Márcio Jung [Poeta Brasileiro]

Márcio Jung -35 anos, formado em Administração, mora em São Miguel do Iguaçu no Paraná. Defino-me como um sujeito curioso e inteligente, gosto de assuntos relativos ao mundo do sobrenatural e de arqueologia entre outros interesses. 

Comecei escrevendo contos de literatura fantástica esporadicamente, aos 25 anos passei a escrever diariamente e aos 28 anos fiz as minhas primeiras poesias. Comecei a interessar-me por poesia no momento em que criei as minhas, antes disso eu não era um leitor assíduo dos poetas apenas dos prosadores e havia lido poucas poesias. Meus escritores favoritos são Edgar Allan Poe e Augusto dos Anjos. 

Já escrevi um livro de poesias que chama-se poesias pesadas, ele foi registrado e distribuído livremente na internet. Escrevi algumas crônicas para o site O minuto do saber, tenho um blog de poesias e contos e colaboro como roteirista para as hq’s contos do absurdo, contos sinistros e Black Rocket, além destas pretendo ser colaborador de outras hq’s. 

Conexão 

Liberdade, 
êxtase, 
comunicação,

expressão, 
movimento, 
adaptação,

sinais, 
sentimentos, 
situações. 

Dores que duram 

Como é dura 
essa dura dor, 
dói no peito, 
dói na alma, 
alma que adoece 
tão dura é a dor. 

Dores do mundo, 
dores que duram, 
tão duras que são 
demoram para passar.

Dores que duram 
duras que são.

Duras dores duradouras, 
dores duras, 
duradouras que são.

A dor é uma dureza 
e sendo durável 
torna-se mais dura ainda.

A maleabilidade 
da discursalidade.

A inafiançabilidade 
da inverificabilidade.

A inveridicidade 
da indissociabilidade.

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A inexorabilidade 
da durabilidade.

A portabilidade 
da insuportabilidade. 

A empregabilidade 
da desutilidade.

A indomabilidade 
da indomesticabilidade. 

A maleabilidade 
da solucionabilidade.

A falseabilidade 
da desconfiabilidade.

A inafiançabilidade 
da inconstitucionalidade.

A impressionabilidade 
da impronunciabilidade. 

O amaldiçoado 

Teriosvaldo vivia do comércio,tinha lá seus 40 anos,finos cabelos negros,rosto fino e marcado pelo tempo,no lado direito da face possuía um cicatriz proveniente de uma guerra na qual lutara, o sinal começava abaixo dos olhos e ía até o queixo. Era um homem franzino mas que não deixava-se amedrontar,era decidido,firme em seus princípios, pai amoroso e marido fiel. Ele voltava de uma longa viagem,sua carroça estava apinhada,transportava roupas,utensílios domésticos e plantas medicinais. A viagem de volta para casa duraria quinze dias e já estava a meio caminho da vila mansa. Precisava parar para descançar,além do mais, já era noite, então fez fogo e de repente um mago apareceu: 

-Dê-me sua lança eu quero-a. 


-Ela foi-me dada como presente, não entregarei-a para ninguém. Falou decidido. 

-Eu a quero! Disse vêementemente Alcabaz,ele tinha um olhar insano. 

Teriosvaldo segurou-a firmemente e correu em direção a Alcabaz que foi atingido no peito e gritou: 

-AAAAAhh! Seu rosto contorceu-se e ele suspirou. 

-Ah! O que você fez?! Sou um mago poderoso. Falou baixo. 

Caído ele esticou o braço direito e abriu a mão: 

- Condeno-o a vagar pelo inferno até que encontre a saída e que Chetá castigue sua alma. Então Alcabaz morreu. 

Assustado Teriosvaldo observou uma espécie de passagem sugá-lo para o inferno, enquanto gritava apavorado: 

-AAh! 

Chegou em um local que mais parecia um deserto de terra e a sua frente viu um alto paredão de fogo. 

-Onde estou? Que lugar é este?! Falou agoniado. 

Uma voz vinda do paredão de chamas falou: 

-Você está no inferno, inseto miserável e eu sou Chetá, governante destas terras e senhor de tudo que rasteja no escuro. Agora va e procure pela saída. 

Ele vagou mas encontrou a saída e aquela experiência havia transformado-o, agora era um ser sombrio.


Amigos destrambelhados

Esse é desmiolado, 
aquele é míope, 
e aquele outro é surdo.


Um está gripado, 
o outro rouco, 
e aquele outro apaixonado.


Quem é quem nessa história?


A presente obra é composta por poesias pessimistas, otimistas, sociais, algumas biográficas, e duas poesias de literatura fantástica. O que predomina na obra é a desilusão. 
Nas poesias sociais evidencia-se minha preocupação com as questões sociais e espero que elas estimulem o senso crítico das pessoas. Nas poesias pessimistas o que aparece é a decepção e espero com elas levar um pouco de poesia para quem gosta e quem sabe encontrar pessoas que identifiquem-se com a obra.
Nas poesias otimistas mostro que mesmo com toda a desilusão ainda existe um fio de esperança, elas fazem um interessante contraste com o negativismo das poesias pessimistas, nestas e naquelas estão presentes as duas faces de um mesmo escritor. Nas poesias biográficas revelo aos leitores uma interessante personalidade. Nas duas poesias de literatura fantástica estimulo a imaginação daqueles que gostam do gênero que, diga-se de passagem, é o meu favorito.
Os desiludidos, os leitores de Augusto dos Anjos e os fãs da literatura fantástica irão gostar do livro.

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Perfil de Márcio Jung
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Márcio Jung
Todos os direitos autorais reservados ao autor.

2 comentários:

Geni Helena disse...

Poesias nas quais transparecem os sentimentos.

Geni Helena disse...

Poesias nas quais transparecem os sentimentos.