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10 músicas da Pitty que fizeram parte da nossa adolescência

Artigo publicado no site E0H

As músicas da Pitty fizeram parte da adolescência de muita gente que curtia e ainda curte um bom rock brasileiro, e eu me incluo nessa. Quem nunca se pegou cantando Na sua estante ou Teto de vidro enquanto tomava banho, ou pensou em montar uma banda, ou mesmo começou a se vestir com um estilo inspirado na Pitty?

Além de ser uma ótima cantora, ela tem personalidade forte. Esse é outro ponto que me fez admirá-la ainda mais. Ela é uma mulher que luta pelo que acredita e que é dona do próprio nariz. Essa semana me bateu uma saudade dessa época de adolescente que curtia uns rocks dessa baiana e resolvi montar uma listinha com as músicas que mais tocavam nas rádio da época.
14 músicas do Nando Reis para ouvir em todos os momentos


Artigo publicado no site E0H


Comecei esse post pensando em fazer uma lista de músicas do ruivo para ouvirmos antes de dormir, que por sinal é uma delícia, mas lá pelo meio da lista percebi que é impossível direcionar para apenas um momento, Nando Reis é um amorzinho para todos.

Para mim ele é trilha de várias lembranças, abraços, cheiros e momentos. Para cantar junto é sem dúvidas “All Star”, para trazer boas vibrações escolho “Mantra”, para se declarar, “Para você guardei o amor” e para sonhar, todas .

Então pega seus fones, aumenta o volume e se prepara para ouvir essa listinha que foi feita para você curtir um amor ou uma solidão, para curtir com quem ama ou para se curtir também, porque não? Vem: 

Sandra Mohr - Pianista

Natural de Santa Cruz do Sul – RS, Sandra Mohr iniciou seus estudos musicais nessa cidade aos 9 anos de idade. Recebeu a comenda Rotária pelo Rotary Club Santa Cruz do Sul e a indicação de aluna destaque da Graduação em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1998. Em 2000 foi vencedora do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Em 2002 graduou-se Bacharel em Música (Piano) sob orientação do pianista Ney Fialkow. Entre 2006 e 2007 especializou-se com o pianista argentino Sérgio Olivé. Como formação complementar, estudou violino, canto lírico e composição.

Foi fundadora da Orquestra Jovem Santa Cruz do Sul (atual Orquestra Jovem UNISC), atuando como pianista, arranjadora, violinista e spalla. Atuou como solista em diversas orquestras nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Como camerista, trabalhou com músicos de destaque no cenário internacional, como o trompetista Francisco Pacho Flores (Venezuela), o flautista Andrea Ceccomori (Itália) e a violinista Barbara Barber (EUA). Em 2008, teve a honra de prestar homenagem ao Príncipe Naruhito do Japão, em sua visita ao Brasil.

Tendo como prioridade os recitais de piano solo e concertos para piano e orquestra, em 2011, Sandra se mudou para Santa Catarina para se dedicar exclusivamente a essas atividades, o que vem realizando desde então.

Foto: Rômulo Seitenfus
Sobre Daniel Debiagi

“Empresta-me dois ouvidos; 
leva um mundo do que sinto.”

Natural de Cachoeira do Sul (RS), Daniel pisou no palco pela primeira vez aos 11 anos de idade com seu violão. Quando criança, já ouvia discos da época áurea dos festivais no Rio Grande do Sul, e foi entre vinis de Califórnias e Vigílias do Canto Gaúcho que tudo começou. Ao seu peculiar repertório de canções regionais, somaram-se as canções latino-americanas e, claro, a Música Popular Brasileira. Entre sambas, bossas, tangos e boleros, Daniel aos 15 anos foi para a capital aprimorar-se e fazer aulas de canto lírico. Não foi uma criança nem um adolescente comum, muito menos em seu gosto musical.

Em Cachoeira do Sul e arredores, ainda adolescente, conquistou diversos prêmios em festivais estudantis como intérprete vocal. Em 1998, recebeu o prêmio de Destaque Musical do Ano concedido pelo Jornal do Povo em sua cidade natal.

Em 2000, Daniel mudou-se para Porto Alegre para cursar a faculdade de Arquitetura e Urbanismo na UFRGS. Foi neste período que deu voz ao compositor, transformando em música o que queria dizer, sentir, chorar. Inspirado pelas obras de Mário Quintana, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e seu amigo escritor Altair Martins, surgiram as primeiras letras. Ouvindo Mercedes Sosa, Bethânia, Adriana Calcanhotto, Vander Lee , Vitor Ramil, entre tantos, nasceram as melodias.

Em 2008, apresentou seu show autoral Poetas Para Quê? no histórico Teatro de Arena e no Auditório Álvaro Moreyra em Porto Alegre. Ano seguinte, fez a estreia do show ContraTempo no Teatro do Cultural. 

Entre março e outubro de 2013, foi para estúdio gravar seu primeiro EP, e , como bom admirador das palavras, inventou e batizou-o com o neologismo DRAMA-FLOR, nome da canção título.

"drama-flor, s. m. 1 Espécie de drama com ação exagerada por algo ou alguém que se tem apreço. 2 Dramalhão invocando afeto. 3 Exagerar a gravidade de algo fácil de resolver. 4 Chantagem emocional praticada por carência afetiva. (fig) Tempestade em copo d'água (por amor)."

