Brígido Ibanhes [Escritor Brasileiro]

Brígido Ibanhes - Nasceu na Rua Jatayty-Corá, em Bella Vista Norte (PY), em 08 de outubro de 1947, filho de Aniceto Ibanhes e Affonsa Christaldo de Ibanhes. Filho de brasileiros, foi registrado em Bela Vista, Brasil, onde passou a estudar a partir do segundo ano primário. Aos dez anos, ingressou no Seminário Redentorista, em Ponta Grossa (PR), onde teve acesso à literatura clássica nacional e internacional. Além do guarani, espanhol e português, aprendeu o inglês, o francês, o latim, o grego e teve noções de italiano. Aos doze anos ganha seu primeiro concurso literário com o poema “Noite Cigana”. Concluído o Científico, sai do Seminário e segue para São Paulo (SP). Em 1966 presta o serviço militar no 10° Regimento de Cavalaria, em Bela Vista (MS), após o que volta para São Paulo. Dois anos depois, retorna para sua terra natal. Presta concurso e é nomeado funcionário público, tendo exercido o cargo de Tesoureiro da Prefeitura e Encarregado do Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Ingressa no Banco do Brasil em 1972, quando tem a oportunidade de trabalhar em Minas Gerais e Pernambuco. De retorno ao Mato Grosso do Sul, lança seu primeiro livro em 1986, em Sidrolândia (MS). O romance histórico “Silvino Jacques, o último dos bandoleiros” é apreendido por denunciar a formação dos latifúndios através do uso da violência e o escritor ameaçado de morte. Após seis anos de pendenga judicial, a obra é liberada pelo Tribunal de Justiça do Estado. O autor é, então, adotado pelo Pen Club International em 1992, durante o 58° Congresso Internacional de Escritores, no Rio de Janeiro (RJ). Posteriormente, escreveu e editou “Che Ru, o pequeno brasiguaio”, “A Morada do Arco-Íris”, “Kyvy Mirim” e “Ética na Política, entre o sonho e a realidade”, “Marti, sem a luz do teu olhar” e “Chão do Apa – contos e memórias da fronteira”.Membro-fundador da Academia Douradense de Letras, sendo seu primeiro Presidente eleito. Membro da União Brasileira de Escritores desde 1990, e da Executiva do Fórum Estadual de Cultura do Mato Grosso do Sul. Sua literatura retrata o universo da fronteira, o cheiro das matas e a força da cultura guarani, bem como expõe os dilemas sociais e a história dos oprimidos. Sempre usou as letras em defesa da cidadania, das minorias e dos direitos humanos, o que lhe valeu dissabores e perseguições. Na noite de 14 de maio de 2006 sofre violento atentado a bomba em sua residência, juntamente com a esposa Elisângela dos Santos de Souza Ibanhes. Em 27 de janeiro de 2007 é indicado pela Federação das Academias de Letras e Artes do Mato Grosso do Sul (FALA) para o Nobel de Literatura. Em junho de 2007 instala a Banquinha de Incentivo à Leitura na calçada do Tat Lanches, área central de Dourados, onde estimula o hábito da leitura. Em junho de 2008 é indicado pelo Fórum Estadual de Cultura para integrar o Comitê Cultura da Cidade Educadora. Em 2008 é eleito novamente Presidente da Academia Douradense de Letras para o biênio 2009/2010, sendo reeleito para o biênio 2011/2012.

Livros editados:

Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros – (1986) 6ª edição;
Che Ru, o Pequeno Brasiguaio (1989);
A Morada do Arco-Íris – em Volta Grande o maior tesouro das Américas
2ª edição (2006);
Kyvy Mirim, a lenda do pombero e do pé de tarumã (1997);
Ética na Política: entre o sonho e a realidade. (2001);
Marti – sem a luz do teu olhar (2007);
Chão do Apa – contos e memórias da fronteira (2010)


“SILVINO JACQUES, o Último dos Bandoleiros”

Em Sidrolândia (MS), em 30.05.86, lanço “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros”, que ganha a primeira menção honrosa no I Salão de Livros de Autores de Funcionários do Banco do Brasil. A obra relata as ações guerrilheiras e de banditismo de um afilhado de Getúlio Vargas, com enfoque especial nos atropelos da Revolução de 32 em Mato Grosso, sua participação na formação dos latifúndios e na concentração de riquezas e poder, e sua morte em perseguição por Orcírio dos Santos, pai do nosso atual Governador e colega de Banco do Brasil, Zeca do PT.
Por determinação judicial a obra é apreendida, e depois de seis anos de pendenga judicial o livro é liberado para o público pelo Tribunal de Justiça do Estado. Em 1992 fui eleito Presidente da Academia Douradense de Letras, e no mesmo ano fui convidado para participar do 58º Congresso Internacional de Escritores, promovido pelo Pen Club International, no Rio de Janeiro (RJ). Nesse evento foi adotado por essa entidade, ligada à ONU e com sede em Londres (UK), devido a perseguições que sofri por relatar a violência pratica por um afilhado de Getúlio Vargas na formação dos latifúndios no sul do antigo Mato Grosso.
6ª edição, independente, 2012, 296 p.

