A pós-Lolita

LUIZ FELIPE PONDÉ

FOLHA DE SP

O que é a "sexualidade de Freud"? A sexualidade é um abismo. "Um lugar para se perder"

A sensualidade pode ser mortal. Em tempos de vida higiênica como o tempo em que vivemos, talvez, em algum momento, a sensualidade venha a ser mesmo posta fora da lei.

Sim, a sensualidade pode ser mortal, basta ler "Lolita", de Vladimir Nabokov. Hoje, o livro seria proibido, mas, claro, em nome das boas intenções. Agora acreditamos que inventamos uma nova forma de censura (antes a censura tinha uma motivação diferente, creem os semiletrados): "A censura em nome do bem".
Resenha: Todos os Nomes [José Saramago]


Há exatos 3 anos, morria meu escritor favorito. Em 18 de junho de 2010 eu estava em uma aula na faculdade quando uma colega me questionou se eu estava triste. Perguntei o porquê daquilo, e ela me contou que Saramago havia morrido naquela manhã. Na minha cabeça, José Saramago sempre foi como meu amigo silencioso. Com os livros dele aprendi mais que durante todo meu ensino médio, e confesso que morria de vontade de conhecê-lo e trocar algumas palavras. 

Todos os Nomes foi um dos primeiros livros dele com que tive contato. Tinha lido As Intermitências da Morte (que na época era seu último lançamento) e fiquei tão enlouquecidamente encantado com aqueles parágrafos extensos sem pontos de exclamação que comprei Todos os Nomes como presente de Natal para um amigo. Como bom colega, ele me emprestou o livro para ler logo em seguida.
O DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E ESCRITA VOLTADO AO APRENDIZADO DO PEQUENO APRENDIZ[1]


Creuzenil Leandra de Jesus Rondon[2]
Ivania Souza Araújo[3]
Ivani Souza Mello[4]

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”.
Pitágoras

RESUMO

Há a importância de se falar e escrever corretamente e uma pesquisa sobre como se dá o aprendizado junto a alunos da Escola Toque de Mãe  que frequentam o berçário foi motivo para se desenvolver o presente trabalho. Teve como objetivo principal auxiliar e demonstrar os pequenos aprendizes, pois são alunos de idade com 2 a 3 anos que tem o primeiro contato com a escrita e a leitura. Desta forma há a concepção de que o aprendizado da linguagem Portuguesa é concebido em três frentes, uma na aprendizagem gramatical, outra com construção da leitura e por fim a criatividade em produzir textos. Fez com que fosse despertado o interesse a cerca da problemática através de uma apresentação expositiva, em que estes alunos aprendem através do contato tátil e visual. Estivemos a explorar o potencial e criatividade: fluência, flexibilidade e originalidade dos mesmos, que provocou em fatores psicológicos, como a reflexão e crítica. 

Palavras chave: Aprendizado; escrita; gramática; leitura; linguagem.

ABSTRACT

There is the importance of speaking and writing correctly, and research on how learning takes place with students from the School of Tap Mother who attend the nursery was reason to develop this work. Aimed to assist small and show learners because contact with writing and reading students is of age with 2 to 3 years who have first. Thus there is the idea that language learning Portuguese is designed on three fronts, one on learning grammatical construction with another reading and creativity in order to produce texts. We made it aroused interest about the problem through an expository presentation, in which these students learn through visual and tactile contact. We have been exploring the potential and creativity: fluency, flexibility and originality of the same, which caused psychological factors, such as reflection and criticism.

Keywords: Learning; writing; grammar; reading; language.

INTRODUÇÃO

Como pedagoga há durante a formação a importancia de se passar aos alunos como é positivamente refletido a ideia de se falar e escrever adequadamente. Com o passar dos tempos despertou-me o desejo de realizar uma amostra de livros infantis  com pesquisas voltada a compreensão e crítica sobre “leitura e escrita para o aprendizado de crianças que ainda não vivenciaram o toque com os textos”.  Escolheram-se os alunos do berçário da Escola  “Toque de Mãe” para desenvolver o trabalho. Dessa forma o objetivo do mesmo foi de auxiliar e demonstrar aos pequenos alunos que produzir bons textos está diretamente relacionado com o estudo de gramática associada à escrita e sua constante leitura (CORRÊA, 2002; GANDIN, 2007).

