EU NÃO AMAREI VOCÊ PARA
SEMPRE!
por Carlos Mion
Artigo publicado no site Osegredo
Ele(a) prometeu amar você
pra sempre, ser fiel, carinhoso(a), romântico(a)…
Que cilada!
Mesmo não tendo capacidade
de sentir de fato o que é a eternidade, nós, seres humanos, insistimos em
deseja-la. Na prática, sabemos que não duramos muito, e esse é um dos grandes
motivos para apreciarmos tanto aquilo que nos transcende. Um grande exemplo
disso é o amor. Não sabemos de certo qual a sua dimensão, quanto dele se
possui. Dizemos apenas que é muito, pouco ou nada. Amor é emoção, é
incontrolável, é imensurável. Se é eterno ou não, ninguém pode afirmar, mas é
assim que o queremos, não é verdade? Para sempre.
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Tela RAQUEL GALENA |
Minha cidade não é uma
cidade, é um clã ou melhor uma tribo. Não temos língua pátria, temos um dialeto
exclusivo e puro. Somos apreciados pelo mundo a fora como seres
"DiouUU" ou seja, de outro planeta, porque entre nós pouca palavra
basta e se for apenas um pedaço, aí sim, é que se fala tudo.
Falamos de várias maneiras,
inclusive com as mãos e falamos muito alto, acho que o motivo, são os morros
que abafam nosso som. Em nosso linguajar podemos encontrar muitas ramificações
dialéticas, como por exemplo falar de trás para frente, falar a língua do P ou
falar por sinais e neste campo entram, pequenos toques, piscar de olhos,
trejeitos com a face, levantar a sobrancelha, cocar, lamber os lábios, tocar
suavemente ou mesmo beliscar o outro, isso depende da circunstância.
Colunas /
Raúl Allain
Sobre la peruanidad: “Constitución de la ortodoxia esencial fundamentada en el nacionalismo hegemónico” [Raúl Allain]
Sobre
la peruanidad: “Constitución de la ortodoxia esencial fundamentada en el nacionalismo
hegemónico”Por Raúl Allain (*)
La totalidad de ciudadanos singulares, desfilan
provistos de la civilización actual inmovilizada, condenada, por las
condiciones típicas de un condicionante electromagnético científicamente
avanzado, comprendiendo a la población inmersa en su ámbito mediante una conducción
científica deshumanizante, en un proceso que aliena por intermedio de una
estrategia eléctrica que se procrea de por sí obscura, consecuencia oculta tras
de los “grandiosos idearios”, reconocidos generadores del declive de una
verdadera categoría de ‘popularidad’. Se desarrolla de éste modo por la
estrategia científico-electrónica, que condiciona una oscura secta predispuesta.
Diagnosticaría científico socialmente: transgresión delictiva que parte casi
siempre de las configuraciones y emisiones magnéticas específicas de la Radio y
TV, además de la cierta relación con degradaciones deshumanizantes como la
pederastia y su manifestación pornográfica, ejemplo cotidiano de los últimos
tiempos en el Perú.
Estos fenómenos se ensamblan a la radioactividad transmisiva
que se programa desde los estudios de nuestra televisión que, por resultante
general, doblega nuestro cuerpo y espíritu, resultando ofensivamente inmoral.
De este modo, circulamos —en
condición práctica de individuos—
por calles concéntricas, comunales, barriales. Alienados por la actividad electromagnética
deshumanizante y en estado de un realismo kafkiano
además, debido a la circunspección del Estado que permite aún en estos días la
chismografía homosexualoide que aqueja al ciudadano peruano de a pie,
cotidianamente.
As mulheres poetas na literatura brasileira /
IRACY GENTILI /
NILZA BARUDE /
RENI CARDOSO /
Rubens Jardim
AS MULHERES POETAS NA LITERATURA BRASILEIRA (42ªpostagem) [Rubens Jardim]
IRACY GENTILI (1930-2002)
poeta e artista plástica, integrou o movimento Catequese Poética, iniciado em
1964 pelo poeta catarinense Lindolf Bell. Foi morar em Salvador na década de 70
e criou uma galeria de arte que acabou sendo ponto de encontro de muitos
artistas.Publicou Os Rumos(1964)
A tudo direi, sim,
Sem nenhuma importância.
Saberá alguém dos silêncios
dos cofres cheios de miçangas
Em símbolos de vidro, mais
que a verdade caberá.
André J. Gomes /
Colunas
Por um mundo com mais pessoas boas e menos gente “boazinha”. [André J. Gomes]
Por um mundo com mais
pessoas boas e menos gente “boazinha”.
André J. Gomes
Artigo publicado no site Conti outra
Por um mundo com mais pessoas
boas e menos gente “boazinha”.
Um dia acontece. Você
acorda, abre a janela e encontra um tempo feio como bronca de filho em mãe,
triste, dia de ser só. O céu cor de chumbo é um longo e imenso desamparo, a rua
está úmida, mais vazia que a primeira tarde depois do fim do mundo, e você tem
um desejo dolorido de voltar à cama, ao convívio das cobertas, ao escuro
silencioso da madrugada, ao útero materno.
