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Comida
Eu tenho
uma (entre outras) mania. Não sei se é boa ou ruim, mas é uma mania. Mania de
comparar o sexo com a forma com que a pessoa come. Acho que sexo e comida estão
intimamente ligados. E essa é uma teoria minha, diga-se de passagem.
Acredito
que aquela mulher que come sem nenhum prazer, sempre em dieta, muito mais pra
ficar em pé do que uma forma de cumplicidade com o seu corpo, na cama perpetua
essa ‘comilança’. Seu sexo sem prazer, contado nas calorias (“Será que estou me
exercitando?”), muito mais pra deixar de pé a sua relação com o outro ou com a
própria sexualidade, do que uma forma de intimidade com o seu corpo e o do
outro.
Acredito
que aquele homem que devora o almoço no intervalo que tem entre o trabalho e
dar uma corridinha na praia, quando está transando, devora a parceira no
intervalo que tem entre a cerveja com os amigos e o futebol.
Acredito
naquela pessoa que come cheio de trejeitos e talheres, quando chega no sexo
leva as informações de etiqueta à mesa. Qual garfo é o do peixe, qual copo é o
do vinho... Acredito também que quando a pessoa se lambuza pra comer, come com
as mãos e se diverte com a comida (tudo o que os pais receiam em fazer quando somos
crianças...), entre as paredes tal comportamento é perpetuado. Ela se lambuza,
come com as mãos e se diverte.
Vale
dizer que ao estudar psicologia e viver a vida, aprendi que devemos entender
que o ser humano não é um modelo cartesiano ou uma equação de matemática. Ao
falar deles, 1 + 1 pode ser igual a 2, pode ser metade de 4 ou ainda nada
disso. O que eu quero dizer? Que assim como toda a regra tem a sua exceção, minhas
teorias não foguem à regra.
Sexo virtual USB
Há um tempo li uma
matéria que me fez refletir bastante sobre o uso da sexualidade e do sexo
solitário. Se antes ele poderia ser chamado de 5 contra um, hoje a tecnologia
dá uma mãozinha para os homens sem companhia e lança no mercado um aparelho
chamado Real Touch, ou Toque Real, em português, se preferir.
Tal
parafernália foi inventada por um ex-engenheiro da NASA (com o devido respeito,
mas o cara devia estar querendo ajudar os outros homens a terem a chance de ir
à lua) e apesar de não ter chegado ao Brasil, promete esquentar muitos
computadores por aqui.
Estou
pensando numa forma mais ‘carinhosa’ ou menos agressiva de explicar o que seria
tal aparelho, mas a única maneira de me fazer entender é sendo clara e isso me
pede que eu diga que a idéia do inventor é fazer com que ao introduzir o
aparelho em uma porta USB do computador, o homem seja capaz de experiementar
sensações incríveis mesmo sem o toque de uma mulher. Entenderam né? Ainda não? Estou
falando de uma vagina USB.
O
negócio vai mais longe do que simplesmente isso. O aparelho conta com vídeos
pornôs (hetero ou homo) devidamente sincronizado com os movimentos feitos. A
idéia não é só assistir ao filme, mas fazer parte dele. É a possibilidade de sentir
aquilo que se vê. E o negócio é moderno: conta com entrada ajustável para
diferentes tipos de penetração, reservatório interno de lubrificante e
temperatura regulável com a finalidade de imitar a temperatura corporal humana.
A
tecnologia se surpreende e modifica as regras do jogo. Se antes sexo virtual
era feito visitando alguns sites pornográficos, hoje é só ligar o dispositivo
no computador e participar ativamente de todo o processo. Pros desavisados,
pode parece que não valorizamos mais o trabalho feito artesanalmente, quando,
na verdade, é só o campo da sexualidade que está sendo invadido por tamanha
tecnologia. É o virtual se aproximando do real. Ou seria o contrário? Só não
vale se os homens começarem a procurar uma porta USB na hora em que estiverem
com uma mulher de verdade, esperando ser reconhecidos.
É
chegada a época em que os homens poderão ter o próprio consolo inteligente e
não só algo emborrachado, seco e sem graça e as mulheres poderão se livrar de
tantas dores de cabeça. Mas deixo uma pergunta: Será que isso é liberdade
sexual ou escravidão na nossa própria forma de nos relacionarmos sexualmente?
1 + 1 = uma multidão
Vamos combinar uma coisa a partir de
hoje? Somos uns dos poucos animais que sabemos do prazer e nos perdemos nele e
dele. Algumas pessoas sabem do prazer que a comida traz, comem sem parar e se
sentem infelizes com o resultado desse descontrole. Outras já ouviram falar dos
prazeres do sexo e estão brincando de esconde-esconde até hoje.