O aluno que é colocado na escola em sua fase de 2 a 3 anos muitas vezes é devido ao trabalho dos pais que optam pela mesma para não contratar uma pessoa. 

Muitas vezes ao se deixar em casa não se desenvolve o aprendizado acerca de como usar as formas da variante culta, como organizar suas idéias, sua imaginação e sentimentos. 

Também a organizar suas frases, aprender a construir pequenos textos com coesão e coerência na forma de desenhos e demais manifestações de aprendizado, porém para isso desenvolver é fundamental o uso constante da escrita e muita leitura com livros que chamem a atenção destes em sala de aula para que gostem de ler e aguçar sua criatividade (BERTONI-RICARDO, 2005); CAMPBELL et al., 2000).

A justificativa se dá na compreensão da importância da realização desta manifestação cultural escolar com os alunos do Berçário explicando claramente a norma culta de uma forma criativa e dinâmica na busca de se envolver a atividade sociolingüística para desenvolver a criatividade destes (ALKMIM, 2001).

Teve seu maior objetivo na concepção do desenvolvimento acerca de fornecer instrumentalização para que o aluno pudesse se conscientizar sobre a importância de escrever empregando a norma culta e adquirir o hábito e o prazer de ler e escrever (KOCH e ELIAS, 2006).

A metodologia aplicada no desenvolvimento deste trabalho consistiu em uma elaboração mais criativa e dinâmica de se aprender a ler e escrever utilizando livros infantis. Para estimular o interesse dos alunos do Berçário da Escola “Toque de Mãe” para a compreensão da produção de texto de forma criativa e bem elaborada foram utilizados os seguintes materiais: livros, vídeo, dvd, folder, com leitura, idéias e linguagens diferenciadas, para se ter condições propícias a um cartaz criativo.

Jornais, revistas diversificadas proporcionando maiores informações e serviram também como material didático, os quais os alunos utilizaram para recortes, colagens, montagens de cartazes, para uma produção de texto diferenciada.

Na busca de procurar saber qual era a aproximação do aluno com a leitura foi encaminhado a este um questionário para os pais que levaram para casa e puderam trazer no dia seguinte com as seguintes questões:

a) Qual a importância da leitura para vocês?
b) Quais são os tipos de leitura que costuma fazer?
c) Já leu alguns livros para seus filhos em casa? Quais?

Após todo o processo de contato com textos, os alunos ainda poderão pegar os livros que mais gostaram e através demonstrar seu aprendizado através de uma produção de cartaz. Utilizaram cartolina e papel cartão, lápis de cor, canetinhas, tintas para haver e despertar a possibilidade de representar sobre o assunto que mais lhes interessassem referentes aos livros que tiveram aproximação.
Iniciou-se com uma aula expositiva sobre livros, desenho, capas, letras dos textos, em que se demonstraram os conceitos, definições subsidiando assim o aluno para as aulas de elaboração de cartazes (BIANCHI et al., 2002; FIORIM, 2000; LIMA, 2005).

O desenvolvimento deste trabalho foi em sala de aula durante o início do ano letivo de 2012.

DESENVOLVIMENTO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

Para Bernardes et al., (2008, p.68) o estudo da linguagem Portuguesa é concebida em três frentes, sendo: na construção da leitura, criatividade em produzir textos e aprendizagem gramatical. Nesse sentido ele ressalta que:

A leitura é fundamental para o processo de aprendizagem do aluno, sendo que a escola é que tem o espaço necessário para o desenvolvimento desta prática, pois para muitos alunos é o único lugar onde há livros (BERNARDES et al., 2008, p.69).

Viana (2007, p. 02) afirma que o professor deve ser o mediador de métodos e estratégias voltadas para ensinar a leitura e escrita para crianças. Nesta mesma concepção releva-se que o aluno do berçário terá seu primeiro contato com os livros, desta forma: 

[...] um aluno pode conhecer perfeitamente todas as classes de palavras e suas classificações e no momento de produzir um texto não saber o que escrever, será que podemos considerá-lo um indivíduo que sabe fazer uso de sua língua? Da mesma forma não pode ser considerado como não conhecedor de sua língua uma pessoa que não sabe o que é advérbio ou verbo, mas sabe se expressar textualmente muito bem. (BERNARDES et al., 2008, p.74).