“CHE RU, o pequeno brasiguaio”

Em maio de 1989 foi lançado o livro de contos: “Che Ru, o Pequeno Brasiguaio”, onde registro os costumes e os entreveros peculiares das fronteiras entre o Brasil e o Paraguai. Lembranças da infância e de outros tempos, retratados numa linguagem simples e recheada de informações sobre o guarani, a língua do cotidiano dessa região fronteiriça.
1ª edição, independente, 88 p.



“KYVY MIRIM, a lenda do Pombero e do pé de tarumã”

Em 18.05.97, durante a I Feira Interamericana do Livro realizada em Curitiba (PR), lancei o livro infanto-juvenil Kyvy-Mirim, em parceria com a ilustradora Márcia Széliga. A obra, uma das lendas indígenas da Mitologia Guarani, relata que Kyvy Mirim é a terceira essência da alma, que regula as nossas emoções, e que, através de um ritual ao redor da árvore yvyrá pajé, adquire os poderes do pombero, que se transforma em qualquer coisa da natureza. A obra tem como objetivo despertar o interesse dos jovens pela vivência dos povos das florestas (denominados avás) na busca de criar uma consciência contra a destruição ecológica. Em 10 e 11 de outubro de 1997, Kyvy Mirim foi lançado em São Paulo (SP), na Livraria Horus.
1ª edição, independente, ilustrado, 1997, 34 p.
 

“ÉTICA NA POLÍTICA – entre o sonho e a realidade”

Hoje se fala tanto em combate à corrupção política. Em 1991, fundei o Metra – Movimento de Moralização e Ética no Trato da Coisa Pública. A obra relata como surgiu o movimento e suas ações. O Metra foi o primeiro movimento social legalizado, criado no mundo, com essa finalidade e sua semente germinou. Hoje todos se mostram indignados com a corrupção no Brasil. As mensagens de conscientização política, disseminadas pelo Metra, vêm, em conjunto com outras entidades da sociedade civil organizada, aos poucos, mudando o sistema de se fazer política. A obra me custou muita perseguição, tendo que me “exilar” no Nordeste; perdi a carreira no Banco do Brasil, além de sofrer violento atentando em maio de 2006.
1ª edição, independente, 2002, 164 p.

A MORADA DO ARCO-ÍRIS em Volta Grande o maior tesouro das Américas”
Em 1987, como pesquisador da história pré-colombiana, iniciei trabalhos de escavação arqueológica na região de Volta Grande, próximo a Caxambu do Sul (SC), em ruínas de pedras de uma antiga civilização pré-incaica, colhendo, entre os achados, peças de cristal lapidadas e tambetás guaranis. Em 1993 lanço esta obra que relata as aventuras da descoberta, quando ocorreram fenômenos de paranormalidade e ufologia, presenciadas por mim e por colonos da região, provocando muita polêmica entre os estudiosos, principalmente quando o fato é divulgado pela TV Bandeirantes. Em 05.11.94 as ruínas em Volta Grande são visitadas e filmadas pela equipe russa da Dra. Eva Markova, que confirma a importância da descoberta, fato divulgado pela RBS. Nesta obra também relato a luta contra a corrupção nos bastidores administrativos do Banco do Brasil, prenúncio da transformação ética e moral que o ser humano vai sofrer a partir da virada do milênio.
2ª edição, independente, 2006, 216 p.

“MARTÍ – sem a luz do teu olhar”
Romance que relata os problemas sociais e cujo enredo se desenvolve parte em Campo Grande e boa parte em Dourados (MS). O enfoque central é a violência contra a mulher; a que vem pela mão do homem e a que lhe atinge pela genética, como o transtorno bipolar. A discriminação racial, a degradação do meio ambiente, a criminalidade e a ação da Segurança Pública, bem como os relacionamentos amorosos em busca da felicidade. As belezas naturais da cidade de Dourados e sua classe média estruturada, com suas virtudes e mazelas. Um retrato do final da década de 1990 e do começo do terceiro milênio.
1ª edição, independente, 2007, 200 p.

“CHÃO DO APA – contos e memórias da fronteira”
A fronteira, um espaço multicultural, é quase um país independente, onde permanecem cristalizadas as lembranças da infância. A violência e as tradições diferenciadas são as marcas da região. Mesmo com o processo de globalização não há como se ignorar as fronteiras, a não ser com um sentimento fraternal de povos irmão. A Guerra do Paraguai deixou marcas indeléveis, que mostram que o fratricídio não dá a vitória a ninguém. Resgate de fatos ocorridos desde a Grande Guerra até os dias atuais é o que esta obra relata, numa linguagem tipicamente fronteiriça. O baile carapê, a Semana Caru, o Mata-Sete, as águas do Apa, tudo se entrelaça em suas páginas.
1ª edição, independente, 2010, 200 p.


Brígido Ibanhes
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