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10 JOVENS ESCRITORES BRASILEIROS QUE VOCÊ PRECISA [DESESPERADAMENTE] CONHECER [ PAOLA RODRIGUES]

10 JOVENS ESCRITORES BRASILEIROS QUE VOCÊ PRECISA [DESESPERADAMENTE] CONHECER

POR PAOLA RODRIGUES 

Artigo publicado no site Obvious

Me perdoem os clássicos, mas evoluir é preciso. Desde que comecei a me aventurar pelo calmo mar da literatura brasileira, vários indagamentos quanto ao estilo e as tendências do cenário nacional tem me atordoado. Parece que nossa geração esqueceu da própria literatura e tem buscado títulos no exterior, quando existe uma farta qualidade por aqui, logo ali na esquina.

Após a fatídica noticia que Machado de Assis foi adaptado e toda a repercussão negativa sobre isso, me ocorreu que uma boa lista com o que há de novo na literatura brasileira é bem-vinda, não só para apresentar escritores fantásticos, como para lembrar que ainda existem boas histórias no português brasileiro.


Noites de Alface, de Vanessa Barbara 

Sinopse: Noites de alface é um romance que trata de perda, solidão e das convivências diárias triviais, às quais se pode resumir e encerrar uma vida inteira. Até a inesperada morte de Ada, com quem Otto estava casado há mais de 50 anos, os dois compartilhavam cada detalhe de sua rotina banal: a disputa do pingue-pongue, os cuidados com o jardim, o preparo de couve-flor à milanesa, as longas noites de documentários sobre o reino animal. Agora, a solidão de Otto ocupava uma “casa de gavetas vazias”. Arrasado, ele se recusa a interagir com os habitantes da minúscula cidade onde mora. Refugiado na casa amarela onde haviam morado tanto tempo juntos, Otto tenta ruminar sozinho o passado. Mas a cada contato com os conhecidos da vizinhança, parece mais convencido de que, apesar da sutil normalidade, há um mistério no ar, que acaba por preencher sua vida vazia sem Ada. Pouco a pouco, inspirado pelas séries policiais que adora, Otto vai juntando pistas de um mistério, um incidente obscuro que a comunidade procura ocultar. Sua insônia vai piorando; as noites são cada vez mais longas. Talvez a esposa estivesse envolvida. Ou talvez Otto é que esteja ouvindo coisas. Entre ruídos de liquidificador, latidos, discussões e chineladas, o suspense vai encurralando o solitário morador da casa amarela, que precisa decidir se quer ou não saber a verdade.

Autor: Vanessa Barbara nasceu em junho de 1982 no bairro do Mandaqui, em São Paulo. É jornalista, tradutora e escritora. Publicou O livro amarelo do terminal (Cosac Naify, 2008, prêmio Jabuti de Reportagem), o romance O verão do Chibo (Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia), o infantil Endrigo, o escavador de umbigo (Editora 34, 2011), ilustrado por Andrés Sandoval e o romance Noites de alface (Alfaguara, 2013). Como tradutora, recentemente lançou sua versão de O grande Gatsby (Penguin/Companhia das Letras). É editora do site A hortaliça, tradutora e preparadora da Companhia das Letras, colunista do International New York Times e cronista do jornal Folha de S.Paulo.

Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari

Sinopse: Difícil dizer o motivo que levou Magnus Factor a prolongar sua curta estadia em Dublin, Irlanda, para uma residência fixa e negócio próprio na capital mundial da cerveja escura e da briga de rua. Fácil é precisar o momento embaraçoso em que tudo aquilo havia acontecido. Um milk-shake e duas palavras erradas de uma eslava, às vezes é tudo que basta para o sujeito ficar onde está. Numa encruzilhada de turistas e imigrantes, Magnus abre uma agência de passeios por locais mal-assombrados de Dublin, todos inventados por ele. Seus sócios vêm da Polônia e das ilhas Maurício, e mesmo o único irlandês do grupo, contratado para dar autenticidade à iniciativa, se diz nascido na “República de Cork”. É o pretexto para Daniel Pellizzari, de volta à ficção após oito anos, criar em torno de Magnus um espiral de loucura e desespero que vai envolver terrorismo poético, cultos obscuros, traficantes gregos, um antigo deus cobra irlandês e um pouco do velho e bom amor itinerante.