Baroja, 1985; Molina, 1981 apud Viana (2007, p. 03) relataram que o melhor método para ensinar a ler e escrever é o que representa menos dificuldades para os pequenos aprendizes. E colocam que antigamente havia problemas acerca da escrita e leitura/aprendizagem que tiveram sua explicação baseada no modelo neuro-perceptivo motor.

Este modelo foi estudado por Rangel (2005) que se trata da rápida forma de aprender que a criança tem ao passar por essa fase inicial de contato com a leitura e escrita. E defende que: 

Neste sentido, é preciso considerar que a leitura é um processo cognitivo que envolve aptidões auditivas e visuais e as suas inter-relações dialécticas. Em nenhuma circunstância se pode pensar na leitura em termos exclusivos de percepção visual, nem mesmo até em termos de um processo cognitivo-visual (RANGEL, 2005, p.01 citando FONSECA (1995 e 1999[5]).

Neste modelo há a defesa de que o conhecimento e aprendizagem se dão através de “pré-requisitos como a lateralidade, esquema corporal, discriminação visual, memória visual, e coordenação visão-motora” (VIANA, 2005, p. 01).

Sendo o português uma língua de ortografia alfabética, utiliza signos gráficos para representar os sons da língua. Um dos primeiros passos para que a criança aceda à leitura é que compreenda o princípio alfabético, isto é, que compreenda de que as letras transcrevem os sons da fala. Para além disso, antes de aprender a escrever uma letra a criança tem de conseguir identificar na fala o som ou sons que ela representa. Esta identificação não é fácil, dado que, na linguagem oral os sons são co-articulados e porque na linguagem escrita os sons das letras também não aparecem isolados, mas fundidos (VIANA, 2007, p. 04).
Como resultado foi realizado uma amostra cultural na escola, em que se trabalhou com os alunos do Berçário da Escola Toque de Mãe, situado no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso na Rua Conselheiro Benjamin Duarte Monteiro, S/N, Edifício Marechal Rondon no Centro Político administrativo de Cuiabá – MT/BR. Foi desenvolvida com o intuito de amenizar a falta de leitura critica e criatividade dos alunos. Fizemos com que fosse despertado o interesse pela leitura, e trabalhou a produção de cartazes, através de uma apresentação expositiva.

O Berçário da Escola Toque de Mãe foi projetado para ser um ambiente seguro e confortável, as salas respeitam as fases de desenvolvimento com uma decoração adequada e pensada para propor desafios. Trabalham neste setor de maneira permanente pedagogas, fisioterapeutas e auxiliares de sala de educação infantil. Esta equipe esta preparada para estimular e potencializar o desenvolvimento físico, psíquico e emocional do bebê não somente com a intenção de acelerar as habilidades físicas ou o aprendizado, mas sim desenvolver um grande potencial de aprendizado futuro. Quanto maior o estímulo nestes primeiros anos de vida maior o potencial desta criança. Pensando desta forma tem ainda a assessoria de psicóloga, nutricionista, odontopediatra e fonoaudióloga, cada uma dentro da sua competência avaliando, orientando e desenvolvendo um trabalho individualizado unindo criança/família/escola. Neste setor contam além das salas com refeitório exclusivo do berçário, lactário, sala do sono e solário[6].

Como consta nos Parametros Curriculares Nacionais de 2003, a escola deve oferecer a seus alunos a oportunidade de desenvolver as quatro habilidades fundamentais, pois através destas que eles se tornarão verdadeiros cidadãos.

Acreditamos assim, que a atividade lúdica infantil deve ser encarada com muita seriedade, uma vez que é através do brincar que a criança adquire experiências e desenvolve seus conceitos sobre o mundo que a cerca. Através da nossa convivência com muitos pais, professores, crianças e com o ambiente lúdico, dentro da pré-escola, fomos levados a observar a importância da interação entre esses setores para o desenvolvimento infantil (DA MATTA e VASCONCELOS, 2001, p. 17)[7].

A amostra cultural foi voltada para todos os alunos do Berçário que estavam entrando na Escola no referente ano, que foram 25 alunos participantes e ativos.

Dessa forma, trabalhou-se com obras literárias de maneira informal, para que os alunos pudessem compreender o que ouviram e passassem a se interessar pela leitura de outros textos literários e também, obviamente, de outros gêneros.

