10 nômades digitais brasileiros que você precisa conhecer [Nômades Digitais]

10 nômades digitais brasileiros que você precisa conhecer



O trabalho à distância, aquele que pode ser feito a partir de sua casa ou de qualquer outro lugar do mundo, tem se popularizado um pouco por toda à parte, e o Brasil vai dando também os primeiros passos. Muitos brasileiros, apercebendo-se do potencial infinito da internet, decidiram deixar seus empregos convencionais e arriscar vender seu trabalho e talento remotamente, aumentando o leque de possibilidades e criando uma forma mais pessoal de trabalhar.

E o Nômades Digitais nasceu por isso mesmo, para mostrar que é possível aliar trabalho e viagem, rotina e novidade, esforço e felicidade. E também para mostrar que os melhores momentos do seu ano não precisam se resumir aos 30 dias em que tira férias, ou que colocar todas semanas um post no Facebook celebrando a chegada da sexta-feira pode não ser assim tão bom sinal.

Para o inspirar, apresentamos 10 casos de nômades digitais brasileiros, de diferentes áreas, talentos, credos e vontades, que provam que a vida tem tudo para ser aquilo que você quiser. 

1. 360 Meridianos

Luiza, Natalia e Rafael se conheceram enquanto faziam faculdade de Comunicação Social, na Universidade Federal de Minas Gerais. O gosto pelo jornalismo e pela escrita já vivia neles, mas um intercâmbio de seis meses na Índia e uma volta ao mundo durante 10 meses, mudou a vida que imaginaram ter. Por isso, hoje, o 360 Meridianos abre com uma frase matadora – “dizem que a vida é aquela coisa que passa enquanto a pessoa tenta ganhar dinheiro. Não para quem viaja”.

Mesmo considerando que viajar não precisa ser o sonho de todo mundo, e que não há nada de errado em querer passar a vida inteira no mesmo lugar, quem não fica pensando se está realmente vivendo ou apenas seguindo essa busca louca por dinheiro suficiente para fazer, no dia seguinte, exatamente o mesmo que no dia anterior? Quem não gostaria de trocar os deslocamentos de carro ou ônibus e o tempo perdido no trânsito por mais umas horas com os filhos, por mais umas horas para se dedicar a um hobby, à cozinha ou à leitura?

O 360 Meridianos, feito por estes três brasileiros, pode te ajudar nisso – “O que você deve saber antes devirar um nômade digital” ou “Como ser um nômade digital no século XXI” são alguns exemplos do que você pode descobrir por lá. 

Fotos © 360 Meridianos 

2. Débora Garcia

Débora Garcia nasceu no Rio de Janeiro e é a prova viva de que aquele papo de que criança que faz muitas mudanças na infância acaba virando traumatizada não é verdade. Pelo menos, não sempre.

Habituada a ver sua vida metida em caixotes de papelão, ela tomou gosto por isso e, apesar de ainda ter tentado um trabalho fixo, das 8h às 17h, Débora percebeu o óbvio – se ninguém dependia da presença dela no escritório, se nada ia mudar por ela chegar às 8h em ponto ou às 8.27h, pra quê toda essa inflexibilidade?

Professora de inglês, apaixonada pela língua, estava acostumada aos horários variáveis, conforme as necessidades dos alunos que ia tendo. Depois de muitas viagens, uma com seu companheiro, decidiu voltar ao Rio para preparar o terreno para se tornar nômade digital. Foi com ele que criou a Revista em Viagem, onde compartilha em um diário pedaços dessa experiência transformadora.


Fotos © Revista de Viagem 

3. Bárbara Rocha e Vagner Alcantelado

Cariocas de gema, mas cidadãos do mundo por opção. Ela jornalista e produtora cultural, ele filmmaker, fotógrafo e publicitário, aliaram suas paixões para sair pelo mundo oferecendo seus serviços a cada cidade visitada ou, claro, trabalhando remotamente para o Brasil.