Autor: Nasceu em Manaus, em 1974, e é escritor, tradutor e editor. Em Porto Alegre, fundou com os amigos Daniel Galera e Guilherme Pilla a Livros do Mal, editora por onde publicou seus primeiros volumes de contos, Ovelhas que voam se perdem no céu (2001) e O livro das cousas que acontecem (2002). Publicou também o romance Dedo negro com unha (DBA, 2005). Traduziu obras de autores como William Burroughs, David Mitchell e David Foster Wallace. Em 2012, lançou em seu site a antologia Melhor seria nunca ter existido (Livros do Mal 2.0). Atualmente, mora em São Paulo.


Quiçá, de Luisa Geisler

Sinopse: A obra Quiçá é protagonizada pelo jovem Arthur, parente do interior, anatematizado pela família, e Clarissa, a solitária prima de 11 anos, boa aluna e boa filha. O primo passa a ser, com o decorrer das semanas, o único olhar a definir e entender Clarissa, ante a discreta desconfiança dos pais da menina, ausentes do seu dia a dia. As cenas fragmentárias do romance revelam vidas descosidas umas das outras: nas relações a dois, nas relações familiares e nas amizades, tudo soa precário. Mesmo a ligação que une Arthur e Clarissa não se dá por inteiro, e alguns segredos desconfortáveis assomam como breves fantasmas ao longo do texto. Uma reunião de Natal, a que toda a família comparece sem vontade, apenas sublinha o esgarçamento do tecido que uma vez os uniu.

Autor: Atualmente, ela é colunista da página final da revista Capricho. Luisa nasceu em 1991 em Canoas, RS. Contudo, passa boa parte do seu tempo em Porto Alegre, estudando Ciências Sociais (UFRGS) e Relações Internacionais (ESPM/RS), e escrevendo sentada no chão do metrô. O livro de estreia de Contos de mentira (Record, 2011) — foi escolhido pelo Prêmio SESC de Literatura 2010/2011 na categoria conto. No ano seguinte, o mesmo prêmio escolheu sua novela de estreia — Quiçá (Record, 2012) — na categoria romance.


Diário da Queda, de Michel laub

Sinopse: Um garoto de treze anos se machuca numa festa de aniversário. Quando adulto, um de seus colegas narra o episódio. A partir das motivações do que se revela mais que um acidente, cujas consequências se projetam em diversos fatos de sua vida nas décadas seguintes - a adolescência conturbada, uma mudança de cidade, um casamento em crise -, ele constrói uma reflexão corajosa sobre identidade, afeto e perda. Dessa reflexão fazem parte também as trajetórias de seu pai, com quem o protagonista tem uma relação difícil, e de seu avô, sobrevivente de Auschwitz que passou anos escrevendo um diário secreto e bizarro. São três gerações, cuja história parece ser uma só; são lembranças que se juntam de maneira fragmentada, como numa lista em que os fatos carregam em si tanto inocência quanto brutalidade. Numa prosa que oscila entre violência, lirismo e ironia, com pausas para uma neutralidade quase documental na descrição de cheiros, gostos, sons, fatos e sentimentos, Diário da queda - livro selecionado pela Bolsa Funarte de Criação Literária - é uma viagem inusitada pela memória de um homem no momento em que ele precisa fazer a escolha que mudará sua vida.

Autor: Nasceu em Porto Alegre, em 1973. Escritor e jornalista, publicou cinco romances, ganhou os prêmios Bienal de Brasília e Bravo/Prime, foi finalista dos prêmios São Paulo de Literatura, Portugal Telecom e Zaffari/Bourbon e será adaptado para o cinema. É um dos integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, da revista inglesa Granta. Diário da queda teve os direitos vendidos para onze países.