Os conteúdos das obras trabalhadas foram de respeito, direto ou indiretamente, as ações humanas infantis que sempre geram aprendizado real da situação vivida pelos alunos. Assim, todos os alunos tiveram a possibilidade de expor seus cartazes baseados em alguma obra que realizaram a leitura, mesmo que muitas vezes só através do contato visual. 

Diante dos cartazes confeccionados pelos pequenos aprendizes apresentaram os temas, comentaram o que compreenderam em cada obra que tiveram contato. 

Em seguida apresentaram os vários tipos de produção em uma amostra para toda a sala. No segundo momento trouxeram o questionário apresentado na metodologia respondido pelos pais que ao responder notou-se que:

Quanto à importância da leitura para eles, 90 % dos pais responderam ser de suma importância, pois ajuda a aumentar o conhecimento em referencia a seu trabalho cotidiano, e com isso aprender coisas novas, viajar em histórias sem sair de casa, entre outras respostas.
E os outros 10% disseram não se interessar muito pela importância da leitura. Pois, não gostam de ler ou não procuram, e muitas vezes não tem incentivo. Nesta concepção o incentivo durante esta primeira fase escolar é primordial, pois, passa a ser uma prática livre pelo aluno, não necessitando de troca por alguma coisa baseado em conceitos.

Já quanto à questão de quais os tipos de leitura que costuma fazer, 85 % responderam que lê somente o que lhe é passaram na escola ou cursos profissionalizantes para atuação profissional, e os demais disseram procurar ler romances, histórias de filmes, gibis, e 2 % destes, nem isso. 

E para a questão que abordava se já havia lido alguns livros e quais, 80 % responderam no máximo três livros que não abordam o seu trabalho. Assim com esta pesquisa pode-se notar que a escola fortalece a leitura, mesmo que seja por obrigação. 

Desta forma há a verificação na prática das palavras escritas por concepções de Bernardes et al., (2008, p.70) que verificou “aluno tem bagagem intelectual dentro do seu contexto, então, para que haja aproveitamento adequado da leitura”.

Posteriormente os alunos expuseram os cartazes com total liberdade para toda a escola, demonstrando que utilizaram o material (revistas, tesoura, cola, canetas coloridas, cartolinas, etc.) que foi disponibilizado para realizarem as produções de destes, através de colagens, confecção de cartazes, escritos e oralmente. Após o término das produções, os grupos apresentaram seu trabalho.

Dessa forma que vê a língua como uma forma de interação, o professor preocupar-se-á com fatores que interferem na construção do significado e que não são exclusivamente lingüísticos, tais como a situação, o conhecimento compartilhado e as inferências. (BERNARDES et al., 2008, p.72).

Com isso a leitura, colagens, procura por textos e a apresentação de seus resultados fez com que os alunos tivessem um maior contato com a leitura, livros, trabalho em grupo, que auxiliou na participação e estimulou-os a procurar novos livros para auxiliar no seu ensino/aprendizagem. E isso faz com que os livros não se tornem apenas instrumentos de prateleiras. 

Assim nas características citadas por Bernardes et al., (2008) a prática da leitura e escrita não pode ser utilizada só durante a construção da aprendizagem, e sim com o auxilio de leitura e construção textual para toda a vida.

CONCLUSÃO

Com a realização deste trabalho explorou-se o potencial e criatividade: fluência, flexibilidade e originalidade dos alunos, que implicou em fatores psicológicos, como a reflexão e crítica envolvida em cada trabalho com críticas relevantes às suas respostas a cerca das questões levantadas na metodologia do trabalho.
Verificou-se que mesmo que a criança não soubesse ainda desenhar letras, deu a descrição dos segmentos das palavras ditas através de desenhos, e no Berçário, começou a ser mais instigada em afinidade à relação com o impresso que mostrou uma grande evolução no processo de ensino/aprendizagem.

Quanto ao questionário para verificação da leitura em casa com abordagem direta aos pais notou-se que maioria gosta de ler e estar em contato com os filhos através da leitura.

Pretendeu-se neste trabalho proporcionar, de forma muito sintética, mas objetiva e estruturante, uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico acerca do aprendizado da escrita e leitura da criança. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição seqüencial dos componentes típicos de um documento desta natureza. O resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir. Desta forma:
Estimulou-se a produção de escrita e leitura de forma criativa e dinâmica, e despertar a consciência critica para uma boa argumentação;

Instrumentalizaram-se os alunos para o melhor desempenho e aproveitamento dos conhecimentos a serem utilizados no cotidiano;
Incentivou-se a leitura na escola.