Olhos d’água
A Serra do Estrago, no Brejo
da Madre de Deus, tem seus segredos, oásis escondidos na mata cerrada. Um dos
milagres da Natureza revela-se num fino fio transparente, sem compunção, saído
do centro da terra. Pulsa de uma fresta na rocha e escorre, sereno, em majestoso
véu, com ligeiras ondulações.
Ladeado de pedregulhos
desce, em correnteza, de uma altura considerável, como lágrima de alegria,
diante da necessidade saciada do homem.
No poço formado no terminal
da laje águas e lavadeiras se misturam em comunhão. As crianças molham-se
desfrutando o frescor dos pingos. Risos se ouvem como música de duendes meio ao
verde do mato.
Cristalina a importância
perante a sede do mundo. O líquido vital, mensageiro da fertilidade da terra,
serpenteia a vegetação rasteira, umidifica a terra para o plantio do alimento e
não vai longe.
Poesia
em profusão
por Leonardo Davino de Oliveira[1]
Profusão é excesso. Em
tempos de facilidades da disseminação daquilo que chamamos poético, o excesso,
o dispendioso e a liberalidade pautam a poesia feita. Em tempos líquidos, a
poesia escorre de um suporte a outro com a mesma rapidez com que a palavra é usada,
manipulada, trocada, publicada, postada. Tudo aos montes, aos muitos. Como dar
conta? Como segurar o que não tem governo? E o que é poesia nesses tempos de
transmissão de desejos, de transfusão de afetos, de proliferação do chamado
poético? É deixar-se (quase) arrebentar por aquilo arrebata, responde Igor
Dias; é o pão profano, fala Léo Rossetti; é amar humores, diz Flávio Morgado; e
é o temporário, sugere Moisés Guimarães. Esses quatro poetas - em trocas via
mídias digitais e encontros presenciais (de respiração) - estão juntos nessa
tentativa de fazer poesia em profusão de meios, de mídias, de termos, de
definições, de comunicação. Se o que chamamos de mundo é esse abismo, esse
labirinto de atravessamentos, os poetas reunidos aqui se deixam atravessar, uns
pelos outros, inclusive, em poemas colaborativos. Flávio Morgado, Igor Dias,
Léo Rossetti e Moisés Guimarães se misturam e se perdem um nos outros,
adensando a permissividade contemporânea. E o que é o contemporâneo? O a vir. O
estar a vir dos portugueses? O que é porque já foi.
Marcelo Augusto Ferrari Rissi /
Resenha
Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras [Marcelo Augusto Ferrari Rissi]
Título:Adagio ma non tropo
e outras canções sem palavras
Autora: Angélica Amâncio
Ano: 2015
Páginas: 91
Editora: Multifoco
Resenha: Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras
por Marcelo Augusto Ferrari Rissi
Após alguns dias de ansiedade, finalmente chegou-me pelo correio, no último dia 13 de outubro, o livro de poesias da minha estimada amiga mineira Angélica Amâncio, intitulado "Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras".
Cuida-se de obra que, embora recém lançada, reúne 42 (quarenta e dois) poemas de um elogioso trabalho poético desenvolvido pela autora ao longo de 13 (treze) anos (de 2002 a 2015, mais precisamente).
Autora: Angélica Amâncio
Ano: 2015
Páginas: 91
Editora: Multifoco
Resenha: Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras
por Marcelo Augusto Ferrari Rissi
Após alguns dias de ansiedade, finalmente chegou-me pelo correio, no último dia 13 de outubro, o livro de poesias da minha estimada amiga mineira Angélica Amâncio, intitulado "Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras".
Cuida-se de obra que, embora recém lançada, reúne 42 (quarenta e dois) poemas de um elogioso trabalho poético desenvolvido pela autora ao longo de 13 (treze) anos (de 2002 a 2015, mais precisamente).
Colunas /
Humberto Pinho da Silva
SOARES DOS REIS - O MAIOR ESCULTOR PORTUGUÊS SUICIDOU-SE HÁ 128 [Humberto Pinho da Silva]
SOARES
DOS REIS - O MAIOR ESCULTOR PORTUGUÊS SUICIDOU-SE HÁ 128
Por
Humberto Pinho da Silva
Em
vésperas de Santo António, o atelier de Soares dos Reis, sito na rua de Camões,
em Gaia, engalanava-se para receber visitas. Arrimavam-se as esculturas,
cobriam-se de panos brancos, os esboços, penduravam-se vistosos balões,
acendiam-se as velas e, para concluir, o artista suspendia enfeites, de papel
crepe, de várias cores.
Sobretarde,
ao declinar do dia, chegavam os convidados, entre eles, apareciam: Henrique
Pousão, Souza Pinto, Tomás Costa, Teixeira Lopes, Marques Guimarães, Diogo José
de Macedo.