A festa é minha e eu choro se eu quiser, de Maria Clara Drummond 

Sinopse: “Quanto mais você se aproxima de ser um adulto bem sucedido mais você se afasta da felicidade.” Davi, o narrador do livro de estréia da jornalista carioca Maria Clara Drummond, sabe exatamente o que está atraindo para sua vida quando aceita uma proposta de emprego que se encaixa com suas aspirações e se muda do Rio de Janeiro para São Paulo. À medida que sua carreira deslancha, a angústia e as incertezas aumentam, alojado de maneira incômoda no seu flat minimalista e clean. O que torna Davi um narrador tão cativante não é o fato de encarar uma crise existencial em meio a antidepressivos, vernissages e bebedeiras, mas o quanto ele está ciente do processo pelo qual está passando, mesmo sem conseguir controlar muito bem sua necessidade de estar ao mesmo tempo dentro da cena e fora dela, de querer participar do universo cheio de glamour que sua fama recém adquirida lhe proporciona e ao mesmo tempo desprezar todo esse mundo de festas e drogas. “Você não vai abrir mão das suas regalias. São as festas, são as meninas, os amigos badalados (...) é receber uma proposta de trabalho em São Paulo por um salário muito melhor, em um cargo muito melhor (...) conhecer mais e mais gente e assim vai crescendo seu status e sua suposta felicidade, que na verdade já deixou de ser felicidade há muito tempo, lá na sua primeira conquista, e agora é só um turbilhão de acontecimentos instagramados que vão se multiplicando, porque você sabe que se parar por um minuto você não volta do seu buraco interno jamais.”

Autor: Maria Clara Drummond nasceu no Rio de Janeiro em 1986. Formada em jornalismo, já colaborou para diversas revistas, escrevendo sobre moda, história, literatura e cultura. Atualmente escreve para a Harper’s Bazaar Brasil. A festa é minha e eu choro se eu quiser é seu romance de estreia.


Não há nada lá, de Joca Reiners Terron

Sinopse: Qual a possível relação entre William Burroughs, Jimi Hendrix, Torquato Neto e Aleister Crowley? O terceiro segredo de Fátima, Billy-the-kid e Arthur Rimbaud? Numa declaração de amor aos livros e à literatura, Joca Reiners Terron evoca estes e outros personagens numa história que combina ficção científica, cinema, faroeste e poesia. Os devaneios de Guilherme Burgos, o encontro de Jaime Hendrix com Torquato Neto e a relação do ocultista Alistério Crowley com o 'astrólogo' Fernando Pessoa levam a trama por um labirinto de acontecimentos insólitos, que podem (ou não) conduzir o mundo ao Apocalipse.

Autor: Joca Reiners Terron nasceu em 1968, em Cuiabá (MT). Em 1998 fundou a editora Ciência do Acidente, na qual trabalhou como editor e pela qual publicou seu primeiro livro, a coletânea de poemas Eletroencefalodrama (1998). A casa editorial também lançou seu primeiro romance, Não há nada lá (2001), e seu segundo livro de poemas, Animal Anônimo (2002). Terron lançou os livros de relatos Hotel Hell (Livros do Mal, 2003), Curva de rio sujo (Planeta, 2003) e Sonho interrompido por guilhotina (Casa da Palavra, 2006), e três romances, além de Guia de ruas sem saída (Edith, 2012), graphic novel ilustrada por André Ducci. Em 2010, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de melhor romance por Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010). Seu último romance é A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves (Companhia das Letras, 2013).


Histórias de literatura e cegueira, de Julián Fuks 

Sinopse: A partir da vida e da obre dos escritores Jorge Luis Borges, João Cabral de melo Neto e James Joyce, O autor constrói pequenas histórias fragmentadas de possibilidades de momentos da vida de cada um. Cenas de criação de poemas, contos, ensaios e romances são abordadas sob uma visão original, construindo um ficção em cima da ficção.

Autor: Julián Fuks nasceu em novembro de 1981, em São Paulo. Filho de pais argentinos, foi repórter da Folha de S. Paulo e resenhista da revista Cult, além de publicar contos em diversas revistas e na antologia Primos: histórias da herança árabe e judaica (Record, 2010). É autor de Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7Letras, 2004), Histórias de literatura e cegueira {Borges, João Cabral e Joyce} (Record, 2007), finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti, e Procura do romance (Record, 2011).


