O amor acaba quando não sabemos amar [Ronaldo Magella]

O amor acaba quando não sabemos amar

Não amigo, você não entendeu , entendeu errado, ou por fim, não quis entender, deixou o seu machismo falar mais alto em você. Hoje reclama sem razão, pois nunca foi ela, mas sempre você quem não soube entendê-la, não foi ela quem te deixou, mas você quem a perdeu, não foi ela quem deixou de sentir, mas tu que nunca soubeste amá-la.

Tu reclamas a mim a tua história, dizes-me que tudo que tinha e podia ofereceu, deu, entregaste, tu só não se lembras do maior e mais importante presente de todos, tu mesmo. Tu ofereceste coisas, mas nunca se deu nunca se deixou amar, soltava presentes, bens, mas o teu bem, o teu coração, isto, a ela nunca deu, entregou, permitiu. 

Ela nunca quis o seu relógio de ouro, apenas e sempre quis o seu tempo, estar com você, viver você, sentir você. Pouco importava o palácio que a pudesse proporcionar lazer e segurança, conforto e bem estar, antes melhor fosse uma cabana, desde que tu lá morasses junto a ela e a fizesse feliz não pelo que havia, tinha, podiam comprar, mas pelo sentimento que estava lá a habitar, o carinho, o afeto, a compreensão, a simpatia, o sorriso de cumplicidade. Ela queria morar em ti, no teu coração, nos teus pensamentos.

Jamais pensou em ter as roupas caras e da moda, da estação que você comprava e deixa sobre a cama embrulhada com fino papel, ela queria apenas que você a despisse e a amasse com desejo e paixão, que lhe retirasse todas as roupas e a possuísse sem nada, penetrasse em seu corpo, despertasse a sua alma.

Ela nunca pensou em ter o seu mais gostoso e arrebatador sexo, mas que você a entendesse no silêncio de depois, encostasse junto a teu peito, a abraçasse e lhe falasse da vida, das coisas, do quanto a amava e sentia a aquele momento, a presença dela na sua vida. Nunca pensou em ter o seu dinheiro, o seu cartão de crédito, sempre preferiu a sua companhia, a sua mão, o seu braço, mesmo na falta, no pouco, na ausência, na carência, ela queria apenas você, tê-lo.

Não a liberdade de ir e vir, somente quis sempre estar presa você, colada, eternizada ao seu lado provocando ciúmes, invejas, despertando cobiça nos corações alheios. Nunca lhe valeram os perfumes caros com que a presenteavas, ela suspirava apenas pelos seus fungados, pelo seu suor, pelo seu cheiro de homem, o homem dela, o animal que ela tanto amava, desejava e sonhava.

Jamais teve a ousadia de a tua intelectualidade ter e a ti se comparar, não esperava que tu a ensinastes a viver, sempre preferiu a sua simplicidade numa manhã de domingo, o teu sorriso no café da manhã, a sua atenção para coisas amenas e pequenas, a sua dedicação.

O que ela sempre quis foi a apenas você. Ela hoje se foi, talvez com uma mala enorme, levando coisas, mas sem o mais importante, o teu sentimento, o seu amor. o amor, um coração não precisa ser comprado, mas alimento com sentimentos, com carinho, com afetos, o amor não precisa de coisas, precisa de pessoas, de presença, de vida.

Hoje tu choras, mas espero que a vida tenha te ensinado a vida, como costumo dizer, ninguém precisa nos condenar, julgar ou condenar, a vida tem as suas próprias formas e maneiras de nos ensinar a viver, espero que agora tu possas pensar melhor em ti e no que fizestes da tua própria vida e dos bens que um dia possuíste, o amor de uma mulher.

Jornalista e Professor 
 

Ronaldo Magella é professor, poeta, escritor, blogueiro, radialista, jornalista, cronista, tem 33 anos, é do signo de peixes, não gosta de futebol, prefere livros, é formado em Letras e Jornalismo pela UEPB, tem especialização em linguística, e agora é acadêmico de Pedagogia pela UFPB, adora MPB, Rock, café, romance, paixão e café, não nessa ordem, trabalha hoje com internet, rádio, assessoria de imprensa, leciona, sonha e vive, mas sonha do que vive, afinal, enfim.

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