Serviam-se,
em bonitas bandejas de porcelana, doce de chã da “ Palaia” - estabelecimento
que ficava na rua do Bonjardim, no Porto, - e biscoitos de Valongo; abriam-se
garrafas de “Porto”, da Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Alto
Douro; e quando a festa atingia o auge, o anfitrião dedilhava, nas cordas de
velho violão, trechos da “ Marcha de Luís XIV”.
Conversava-se
sobre Arte, e de conhecidos artistas plásticos que residiam na Cidade da Luz;
os que pretendiam estar à la page, liam e comentavam o folhetim de “ A
Palavra”, onde experimentado jornalista, desassombradamente, desancava na política
e nos políticos da capital.
Eram
festas modestas, mas de intelectuais, onde imperava respeito e dignidade.
Tinha
o escultor índole amarga, frontalidade que se confundia de grosseria e
agressividade. Os íntimos - e pouco mais, - conheciam-lhe o coração terno e a
apurada sensibilidade hipersensível.
Insignificante
falta de atenção, frase não concluída, era bastante para o deixar em atroz
ansiedade.
Tinha
Soares dos Reis numerosos detratores. Contribuiu para isso, o jeito agreste e
rude como se exprimia.
Frequentemente
citava Boileau: “ Un sot, trouve toujours un plus sot qui l’admire”.
Ao
analisar trabalho alheio, não se inibia de declarar, se não fosse de seu agrado:
“ É uma borracheira! …”
Detestava
os políticos, mormente os hipócritas, que para ele eram quase todos;
considerava-se democrata e católico, mas poucas vezes ia à missa. Escrevia
muito pouco e carteava-se ainda menos.
Em
dias santos realizava longos passeios a pé- Ia a Paço de Rei, Quebrantões,
Gervide e Lavandeira. Levava casaco comprido, bota-de-elástico, nada cuidadas,
e cabelo desamanhado.
Fascinava-se
com a beleza campestre, o sossego das bouças, o trinar dos passarinhos, o
sussurrar embalador dos córregos e a beleza das flores silvestres que
atapetavam os verdes campos de Oliveira do Douro.
Protocolos
Chega de meras formalidades sociais. Basta de tantos protocolos. A mim, interessam as espontaneidades. Ou oferece-me o que se tem de melhor, os sorrisos e as conversas sem rumo, ou não interrompa meus silêncios.
Quanto aos seus silêncios, colecione-os como quiser ou como puder: cada um que se aguente, que tolere as próprias manias, mas não queira estender a mim as práticas típicas de repartições monótonas. Não tenho vocação para nada do que é repetitivo.
Chega de meras formalidades sociais. Basta de tantos protocolos. A mim, interessam as espontaneidades. Ou oferece-me o que se tem de melhor, os sorrisos e as conversas sem rumo, ou não interrompa meus silêncios.
Quanto aos seus silêncios, colecione-os como quiser ou como puder: cada um que se aguente, que tolere as próprias manias, mas não queira estender a mim as práticas típicas de repartições monótonas. Não tenho vocação para nada do que é repetitivo.
Se as palavras que foram
pensadas e levadas à ponta da língua não se adaptam aos olhos nos olhos, e são
engolidas à seco, que nem se atrevam ao toque da ponta dos dedos. Meus ouvidos
não interpretam o som sem ritmo das teclas que pautam as conversas de hoje. E
meus olhos não distinguem muito bem as nuances que poderiam ser ouvidas.
Tenho problemas de adequação a essa preguiça que assola seus dias e impede cafés e cheiros. Ainda prefiro as correrias de abraços furtivos e beijos roubados, displicentes, mas presentes. Perpétuos lampejos na memória de quem sabe o que quer ou descobriu-se no meio do caminho.
Tenho problemas de adequação a essa preguiça que assola seus dias e impede cafés e cheiros. Ainda prefiro as correrias de abraços furtivos e beijos roubados, displicentes, mas presentes. Perpétuos lampejos na memória de quem sabe o que quer ou descobriu-se no meio do caminho.
Fernando Pessoa /
Poemas /
Portal Raízes
Sejamos simples e calmos como as árvores – Por Fernando Pessoa [Portal Raízes]
Sejamos simples e calmos
como as árvores – Por Fernando Pessoa
Por Portal Raízes
Alberto Caeiro, personagem
de Fernando Pessoa, nasceu em 1889 e morreu em 1915; nasceu em Lisboa, mas
viveu quase toda a sua vida no campo numa Quinta do Ribatejo e aí escreveu “O
Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e “Os Poemas em Conjunto”. Para Caeiro,
só existe a realidade mesma palpável, visível, percebida pelos sentidos. A
natureza, para ele, é perfeita, “ela não sabe o que faz”, não pensa e “por isso
não erra e é comum e boa”.
Segundo o poeta, “o único
sentido das coisas – é elas não terem sentido íntimo algum”. Ao negar o
mistério das coisas, Alberto Caeiro se torna diferente de todos os outros
heterônimos e do próprio Fernando Pessoa e seus discípulos; ele não quer que a
interferência da memória ou do pensamento no seu contato com a Natureza.
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