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural
São Paulo SP – Amazônicas, no Itaú Cultural
São Paulo SP – Canibáliafetiva, na A Estufa
São Paulo SP – O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ, no Masp
São Paulo SP – São Paulo: 50, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade
1999
Paris (França) – Les Champs de la Sculpture, no Champs-Elysées
Rio de Janeiro RJ – Amazonas, no Espaço Cultural dos Correios
Rio de Janeiro RJ – Mostra Rio Gravura: Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
2000
Lisboa (Portugal) – Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Niterói RJ – Coleção Sattamini: dos materiais às diferenças internas, no MAC-Niterói
Rio de Janeiro RJ – Brasilidades, no Centro Cultural Light
São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
2001
Porto Alegre RS – Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs
São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002
Niterói RJ – Acervo em Papel, no MAC-Niterói
Rio de Janeiro RJ – Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
São Paulo SP – Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP
2003
Niterói RJ – Apropriações, no MAC-Niterói
Rio de Janeiro RJ – Ordem x Liberdade, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ – Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
São Paulo SP – Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
São Paulo SP – Escultores – Esculturas, na Pinakotheke
2004
Rio de Janeiro RJ – O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial
São Paulo SP – Abstração como Linguagem: perfil de um acervo, na Pinakotheke
São Paulo SP – Gabinete de Papel, no CCSP
2005
São Paulo SP – O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no MAM/SP
2007
São Paulo SP – Itaú Comtemporâneo: arte no Brasil, no Itaú Cultural


Cronologia
1940
Estuda engenharia e ingressa na Academia de Arte na cidade de Leningrado, atual São Petersburgo, Rússia
1941/1945
É combatente da 1ª Armada Polonesa Anders e oficial da 2ª Armada Polonesa Vanda Vassilevsua
1945
Em Kozienice, na Polônia, toda sua família é morta durante a Segunda Guerra Mundial, vítima do regime nazista
1946/1947
Vive na Alemanha e estuda na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde é aluno de Willi Baumeister (1889 – 1955)
1947
Vai para Paris com carta de recomendação de Willi Baumeister a Fernand Léger (1881 – 1955), onde permanece por seis meses e residindo na casa de Marc Chagall (1887 – 1985)
1948
Chega no Brasil e apos uma passagem pelo Rio de Janeiro vai para São Paulo, onde trabalha como operário no Museu de Arte Moderna – MAM/SP e na Osirarte com Alfredo Volpi (1896 – 1988) e Mario Zanini (1907 – 1971), entre outros. Realiza cenários para o grupo folclórico A Tropicana
1951
Trabalha na montagem da 1ª Bienal Internacional de São Paulo
Freqüenta os ateliês da Família Artística Paulista
1952/1956
Muda-se para o Paraná, onde trabalha como engenheiro na indústria de papel Klabin; mais tarde abandona o emprego e isola-se na floresta
1956/1958
Volta para o Rio de Janeiro e divide ateliê com Franz Weissmann (1911 – 2005)
1958/1964
Alterna residência entre Paris e Rio de Janeiro
1959
Realiza a primeira viagem à Amazônia
1959/1960
Vive em uma gruta próxima ao mar em Ibiza, na Espanha, fazendo gravuras em pedras e terra
1964
É obrigado a abandonar a pintura por causa de intoxicação com tinta
Monta ateliê no sopé do Pico do Itabirito em Cata Branca, Minas Gerais, trabalha com pedras e blocos de manganês; realiza as primeiras esculturas com troncos mortos e utiliza pigmentos naturais da região.
1971
Instala ateliê em Nova Viçosa, sul da Bahia, no sítio Natura; sua moradia é suspensa sobre um enorme tronco de árvore
1976
Viaja novamente à Amazônia com o pintor Sepp Baendereck (1920 – 1988)
1978
Elabora o Manifesto do Naturalismo Integral ou Manifesto do Rio Negro em conjunto com o crítico Pierre Restany (1930 – 2003) e o pintor Sepp Baendereck
1981
Publica o livro A Cidade de São Luiz do Maranhão, com fotografias de sua autoria
1985/1987
Documenta, fotograficamente, os desmatamentos na região do Pantanal Mato-Grossense. Em 1987, o cineasta Walter Salles Junior o acompanha, realizando documentário sobre o artista.
1986
Publica o livro de fotografias Natura
1988
Lançamento de vídeo Krajcberg, o Poeta dos Vestígios, de Walter Salles Jr.
1989
Participa com outros artistas e intelectuais do movimento Médicos sem Fronteiras na Romênia.
1990
Participa do Congresso Internacional de Ecologia em Moscou (Rússia)
1994
É constituída a Fundação Krajcberg, reunindo o Centro de Arte Natureza e o Centro de Estudos do Meio Ambiente em Vitória, Espírito Santo
1997
É lançado o vídeo Visita a Krajcberg, dirigido por Roberto Moreira e produzido pelo Itaú Cultural em São Paulo
1998
Recebe o Prêmio Multicultural Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.

Livros

FRANS KRAJCBERG
Formato: Livro
Autor: SCOVINO, FELIPE
Editora: ARAUCO EDITORA
Assunto: ARTES






FRANS KRAJCBERG – A OBRA QUE NAO QUEREMOS VER
+ CADERNO ATELIE
Formato: Livro
Coleção: ARTE A PRIMEIRA VISTA
Autor: SANT’ANNA, RENATA
Autor: PRATES, VALQUIRIA
Editora: PAULINAS-
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS


FRANS KRAJCBERG
Formato: Livro
Coleção: ARTE & CONTEXTO
Autor: VENTRELLA, ROSELI
Autor: BARTOLOZZO, SILVIA
Editora: MODERNA EDITORA
Assunto: INFANTO-JUVENIS – ARTES E OFÍCIOS


FRANS KRAJCBERG
TRAGICIDADE DA NATUREZA PELO OLHAR DA ARTE
Formato: Livro
Autor: JUSTINO, MARIA JOSE
Editora: TRAVESSA EDITORES
Assunto: ARTES




NATUREZA DE KRAJCBERG
Formato: Livro
Autor: KRAJCBERG, FRANS
Editora: GB ARTE
Assunto: ARTES





KRAJCBERG
TEXTOS EM PORT/ING/FRANCES
Formato: Livro
Fotógrafo: KRAJCBERG, FRANS
Texto/Notas: MELLO, THIAGO DE
Editora: FRANCISCO ALVES
Assunto: FOTOGRAFIA



ENCONTRO COM KRAJCBERG
Formato: Livro
Autor: VIEIRA, ROSANE ACEDO
Autor: LIMA, MARIA CECILIA DE CAMARGO ARANHA
Editora: FORMATO
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA INFANTIL


Vídeos





Disputado por vários outros estados e mesmo pelo exterior, o acervo de obras e o sítio do artista plástico e ambientalista Frans Krajcberg ganhou destino certo: a Bahia. A escritura de doação foi assinada pelo artista e pelo governador Jaques Wagner, durante abertura do Seminário Nordeste: Água, Desenvolvimento e Sustentabilidade, no Fiesta Bahia Hotel








Eliane Torino/Frans Krajcberg

 Fonte:http://www.mercadoarte.com.br/artigos/artistas/frans-krajcberg/frans-krajcberg/

Frans Krajcberg
Todos os direitos autorais reservados ao autor.



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