O único final feliz para uma história de amor é um acidente, João Paulo Cuenca

Sinopse: Este romance de J. P. Cuenca se passa em um futuro próximo na cidade de Tóquio e é centrado na figura de Shunsuke Okuda, um jovem funcionário de uma multinacional. Conquistador inveterado, ele cria uma identidade para cada namorada que conhece nos bares do distrito de Kabukicho. Mas sua rotina é abalada pelo aparecimento de Iulana, uma garçonete por quem fica obcecado. Iulana é apaixonada por uma dançarina e mal fala japonês, mas nada disso impede que os dois mergulhem numa relação conturbada. O maior problema, contudo, é que estão sendo observados. O pai de Shunsuke, sr. Okuda, paira sobre o livro como uma figura onipresente e maligna que parece querer destruir qualquer chance de felicidade do filho. Operando um complexo sistema de espionagem, Okuda grava os passos de Shunsuke, e poderá pôr em perigo a vida do casal.

Autor: João Paulo Cuenca nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior e é autor dos romances Corpo presente (Planeta, 2003), O dia Mastroianni (Agir, 2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (Companhia das Letras, 2010), publicado também em Portugal, na Espanha e na Alemanha. Em 2007, foi selecionado pelo Festival de Hay e pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro como um dos 39 autores mais destacados da América Latina com menos de 39 anos. “Antes da queda” faz parte de seu próximo romance, a ser publicado em 2013.




O dia em que eu deveria ter morrido, de Javier Arancibia Contreras

Sinopse: Em O dia em que eu deveria ter morrido, um jornalista em busca de sua ex-mulher desaparecida misteriosamente mergulha em uma jornada de redenção que passará por uma pequena cidade sem nome, São Paulo e Istambul, onde o acaso fará dele protagonista de um incidente de proporção mundial. Transformar-se em notícia e celebridade internacional é apenas mais um elemento que faz com que sonho e realidade sejam separados por linhas tênues de uma mesma história. Sob os escombros do passado, o personagem nos contará as tentativas de acerto de contas com antigos fantasmas, materializados nas mulheres marcantes de sua vida: a mãe do melhor amigo de infância, a sobrinha de uma empregada do colégio de padres, uma prostituta de luxo em Istambul – todas presentes também, de alguma maneira, na figura atormentada da ex-mulher desaparecida.

Autor:Javier Arancibia Contreras nasceu em Salvador, BA, após sua família migrar do Chile durante o período de ditadura militar, mas vive desde a adolescência em Santos, SP. Escreveu os romances Imóbile (Editora 7Letras, 2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e O dia em que eu deveria ter morrido (Editora Terceiro Nome, 2010), premiado com uma bolsa literária do Governo do Estado de São Paulo. É também roteirista de cinema e, durante os anos em que trabalhou como repórter policial, escreveu um livro-reportagem/ensaio biográfico sobre o dramaturgo Plínio Marcos (A crônica dos que não têm voz, Boitempo Editorial, 2002).


O Código Élfico, de Leonel Caldela

Sinopse:Numa pequena cidade chamada Santo Ossário, vive Nicole, uma jovem vítima das mais improváveis lendas urbanas, com um passado misterioso envolvendo assassinatos e rituais a uma deusa oculta. Em Arcádia, um mundo habitado por elfos, vive Astarte, que diariamente treina arquearia e disciplina élfica, até o dia em que descobre a que é destinado: escravizar os humanos a mando da deusa Rainha, sua mãe. A cidade é o grande portal que une os dois mundos. Mas Astarte rebela-se contra os elfos e une-se a Nicole contra o mal da Rainha e seus seguidores. Um encontro explosivo que provará que qualquer um pode ser um guerreiro e lutar por aqueles que ama.

Autor: Leonel Caldela é autor da Trilogia da Tormenta, série de romances no maior cenário de RPG nacional, composta por O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus. Também escreveu O Caçador de Apóstolos e Deus Máquina, romances de fantasia medieval em universo próprio. Escreve, edita e traduz livros de RPG pela editora Jambô e é um dos autores do selo Fantasy – Casa da Palavra. Mora em Porto Alegre, mas sua mente e coração costumam estar em outros lugares.

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