Vou me deter (ou tentar, pelo menos) a
falar sobre o prazer sexual. Estamos vivendo a orgasmocracia onde todos têm
mais do que direitos, mas deveres em sentí-los. Sim, a frase é no plural mesmo. Temos
que ser multiorgásmicos: homens e mulheres, claro. Não importa a
disponibilidade fisiológica. Nesse regime ditatorial, onde tudo se transforma
em desejo, as pessoas se usam para demonstrar o quanto são prazerosas e
sexualizadas, sexuadas e satisfeitas. Acontece que a libido não é tão linear
assim como parece ser e a sexualidade é mais do que os poucos centímetros que
temos no corpo. Ela está lá, mas também está impressa na realidade de cada
cultura, já que somos um entrelace entre o real, o imaginário e o simbólico e cada
um desses ingredientes nos oferece tonalidades diferentes ao que somos e do que
levamos.
A insatisfação dentro do desempenho
imposto pelos outros resulta em menos gozo e mais afirmação. Círculo vicioso:
busco de mais, tenho de menos. Quantas são as pessoas que estão vivendo um mal
estar sexual? Outro dia ouvi um termo para isso: ressaca sexual. A pessoa se
sente super in na noite anterior e super out quando o dia amanhece. Na noite,
já diz o ditado, todos os gatos são pardos, mas de manhã, é o galo que canta
bem cedinho e te fazer despertar numa incrível dor de cabeça.
E assim, acreditando já saber a resposta,
me pergunto: Será possível viver uma sexualidade só com o corpo? Afirmo
categoricamente que o erotismo é o plus corporal mas não pode prescindir dele. A
dissociação corpo e sujeito leva a um sofrimento, já que o corpo sem o sujeito
submete-se a qualquer coisa: é objetalizado, havendo, assim, a possibilidade da
violência alheia e de si próprio.
É preciso que haja o questionamento sobre
a felicidade sexual e não se você está na linha de frente da sociedade de
espetáculo, onde o ter é parecer e ponto final. Entrando mais nessa questão, será
que algum dia isso já foi questionado? Eu sei que questionaram a liberdade
sexual procurando pela tal felicidade mas, infelizmente, não sei dizer se já a
acharam. Isso porque a mecanização do sexo acabou tornando a sexualidade um
objeto de uso e satisfação outras. Os sentimentos são por vezes anestesiados
num sexo castrado e por vezes vazio.
Percebe-se a sexualidade a serviço da
auto-identidade perdida, num momento em que a satisfação é momentânea. É por
isso que grande parte da sexualidade hoje é feita de amores frustrados,
angústias engolidas e frustrações disfarçadas.
É preciso ampliar a sexualidade e trazer
algo mais original ao que foi formatado. É preciso estabelecer relações mais
saudáveis, com maior capacidade de comunicação. É preciso ter cuidado com o
outro, além de liberá-lo de nossas próprias deficiências, e cuidar de si. É
preciso temperar carências, equalizar necessidades e se achar mais do que se
perder.
Todo carnaval tem seu fim
“Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser”
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser”
Noite dos Mascarados (Chico Buarque)
A música relata a história de duas pessoas completamente diferentes que "se permitem" durante o carnaval: a maior festa popular brasileira. Uma data muito esperada e que, para muitos, faz com que o ano só comece depois desses quatro dias de folia, tamanha importância cultural. A festa tem origem grega, representada por um verdadeiro bacanal de comilanças, bebedeiras e orgias. Porém, carnaval é uma palavra latina que há muito deixou sua significação para trás: afastou-se dos enredos de cunho artístico e cultural, transformando-se numa apologia ao sexo e aos prazeres desmedidos. Corpos se colocam à vista, há um inconsciente coletivo de que é uma festa da alegria despreocupada. É o tempo de fazer o que quiserem e sairem impunes. E há uma autorização social pra isso, para as pessoas se desinibirem. É ai que os adultos viram crianças em festas sem hora para acabar: crianças grandes que brincam, bebem e se fantasiam.
Aliás, as fantasias ilustram a projeção da personalidade dos foliões como se outras pessoas fossem. Não digo com isso que o cara que se veste de mulher, por exemplo, inconscientemente tem uma vontade sublimada de ser, digamos, mais feminino no resto do ano. Assim como quem se fantasia de pirata não, necessariamente, quer ser um pirata. Na verdade, só ilustra que a pessoa não quer ser ela. Quer brincar sem ter o ônus dos seus conceitos, escolhas ou o peso da sua personalidade.