Assim como “ler é ouvir a voz do outro”. Espera-se que por meio da leitura e estudo, tenhamos contribuído para sua formação profissional e de leitor futuro destas crianças em fase inicial da escola.

AGRADECIMENTOS
A Escola Toque de Mãe que me proporcionou o espaço para realização deste trabalho e todos os colaboradores.

REFERÊNCIAS
ALKMIM, Tânia Maria. Sociolingüística 1. In: MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina. Introdução à sociolingüística 1. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.
BIANCHI, Anna Cecília de Moraes; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Manual de orientação: estágio supervisionado. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
BERNARDES, Alessandra; SIEPKO, Flávia SILVA, Jurema Andréia; MATOZZO, Atílio. 2008. Ensino da Língua Portuguesa: Interligação entre leitura, produção textual e gramática. Ensino e Pesquisa. Vol. 05. P. 68-76.
BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? São Paulo: Parábola, 2005.
BRASIL, Manual de secretaria escolar do sistema de ensino do Distrito Federal. GDF/SEE/DF. Brasília, 2002.
CAMPBELL, Linda, CAMPBELL, Bruce, DICKINSON, Dee. Ensino e aprendizagem por meio das inteligências múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000, 308 p.
CORRÊA, Manoel Luiz G. Linguagem e comunicação social. São Paulo: Parábola, 2002.
DA MATTA, Dinalba Ferreira; VASCONCELOS, Paulo Sérgio Torres. O EDUCADOR E A CRIANÇA NA PRÉ-ESCOLA: Metodologias Motivadoras e Sedutoras. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade da Amazônia – UNAMA, Belém – Pará. 2001.

FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e redação: Lingüística. Quarta edição. Editora Ática. 2000.
Fonseca, V. da (1995). Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas
_______, (1999). Insucesso Escolar – abordagem psicopedagógica das dificuldades de aprendizagem. Lisboa: Âncora Editora.
GANDIN, Danilo. Planejamento como prático educativo. 16ª Ed. Editora Loyola. São Paulo, SP. Junho/2007.
KOCH, Ingedore; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.
LIMA, Antonio Oliveira. Manual de redação oficial. 2a Ed. Rio de Janeiro: Campus, 2005.
PCN – Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental: língua portuguesa: Educação. Ed. MEC/ SEF. 1998.
RANGEL, Tânia. Processos cognitivos e requisitos da leitura.  – estudo teórico da tese de mestrado ( 2005), FMH. Disponível em: <http://sei-online.net/artigos/Processos%20Cognitivos%20e%20Requisitos%20da%20Leitura%20por%20Tania%20Rangel.pdf>. Acesso em 22 de agosto de 2012.
Site: ESCOLA TOQUE DE MÃE. Busca textual disponível em: < http://www.toquedemae.com.br/bercario.php>. Acesso em 22 de Agosto de 2012.
VIANA, Fernanda Leopoldina. Aprender a ler: apenas uma questão de métodos? ABZ da Leitura: Orientações Teóricas. Originalmente para: Estratégias eficazes para o ensino da Língua Portuguesa (pp. 43-59) Braga: Edições Casa do Professor, 2007. Disponível em: <http://195.23.38.178/casadaleitura/portalbeta/bo/documentos/ot_aprenderler_a.pdf>. Acesso em 22 de agosto de 2012.


[1] O presente artigo teve por finalidade apresentar um estudo realizado com crianças acerca do aprendizado da leitura e escrita.
[2] Pós-Graduanda em Educação Infantil com ênfase em Alfabetização, Graduada em Pedagogia – 2011. E-mail: creuzenil.rondon@hotmail.com.

[3] Pós-Graduada em Educação Infantil (UFMT). Graduada em Pedagogia (Unirondom). ivaniaraujo@hotmail.com

[4] Mestre em Geociências. Graduada em Química (UFMT). Professora substituta UFMT. Professora contratada Unemat. ivanimello1@hotmail.com

[5] Fonseca, V. da (1995). Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas.
   _______, (1999). Insucesso Escolar – abordagem psicopedagógica das dificuldades de aprendizagem. Lisboa: Âncora Editora.
[6] Busca textual disponível em: < http://www.toquedemae.com.br/bercario.php>. Acesso em 22 de Agosto de 2012.
[7] Da Matta e Vasconcelos (2001) pretendeu realizar um trabalho motivando os professores a utilizar o lúdico na sala de aula para estimular os alunos.

