Crianças viram escritoras; saiba como publicar seu livro [ANDRÉA LEMOS]

Alexandre Severo/Folhapress

Crianças viram escritoras; saiba como publicar seu livro

ANDRÉA LEMOS

Um garoto acorda no meio da noite e percebe que seu quarto está cheio d'água. Peixes, polvos e outras criaturas do mar começam a entrar pela janela e pela porta.


Francesco Yunes, 7, sonhou com isso quando tinha cinco anos. Assim que acordou, contou tudo para a mãe, que digitou o que ouviu. Três meses depois, a história ganhou nome, "O Quartário", e virou livro. No final do ano passado, o novo escritor teve até tarde de lançamento, em que escreveu nos livros que autografou a mensagem "espero que goste".

Francesco Yunes, 7, já lançou seu primeiro livro

Publicar um livro é o desejo de muita gente, pequena e grande. Para uns é mais fácil. O pai de Francesco é dono da Companhia Editora Nacional, que publicou "O Quartário" (R$ 37,90). Para outros, porém, é preciso entrar na fila das editoras na tentativa de ter a história aceita.

Fabiana Medina, editora-assistente da PubliFolha, conta que essas empresas costumam receber vários textos novos todos os dias. Mas muitos são reprovados porque são mal escritos, não combinam com o tipo de livro que a editora faz etc. 

Olivia Muniz, 12, foi uma das que conseguiu ter sua história escolhida. Aos seis anos, a menina encucou com a ideia de desenhar coisas vistas de cima.
 
O pai adorou os desenhos e, cinco anos depois, em 2012, ele mostrou os rabiscos da filha a um amigo ilustrador, Fábio Yabu, que fez mais ilustrações como as da garota. Com o trabalho pronto, Fábio bateu na porta da PubliFolha, que gostou e resolveu publicar. 

Assim nasceu "As Coisas Vistas de Cima" (R$ 14), que leva na capa o nome de Olivia e de Fábio.

Outra opção é pagar para ter seu livro nas mãos. 

Foi assim que Ana Luisa Borba Silva, 12, conseguiu estrear no mundo das letras. "Club Pink" (R$ 20), que conta a história de um colégio só de meninas, já está no segundo volume. Os dois livros foram publicados pela Scortecci Editora --que cobra a partir de R$ 1.000 para uma tiragem mínima de 50 exemplares.

"Escolhi o ilustrador e aprovei os desenhos. Adorei", diz Ana Luisa. Mas a melhor parte foi assinar Analu, seu apelido, no autógrafo. Ela fez lançamentos em uma livraria pequena e na Saraiva, que tem seus livros na prateleira.


A internet é também um bom caminho para virar escritor (veja quadro abaixo).





 

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