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O amor não é uma mágica – texto inédito de Flávio Gikovate [Natthalia Paccola]
O amor não é uma mágica – texto inédito de Flávio Gikovate
Por Natthalia Paccola
Texto publicado no site Fãs da Psicanalise
Para encontrar um bom
parceiro ou parceira, o melhor é começar usando a razão. Nesse sentido, os
sites e aplicativos de relacionamento podem ser um caminho interessante.
Os brasileiros estão entre
os que mais usam o mundo virtual para se relacionar.
Nos orgulhamos disso e,
paradoxalmente, quando se fala em sites e aplicativos de relacionamento amoroso
(não estou falando de sites eróticos), a maioria ainda reage de forma
extremamente preconceituosa.
por Flávio Gikovate
Até hoje, muita gente gosta de pensar que o
encantamento amoroso acontece por acaso e de modo mágico (como se fôssemos
mesmo vítimas das flechadas aleatórias do Cupido). Não é o que acredito.
Desde 1976 venho tentando entender quais as variáveis
que determinam a escolha dos parceiros sentimentais. A tarefa é difícil porque
está relacionada com múltiplas variáveis e isso costuma ser motivo para que
algumas pessoas privilegiem uma delas e desconsiderem outras igualmente
importantes.
Penso que existem pelo menos três ingredientes muito
relevantes na escolha sentimental: o fato daquela pessoa despertar algum tipo
de entusiasmo erótico, a presença nela de alguns ingredientes particularmente
agradáveis para o que se encanta e também um aspecto claramente racional
relacionado com a admiração.
O Que é se Colocar no Lugar do Outro?
por Flávio Gikovate
Uma das operações psíquicas mais sofisticadas que
aprendemos, lá pelos 7 anos, é esta, de tentarmos sair de nós mesmos para
imaginar como se sentem as outras pessoas.
De repente podemos olhar para a rua num dia de chuva e
imaginar – o que, de certa forma, significa sentir – o frio que um outro menino
pode passar por estar mal agasalhado.
Nossa capacidade de imaginar o que se passa é como uma
faca de dois gumes. O engano mais comum – e de graves consequências para as
relações interpessoais – não é imaginarmos as sensações de uma outra pessoa, e
sim tentarmos prever que tipo de reação ela terá diante de uma certa situação.
Por que príncipes viram sapos
Para entender por que nos decepcionamos com o ser amado, é preciso conhecer o processo de namoro: saber o que leva a nos encantarmos sentimentalmente com alguém.
O que faz uma pessoa até há pouco tempo desconhecida se tornar tão indispensável para nós que não imaginamos mais a vida sem ela? Não há como responder integralmente a essa pergunta, mas algumas conclusões parciais podem ser úteis para cometermos menos erros.
Fim de Ano: Hora de Fazer um Balanço de Nossas Vidas
Dezembro costuma ser um mês diferente.
Algumas pessoas ficam particularmente felizes, mas um grupo maior fica triste e outro ainda se sente profundamente deprimido. É o período do ano em que há maior incidência desse estado terrível, no qual as pessoas vêem tudo negro, perdem as forças físicas e também as esperanças.
Esse sentimento pode ter várias causas. A mais comum é a sensação de desamparo e abandono que muitos experimentam.
Pessoas com a vida sentimental mal resolvida sentem até alguma inveja daqueles que vivem em família, ainda têm os pais vivos, inúmeros irmãos e primos. É claro que a inveja nem sempre está justificada, pois a maior parte daqueles que têm o convívio familiar mais estreito padece de inúmeras situações de rivalidade, disputa e conflito.
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