Entre o escuro e o esplendor

Fuks recria os últimos dias de Borges, Cabral e Joyce, marcados pela cegueira e pelo gênio literário

       
HISTÓRIAS DE LITERATURA E CEGUEIRA Julián Fuks, Record, 160 págs., R$ 30

Antes de publicar Histórias de literatura e cegueira, Julián Fuks lançou, em 2004, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu. Os dois livros são muito diferentes, mas já no primeiro ficava evidente a preocupação estilística do autor, que parece disposto a criar um estilo elaborado, elegante e muito cuidadoso. Se acrescentarmos o fato de que Histórias de literatura e cegueira revela também uma enorme disposição de leitura e, por fim, um respeito maduro pelos clássicos, podemos apontar Julián Fuks como um escritor que se destaca de outros da nova geração.

O livro ficcionaliza o final da vida de três escritores que, além do fato de serem já clássicos, tiveram em comum o destino de perder a visão. O fenômeno da cegueira foi tão marcante para Jorge Luis Borges, João Cabral de Melo Neto e James Joyce que praticamente se incorporou à descrição de suas obras e às respectivas histórias literárias da Argentina, do Brasil e da Irlanda. Fuks imagina três vidas perdidas entre o escuro da vista e o esplendor de textos marcantes e, com perdão do trocadilho, luminares para cada uma das três tradições. É esse choque entre o olhar cego de Borges, Cabral e Joyce e a força de sua literatura que prende o leitor a cada uma das lapidares páginas de Histórias de literatura e cegueira.
Flores secas do cerrado

por Milton Hatoum     


Há pessoas que falam menos que um papagaio, mas em Brasília até as paredes emitem estalos suspeitos. Silêncio, mesmo, só na lonjura, no cerrado original. Na parede do quarto do hotel observo um origami com dobras geométricas. Da janela posso ver árvores desfolhadas com galhos retorcidos, o gramado marrom, o horizonte queimado pela seca de setembro. No centro da paisagem calcinada, a praça dos Três Poderes... Dizem que a nova Biblioteca de Brasília foi inaugurada sem livros. Será uma metáfora da cabeça de tantos políticos? Ou do tempo em que vivemos?

A arrumadeira é uma mulher de Minas; o recepcionista, um rapaz pernambucano, um dos ajudantes do chef de cozinha, baiano. O Brasil todo está aqui, e esse Brasil de verdade parece ausente nas esculturas côncava e convexa do Congresso Nacional. Cada vez que entro no elevador minha cabeça se enche de sons de pássaros. Cantam e não aparecem: onde estão? Não há pássaros nas imagens do Pantanal e da Amazônia coladas nas paredes do elevador panorâmico. Mas quando subo ou desço 17 andares, sou obrigado a ouvir trinados metálicos na caixa de vidro e aço. Lembro do conto “Paolo Uccelo”, do escritor francês Marcel Schwob. O genial artista florentino do Quattrocento era obcecado por pássaros, pela geometria e pela perspectiva. Uccello queria entender o mundo (o espaço) em profundidade. As paredes de seu ateliê eram cobertas de pássaros pintados por Uccello, daí seu apelido e o título do conto de Schwob. Mas a vida não é imaginária, nem sempre é, sobretudo quando o elevador pára no térreo e o cronista se senta à mesa do café da manhã e ouve pedaços de conversas indiscretas:

Entrevista com o – Escritor Carlos Monteiro

por: Raquel Chagas


Carlos M. Monteiro-Um dia poetizei minha insanidade sentimental. Estranhei o fato de me olhar no espelho e, encontrar um silêncio. Eu tive uma formação na alma, totalmente regada aos princípios da sobrevivência.

Mas esta estadia seria apenas um presságio do que estava por vir... 

O imaginário do meu coração ganhava tanta força, que não tive mais controle.

Fui vencido e da derrota, regozijei das entranhas do meu pensamento, entrei em contato com o belo e o inútil. 

Eu gritava de uma forma diferente, tudo que nascia de mim, era abominavelmente esplêndido. 

Finalmente, eu reconheci as palavras. Hoje, admito! Escrevo para não morrer.  