A aventura, muito mais do que uma viagem, vai dar origem a uma série sobre viagens para TV (que já está rodando, com a primeira temporada na Nova Zelândia), um blog, com textos, vídeos e fotos sobre lugares que muitos de nós nem sonhamos pisar, e um documentário. Depois dos mais de 30 mil quilômetros documentados na Nova Zelândia, os dois chegaram em julho à Ásia, onde vão desbravar os caminhos de Vietnã, Laos, Cambodja, Filipinas, Indonésia, Malásia e Singapura, além da Tailândia, onde estão agora.

Para acompanhar tudo, é clicar aqui, no Melhores Momentos da Vida (e são mesmo!). 

Fotos © Melhores Momentos da Vida via Flickr 

4. Fernanda Neute

Formada em publicidade, Fernanda Neute sempre achou que era com isso que queria trabalhar na vida, até perceber que, mais do que comerciais, ela se interessava por pessoas, pelas reações que determinadas coisas provocam nelas e pelos motivos que levam uma pessoa a se sentir feliz e realizada, que podem ser os mais variados.

Assim nasceu o FÊliz com a Vida!, um blog sobre felicidade e sobre tantas outras coisas do nosso cotidiano. Fernanda deixou São Paulo, se lançou no arriscado, mas gostoso, mundo do nomadismo digital e descobriu várias coisas interessantes, como que “suas viagens podem estar te enganando” ou mesmo que deixar o emprego e viajar pelo mundo nem sempre é a solução. 



5. Alana Trauczynski

As motivações para uma pessoa decidir viajar o mundo podem ser várias. A de Alana foi encontrar um propósito, uma vocação. Descobrir seus talentos em uma viagem ao redor do mundo parece arrojado, mas a verdade é que a viagem acabou em livro, que por sua vez virou um site, o Recalculando a Rota.

O nome vem precisamente dessa ideia de procurar um caminho, ou recalcular, tal como um GPS quando você se engana na direção, e hoje ele se tornou um espaço para que outras pessoas tracem suas próprias rotas. Além disso, Alana Trauczynski usa outros espaços na internet para chegar às pessoas, como esse mesmo que você está lendo. Vale a pena ler os textos que a autora escreveu para o Nômades Digitais, que estão aqui. 




6. Paula Guimarães e Renan Baptista

O caso desta dupla de brasileiros vai mais longe. Eles não trabalham remotamente para poder viajar pra qualquer lugar – eles vivem da viagem. Há alguns meses, decidiram deixar seus empregos em São Paulo, depois de sentirem que a cidade exigia coisas que eles não podiam dar. Juntaram suas economias, compraram um carro a que chamaram de Brasileirinho (e onde dormem várias vezes) e partiram à descoberta do mundo com um objetivo: entrevistar pessoas felizes nos cinco continentes. A internet serve para ir contando a experiência em Outsiders Brazil.

À pergunta “mas e o que farão quando voltarem?”, já que a viagem deve durar cerca de três anos, respondem que este é o modelo de vida que querem seguir e, por isso, vão se reinventando, desenvolvendo a escrita, a fotografia ou a produção de vídeo.

Escreveram pra gente um pouquinho dessa experiência arrebatadora aqui. 


Fotos © Outsiders Brazil 

7. Marcus Lucas

Foi um dos primeiros brasileiros a seguir a trilha deixada pelo livro “Trabalhe 4 Horas por Semana”, de Tim Ferriss, que, aliás, é um dos livros que mudou a vida dos criadores do Nômades Digitais (escrevemos sobre ele aqui). Apaixonado pelo Brasil, entendeu ainda assim que o mundo tem muito para oferecer e que vantagens como moedas com menos valor que o real, paisagens de tirar o fôlego, liberdade, possibilidade de aprender idiomas, entre outras, eram mais fortes que a vontade de ficar. As taxas e impostos no Brasil foram outras dificuldades difíceis de contornar.

Após ter morado nas Filipinas e Japão, veio com ideias tão diferentes que se tornou empreendedor digital, sendo criador de diversos projetos e produtos pra internet e se mantendo em constante atualização. Tem um dos seus “escritórios” favoritos em uma praia paradisíaca na Tailândia e mantém um blog, o Libertação Digital, onde não só conta sua experiência como faz o possível para inspirar outras pessoas a serem o que realmente são. 


