Caneta de Graciliano Ramos some de exposição e curadora faz campanha por devolução [Nilson Hernandes e Márcia Abos]

Fernando Donasci / Agência O Globo
Caneta de Graciliano Ramos some de exposição e curadora faz campanha por devolução


por Nilson Hernandes e Márcia Abos

Objeto desapareceu na manhã da última terça-feira (18/09/2014), dia em que a mostra em homenagem ao escritor foi aberta em São Paulo. 

Após o misterioso sumiço de uma caneta que pertenceu ao escritor Graciliano Ramos, parte de uma exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, a mostra foi fechada temporariamente. Enquanto isso, a curadora faz campanha para tentar reaver o objeto, sem a intenção de criminalizar ninguém.

O objeto fazia parte de um ambiente que retrata o local de trabalho do escritor na exposição "Conversas de Graciliano Ramos", aberta ao público na última terça-feira no MIS. Segundo Selma Caetano, curadora da mostra, a produção sabe o dia e o horário em que a caneta desapareceu.

— Tanto eu como o André (Sturm, diretor do MIS) mapeamos tudo, pois a montagem ficou pronta às 23h da segunda-feira e as imagens (vídeo e fotos) antes da abertura indicam que o objeto estava lá. À tarde, não estava mais - conta Selma, que explica os caminhos para a devolução. — Quem pegou a caneta poderá devolvê-la em um pacote, envelope ou caixa de forma anônima.

‘Acredito que foi uma pessoa desavisada que fez isso. Normalmente o MIS distribui souvenir aos visitantes. Talvez achasse que aquilo era apenas figurativo, não pertenceu realmente ao escritor’

- Selma CaetanoCuradora da exposição Conversas de Graciliano Ramos, no MIS-SP

Para a curadora, a pessoa que retirou o objeto do lugar não tem a noção exata da importância da caneta no contexto da exposição, além do valor histórico da peça.

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