Email: antologiadevir@gmail.com

A condensação entre fatos e ficção adentra em sua obra? Qual a dosagem quanto a ficção e realidade encontrada no livro ‘’ Mensageiros da Lucidez’’?

Os universos estão presentes desde a sua nascente. Ambos foram criados intencionalmente para mexer com o imaginário das pessoas. Quem adentrar nas palavras da obra indubitavelmente se transformará.

O que lhe inspirou a escrever o livro?

Inicialmente uma fuga da realidade, posteriormente uma necessidade. Os personagens me caçaram de tal forma, que minha experiência de vida ficou pequena demais para ser vivida. Portanto, hoje escrevo o que eu sinto na minha alma.

Como foi o processo de escrita, e a nascente de cada personagem?

Escrever os Mensageiros da Lucidez, foi uma oportunidade de auto reconhecimento para meu ser, a cada exploração eu sentia uma liberdade.

Os personagens foram nascendo aos poucos, cada um no seu momento. E quando criaram uma voz, eu dei passada para eles.
Adaptação de "O TEMPO E O VENTO" já tem data de estréia prevista.


"O Tempo e o Vento", um dos grandes clássicos da literatura brasileira, escrito pelo renomado Érico Veríssimo, que relata uma parte da história do Brasil, foi adaptada para o cinema e tem estréia prevista para 20 de setembro, data de aniversário da Revolução Farroupilha. 

A produção contará com Cléo Pires, Thiago Lacerda, Fernanda Montenegro, Marjore Estiano, José de Abreu e muitos outros atores de peso. 
Luis Fernando Verissimo: poesia em forma de prosa?

Há quem diga que só existe poesia em poemas... A lírica é responsável pela poesia, quase sinônimos para uns. Contudo, defendo que há poesia onde se pode colocá-la. Seja na pintura do artesão da esquina, seja no filme experimental sobre Florbela Espanca ou, seja na prosa, no nosso caso, do gaúcho Luis Fernando Verissimo.

Sem acentos, como prefere e já postulou em entrevistas, Verissimo é um dos cronistas mais requintado e, quiçá, um dos mais lidos na contemporaneidade. Já circularam diversos emails que continham textos em seu nome, e alguns, já foram levados tão a sério que foi tema de pergunta ao escritor. Lembro-me de uma entrevista em que fora perguntado a ele acerca do texto, e ele questionou sobre de quem era a autoria. Irreverente, lembro ainda desse repórter dizer que ele não vê problemas com isso, pois os textos circulam e ganham proporções que a literatura merece.
Doação

Ela poderia até acreditar em horóscopo. Poderia ser dessas que confere o que os astros revelam para ela todas as manhãs, mas escolheu o lado prático. Não tinha lá muito tempo para essas coisas de estrelas.

Ela poderia ser do signo de Peixes e dizer que se doava assim para os outros em função da influência astrologia. Esse discurso estava na moda. Sempre na moda.

Naquela manhã ela até pensou em ler as previsões do dia ou da semana, só para quebrar a rotina. Ia desprezar o caderno de política, economia, cultura educação e tal. Pensou em permitir-se encontrar nos blá-blá-blás nossos de cada constelação, mas logo isso passou.

Sabia que não era de Peixes. Sabia que o signo era outro e já havia lido muito sobre isso. Sabia até qual era o seu ascendente. Em alguns tempos ela até pensava sobre a ideia de se ter um planeta regente, mas gostava mesmo da ideia de ter um planeta para si: e, se, ela pudesse sair desse mundo e dar uma volta em Plutão? Observar o planeta azul lá de longe, dos confins, da escuridão deveria ser divertido.
O deus de pedra com a rosa na mão

Entre gárgulas voadoras e imagens humanas ricamente esculpidas em ouro nos tons dourado e vermelho, olhos em chamas cintilando as coloridas pedras preciosas, esperava taciturno e provocativo em seus desejos, o demônio, que expressava a desenvoltura de um príncipe das trevas com uma rosa venenosa em forma de carne e cor-vermelho-carne nas mãos; portava-se com um esmerado sorriso cínico no rosto e uma postura ereta de um nobre da corte de cavaleiros medievais.