Foto: Reprodução 

8. Rachel Paganotto e Leonardo Spencer

Eles trabalhavam no mercado financeiro quando decidiram deixar de adiar os sonhos. Talvez por “defeito” profissional, a maior dica que eles dão é: planejamento. No site da viagem, a planilha com os gastos é tão detalhada que inclui até as barras de cereais ingeridas a cada dia. Antes mesmo de sair pelo mundo (apontando para uma viagem de três anos), o casal, que viaja de carro, já tinha todo o dinheiro de parte, com uma folga para cobrir qualquer emergência. Mesmo assim, alugar o apartamento que têm em São Paulo garante a renda fixa que os deixa ainda mais tranquilos.

Depois de já ter percorrido América e Europa, e ainda com África, Ásia e Oceânia e dois anos de viagem pela frente, Rachel e Leonardo conseguem juntar uma grana através de um blog e página de Facebook, o Viajo, Logo Existo, que aos poucos foi chamando a atenção dos internautas, entre textos e fotografias de qualidade, além do livro que editaram sobre viajar pela América. Hoje são já algumas marcas que os apoiam, seja em roupas, seja em materiais de manutenção do carro, e a ideia é não parar por aqui. Assim, o casal se tornou nômade digital e investe cerca de quatro horas por dia na atualização de suas redes de comunicação. 

Então fica a dica: além do planejamento, ter uma renda fixa garantida antes de partir ou tentar apoios durante a viagem é um ótimo ponto de partida. 

 
Fotos © Viajo, Logo Existo 

9. Bruna Caricati

“Não precisa ser milionário, basta ter foco”. Bruna Caricati também tem formação de jornalismo e chegou a ter experiências em ambiente de redação. Não conseguiu se acostumar ao fato de trabalhar entre quatro paredes, onde mal via o tempo lá fora, e à vida no mundo corporativo. Aí entra a parte do foco: no terceiro ano da faculdade e depois de uma viagem à Guiana Francesa para o TCC (sim, o gosto pelo desconhecido já fervia), Bruna começou a trabalhar como estagiária, guardando quase um terço da renda para um intercâmbio em Londres. Antes disso, tinha vivido um ano na Espanha, onde havia criado o Go to Gate, um blog de viagens pra exercitar a escrita e mostrar o que descobria.

Depois de Londres e do inglês, passou pela Itália pra estudar a língua, pela Bélgica por causa do francês e até pelo Uruguai, apesar de já falar espanhol. Pelo meio, para se manter, usava as poupanças e trabalhava como freelancer de texto, principalmente de viagem, para uma publicação brasileira. Decidiu voltar ao Brasil, mas apenas para fazer um MBA em Marketing Digital, com um objetivo: tornar o blog um site grande e viver dele. O MBA no próximo ano e Bruna seguirá pra Europa, sem datas de volta e sem planos. No braço leva tatuada a frase “on the road”, que é a sua forma de ver a vida.

No momento, faz também freela de texto, entre revistas customizadas e de comunicação interna, para juntar grana para viajar. Diz que, ao contrário do que muitos pensam, planejada o futuro e tem até uma certeza: mesa de escritório não. 


Fotos © Bruna Caricati

10. Jaqueline Barbosa e Eme Viegas

Como não podia deixar de ser, os criadores do Nômades Digitais são uma inspiração constante para quem quer se entregar a uma vida mais cheia. E com uma particularidade – eles são um casal, o que torna o processo ainda mais desafiador e interessante.

A história de Jaque e Eme foi contada em vídeo pelo canal continuecurioso (dá uma olhada abaixo), antes mesmo deste site existir. Na época, eles já eram responsáveis por outros dois projetos na internet, em nada relacionados com viagem, o Hypeness e o Casal semVergonha. Hoje, com mais de 9 milhões de leitores divididos pelos três sites, aproveitam a vida – seja entre o moderno trânsito de bicicletas em Amsterdã ou por entre a beleza natural de Ilhabela – e o trabalho ao mesmo tempo. Podem passar entre 10 a 12 horas diárias trabalhando, mas também podem decidir parar para ver cenas como essa abaixo: 


Fotos: Reprodução

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