Talvez por isso, pelo clima de o-que-você-vê-não-vale-pro-resto-do-ano, camisinhas e pílulas do dia seguinte são distribuídas para os carnavalescos, admitindo-se a banalização sexual nessa época do ano. Acredito que todos os métodos contraceptivos deveriam ser distribuidos gratuitamente, assim como deveríamos ter acesso a educação e saúde sexual. Mas só no carnaval que temos o direito (ou o dever) de exercermos a nossa sexualidade. E no resto, devemos deixá-la escondida ou sentir vergonha por continuarmos sendo seres sexuais? Nossa sexualidade não fica guardada numa caixinha para ser usada somente durante quarto dias e fim.
Entendo que o carnaval é o símbolo da transgressão, é a alegria contagiante do povo, quase entorpecente. Todos se misturam sem preconceitos, com a finalidade maior da diversão. Um prazer extravagante, um estado de espírito que supera uma lua cheia (Sim, o carnaval é calculado através da primeira lua cheia da primavera). É uma festa com dia pra começar e hora pra terminar. Diferente da nossa sexualidade, presente sempre e que exatamente por isso deve ser protegida.
Mas vamos também ter cuidado com o preconceito, atribuindo ao carnaval o que não é real. Vamos aos fatos: o que vem primeiro? O ovo ou a galinha? Não sei. Mesmo que você me diga que há muita promiscuidade no carnaval, preciso te lembrar que isso já acontece todo resto do ano, em diversos lugares. Não é porque o carnaval é conhecido por suas oportunidades que no restante, as pessoas não se relacionam sexualmente. Vou além: sei que é uma festa institucionalizada para botar tudo ‘pra fora’. Só que hoje em dia, as coisas já estão sendo colocadas ‘para fora’ em outras épocas. É, a coisa tá preta pro carnaval, que acaba perdendo a originalidade já que tem que ser mais transgressor do que já foi um dia. E está cada vez mais difícil transgredir.
É preciso questionar o meios de divulgação que fazem desses dias a festa da sexualidade, e do resto do ano, dias cheio de recatos e puritanismos. Sexo pode acontecer todos os dias, mesmo que o carnaval já tenha chegado ao fim. Existem mais de 300 dias e noites para usar as camisinhas que se ganhou. Então, vamos apurar nosso senso crítico e tomar cuidado com os falsos moralismos. E, por favor, sejam conscientes, responsáveis e aproveitem o carnaval!
O sexo nosso de cada dia.
Já ouviram alguém reclamando quando a buzina é tocada a cada troca de sinal? É porque a mulher é uma mal comida. Ou então quando o cara está de mal humor há quem garanta que a esposa dormiu de calça jeans. Histeria ou vibradores à parte, porque será que há uma necessidade tão urgente pela sexualidade e sexualização de todos momentos?
Se antes Freud foi o pioneiro em falar sobre a sexualidade infantil, hoje é preciso que todas as crianças sejam sexualizadas precocemente. Se antes queimamos sutiãs nas ruas em nome da nossa liberdade sexual, hoje nos tornamos celebridades por (e para) expor o próprio corpo nú à mídia.
Peraí. É preciso realmente gostar, se interessar, querer saber, praticar, falar sobre sexo? Acredito que há muitas pessoas por aí, indo aos shoppings, academias e festas de casamento e que não tem no sexo o assunto de preferência em suas vidas. Ninguém está beliscando azulejos ou dando nó em pingo d´água por conta isso. Estão muito bem assim, obrigada.
Há linha que garante que o sexo faz bem. Afirma que ele é capaz de curar enxaqueca, estresse e TPM, além de deixar a pele bonita e os músculos relaxados: essencial para a nossa felicidade. Muito legal até aqui mas esqueceram de nos avisar que ele não é fundamental.
Com tanta variedade no mundo, há espaço prum bando de coisas. É culto falar que curte Nietzsche ou chique dizer que está aprendendo mais sobre a culinária japonesa. Mas seria ignorância afirmar que não se pretende fazer do sexo a atração principal da própria vida? É preciso se dar a liberdade, no meio de tanta sexualização, de não fazer sexo. Sexo é escolha e acho bem saudável poder se escolher pelo não em um mundo tão permissivo.
No meio dessa liberdade às avessas, ainda temos um agravante: somos brasileiros. O discurso é cansativo e fala sobre a nossa ‘brasilidade’ sexual. Que Deus nos acuda pois nossa nacionalidade nos livrou dos convencionalismos. Até que ponto por termos nascido nos trópicos precisamos estar em dia com os movimentos feitos em cima das camas?
Claro que precisamos separar o joio do trigo. Até aqui estou falando de pessoas que poderiam ficar em abstinência por um longo período ou que não se relacionam sexualmente e nem sentem falta de tais momentos em suas vidas. E isso é diferente das que não curtem sexo pois o encaram como sujo ou pecaminoso e por isso ‘abrem mão’ desses momentos. Pausa explicativa: sujo vem de sujeira e pecado vem daquilo que institucionalizaram que o sexo deveria ser. O sexo, por si só, é uma manifestação de sensações, é instinto, é troca de energia e sentimentos.