Seus olhos continuavam verdes, tão leves, mareados, vívidos; seu corpo, quase desenhado pela neblina que caia na rua naquele momento do sonho, mostrava com intensidade de movimento, que conquistara sua corte logo após a tumultuada partida. Inúmeras foram as tentativas tramadas por ele, existia um ato, era sua morte suprema, o fim do aniquilamento da sua consciência privada em sua órbita desigual, incompleta, seu caos interior – o que, para ele, representava a liberdade irrestrita do seu ser em um mundo imaginado e transformado em seus ideiais.
  Revolta do Vintém
 
A Revolta do Vintém mobilizou setores médios e baixos da população do Rio de Janeiro.

No final de 1879, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil Imperial, assistiu a deflagração de uma revolta de caráter eminentemente popular. Um levante de aproximadamente cinco mil manifestantes se colocou em frente o campo de São Cristóvão, sede do palácio imperial, para exigir a diminuição da taxa de vinte réis (um vintém) cobrados sobre o transporte público feito pelos bondes de tração animal que serviam a população.

Contidos pelas autoridades policiais, os revoltosos esperavam uma resposta de um dos principais líderes daquele protesto: o jornalista Lopes Trovão. O imperador, que prometia abrir negociação para resolver a contenda, teve seu pedido negado pelo jornalista republicano que adotou uma nova estratégia. Lançando seus argumentos no jornal Gazeta da Noite, Lopes Trovão convocava a população carioca a reagir com violência contra a medida imperial.
Os Ricos Pobres

Por Martha Medeiros

Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava um milhão de reais por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como uma pessoa pobre.
Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro, mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro, mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, museus ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.
Conheça a cidade egípcia perdida, encontrada após 1200 anos


Foi há 1200 anos que a cidade egípcia de Heracleion desapareceu, engolida pelas águas do Mar Mediterrâneo. Conhecida pelos gregos como Thonis, ela acabou sendo quase esquecida pela própria história – agora uma equipe de arqueólogos está escavando e desvendando seus mistérios.

O arqueólogo subaquático Franck Goddio e o Instituo Europeu de Arqueologia Marítima redescobriram a cidade em 2000 e, durante estes 13 anos, têm achado verdadeiras relíquias incrivelmente bem preservadas.

Afinal o mito de Thonis-Heracleion era real, só estava ‘adormecido’ à 30 pés abaixo da superfície do Mediterrâneo, em Abu Qir Bay, no Egito.
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista a escritora Angela Ramalho 

BIOGRAFIA: 

A escritora paranaense Angela Ramalho de forma independente, lançou três livros solo: dois no gênero poesia (“Palavras Pedem Passagem” e “Poeminhas Dedicados”) e um de crônicas e contos (“De Abraços & Cheiros”). Participou de 32 Antologias. Seus livros foram lançados na 21ª e 22ª Bienal Internacional do livro de São Paulo. O primeiro livro foi indicado pelo apresentador Fausto Silva no quadro “Vitrine do Faustão”, em seu programa dominical na Rede Globo de Televisão. No exterior, teve obras divulgadas na Feira de Frankfurt, Feiria Del Libro de Buenos Aires e Expo book em Nova Iorque. Possui obras publicadas na Revista Eletrônica “Varal do Brasil”, editada em Genebra (Suíça). É associada da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras e ocupa a Cadeira nº 27 na Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. Recentemente foi eleita Membro Correspondente da Academia de Letras do Brasil-Seccional Suíça. Em entrevista ao projeto Divulga Escritor a escritora Angela Ramalho nos conta sobre sua carreira literária, como tudo começou, fala de seus livros, nos dá dicas e apresenta algumas sugestões de melhorias para o mercado editorial brasileiro.

“Todo texto, disfarçadamente ou não, é vinculado à realidade. A fala vem e se esvai. O texto é mais sólido, mais definitivo. Imagine um Soneto de Camões, o quanto ele não tem a ver com a realidade, daquele momento (época) em que ele foi escrito. Cada texto conta um pouco de como ele quer ser lido. Não existe texto neutro. Todo autor se entrega na hora de escrever.”

Boa leitura!
Artistas brasileiros ganham fácil acesso após parceria do Deezer

O serviço de música em streaming anunciou que até o dia 18 de julho artistas brasileiros terão serviço gratuito na plataforma que possui uma base de 26 milhões de pessoas

Um novo contrato firmado pelo Deezer - empresa francesa de serviço de música por streaming - com a distribuidora ONErpm vai beneficiar os artistas brasileiros.