E no meio de tudo, o que temos visto por aí são pessoas se prendendo às falsas necessidades do sexo, quando precisam de uma boa dose de amor. Resumos das teorizações da biologia que afirmam o impulso de espalhar nossos genes e ponto final. Sexo foi incrementado pelo homem com a sensualidade e usá-lo fora de determinados contextos pode acabar sendo um tanto agressivo.
Claro que para muitos, e vamos respeitar as opiniões diversas, a idéia do “vamos fazer amor” deveria ser usada em campanha contra a guerra. Pois é preciso desamarrar as palavras sexo e amor. Amor é sentimento, é proteção, é cuidado. Sexo é uma prática, é um instinto. Um não é condição para o outro. E é assim que o sexo pode rolar sem amarmos o outro.
A libido não é coisa pra se manter trancada numa masmorra interna. O sexo é maravilhoso quando é experimentado com respeito. E respeito não deve ser sinônimo de transgressão. Assim, espero que haja espaço para o prazer e satisfação, mesmo que isso seja conseguido através da abstinência sexual. Espero que todos possamos viver de acordo com as nossas escolhas. É preciso devolver o corpo aos seus donos e tomar cuidado com a propaganda enganosa.
Vou
fazer minha primeira confissão – e com o tempo vocês descobrirão que eu adoro me
confessar: estou numa mistura de sentimentos ao escrever essas primeiras
linhas. Pra mim é uma imensa satisfação ter sido convidada pra poder falar com
vocês. Aos poucos vamos nos conhecendo, trocando algumas ideias e descobrindo
coisas velhas (e outras nem tanto assim) sobre um tema ainda mais velho: sexo.
Descobri
minha vocação, pretensão da minha parte, eu sei, pra escrever quando tinha uns
12 anos. Escrevi um livro infantil que ainda não foi publicado. Depois da
escrita passar algum tempo adormecida em mim, ela acordou com disposição de me
mostrar o quanto é divertido poder falar sobre um assunto também divertido:
sexo. Ah, vai... Relaxa!! Porque esse é um tema divertido sim. Não precisa
olhar pro lado com vergonha, todo mundo faz – e se não faz, pensa como será
quando fizer ou o que deveria ter feito quando fez... Esse é um assunto que
move montanhas e movimenta mesas de bar. Desde que o homem se fez homem, ele
está sendo discutido: “Vamos tentar entendê-lo”, “ Vamos tentar fazê-lo”,
“Vamos tentar aprimora-lo”.
Mas
voltando a fita, afinal ainda nem me apresentei e já sai falando de um tema tão
íntimo assim, né? O meu nome é Ana Paula Veiga e debater assuntos referentes a
sexualidade será o meu, ou melhor, o nosso objetivo aqui. Sou Psicóloga especializada
em Sexualidade Humana e num primeiro momento (outra confissão!) me questionei
sobre o que abordar nesse espaço. Quero fazer dele um lugar pra chamar de
nosso. Pra isso, não pretendo fazer uso de uma linguagem técnica ou científica
(o que não significa não utilizar uma abordagem científica), ela não teria
muito sentindo. Muito mais do que cientificismos, a ideia é tentar manter uma
linguagem simples e direta, para que seja possível descomplicar um assunto que
se fez tão complexo.
O
sexo anda falado, escrito, deturpado em seus sentidos, racionalizado e
obrigatório. Estamos numa Era do ter pra ser ou do ser pra ter. A ordem não
importa, mas o produto é confuso. As pessoas querem ter no uso pleno da
sexualidade a garantia de serem in, querem se transformar em sexy appeals
ambulantes para que tenham passe livre no direito de desfrutar de toda a
sexualidade presente e à venda hoje em dia. E de fato o que se é? De fato o que
se busca? De fato o que se sente? É preciso tentar desconstruir alguns
conceitos. Disse tentar mesmo, pois, em se tratando de sexualidade, nem sempre
temos todas as respostas, nem sempre há uma única. A expectativa é que tal
espaço seja mais uma ferramenta de comunicação e troca. Assim, espero poder
aguçar reflexões e levar informações aos que se interessam pelo tema.
Fica
meu último desejo: que vocês vivam muito a vida, o amor e a alegria. Que vocês
todos possam desfrutar de uma sexualidade plena e satisfatória. Que não usem
seus corpos como armas mercantilistas, que não usem a própria sexualidade
contra si. Que sejam felizes nas escolhas e conscientes no processo. Que
busquem, que aprendam, que questionem. Que não somente sobrevivam mas que
possam ser vivos em sua plenitude.
Sejam
bem vindos!
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