Página Oficial na Internet: Daniel Debiagi
Canal de Vídeos no You Tube: Daniel Debiagi - Vídeos
Fanpage: Daniel Debiagi Oficial 
Para escrever para Daniel, clique: Contato 

Foto: Rômulo Seitenfus


Álbum Drama-flor

Release

DRAMA-FLOR, o primeiro registro autoral de Daniel Debiagi, traz um apanhado de sentimentos em forma de canções. Seus “dramas com cheiro de flor” viraram música para florescer nos mais ecléticos ouvidos.

Produzido por Marisa Rotenberg e coproduzido por Gelson Oliveira, o disco com seis faixas registra a versatilidade do cantor e compositor no atual cenário da Música Popular Brasileira.

O cuidado com as palavras e as diversas influências musicais são marcantes no trabalho do cantautor gaúcho, que apresenta um EP com a sutileza sonora da música brasileira e sua pluralidade. Flertando com diferentes estilos e ritmos, as canções passeiam pelo chamamé, samba ou blues em arranjos fluidos nas cordas dos violões, ora com sitar indiano, ora com harmônica cromática, e até mesmo um tango ao acordeon.

Daniel Debiagi canta sobre o que sente, o que queria sentir, e sobre as palavras que também precisa ouvir. Um time seleto de músicos participa do miniálbum, dentre eles, Angelo Primon, Fernando Sessé, Paulinho Supekovia, Ale Ravanello, Samuca do Acordeon, Andréa Cavalheiro, César Moraes e Marisa Rotenberg.

O Extended Play (EP) tem distribuição gratuita, via download, no site do artista: Daniel Debiagi

Ficha Técnica
(Ep) Extended play Drama-Flor
Produzido por Marisa Rotenberg
Coproduzido por Gelson Oliveira

Arranjos: Gelson Oliveira e Marisa Rotenberg
Preparação vocal: Marisa Rotenberg e Ligia Motta
Ensaio fotográfico: Rômulo Seitenfus
Gravado, mixado e masterizado no Estúdio Transcendental Áudio por Leo Bracht, entre março e outubro/2013, em Porto Alegre/RS.

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Ficha Técnica, Letras e Canções
(Para ouvir com maior qualidade, use fones de ouvido no computador ou smartphone! Aqui você pode fazer o download por música clicando “Download”, ou baixe o EP completo clicando aqui)

1) De Canto
Letra e música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Violão aço e violão nylon: Angelo Primon
Percussão: Fernando Sessé
Vocais: Marisa Rotenberg e Andréa Cavalheiro
(BRDWB1300001)



Quero nunca mais te ver chorar por mim
Pra ti fiz uma oração de lágrimas
Pra secar tua pele do sal que sai sem pedir
Chega de fingir que a vida acaba por aqui
Com tanto chão em falso ainda pra pisar
Teu encanto é bem maior que o pranto de partir
Se teu eco perdido soar por aí
Há sempre quem vai ouvir, admirar, sentir

Chora o canto que eu te canto
Pra cantares de nó em nó na garganta
Então um rio inteiro espantar
Sem chover em teus olhos
Borrar teu sorriso

Quero sempre mais te ver acalantar a dor
Dos medos e os anseios que vão escorrer
Por teus lábios mais e mais em dias tão iguais
Canta pra chorar, eu choro só de ouvir
É porque ninguém fez por mim
Tanto, quanto eu fiz por ti.

Chora o canto que eu te canto
Pra cantares de nó em nó na garganta
Então um rio inteiro espantar
Sem chover em teus olhos
Borrar teu sorriso.
2) Drama-Flor
Letra: Daniel Debiagi e Maikel Rosa
Música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Violão aço, violão nylon e guitarras: Angelo Primon
Percussão e efeitos: Fernando Sessé
Baixo: Cesar Moraes
(BRDWB1300002)

Sou teu brinquedo
Teu samba-enredo
Mas não me ouve
Nem me sabe, mal me cabe
Mal me quer, só me tem

Sou por inteiro teu jardineiro
Pra colher infinitas dores inventadas
Por engano plantadas no teu jardim

Mas você só faz drama
Eu só quero a chama
Que te esparrama em mim

Eu te amaria pelos lábios
No doce da noite da tua saliva
Eu saberia…
Teu drama tem cheiro de flor
Meu drama é falar … desse amor
Drama-flor.
3) Sabes Amor
Letra: Daniel Debiagi e Maikel Rosa
Música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Violão nylon, violão aço e sitar: Angelo Primon
(BRDWB1300003)



Sabes amor,
Tu és doce na verdade
Sabes amor,
Tua casca é triste e seca
Mas, sabes amor,
És doce no canto do teu sorriso

Tens sede demais
Da água que não acreditas
Que beberás
E é tão só
Não crer no amor

Tão só que és
Mas por quê?
Ou por quem?
Que tens tanto medo
De não ser mais só?
4) Meio Mundo
Letra e música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Violão nylon: Angelo Primon
Percussão e efeitos: Fernando Sessé
Vocais: Marisa Rotenberg e Andréa Cavalheiro
(BRDWB1300004)


Por hoje quero ser tua, teu pedaço mais escasso
Cabe em mim como se fosse encomenda
Tá na cara que me queres pra vida toda
Mas não sou boba de querer-te tanto assim

Preciso muito mais do mundo,
E meio mundo mais também além de ti

Calma, controla o desespero, erro é se repetir
Agora vens bancar de dono, nem perde teu sono
Juro por Deus que ateu já rezou pra conseguir
Ter em meu colo a casa inteira pra dormir

Preciso muito mais do mundo
E meio mundo mais também além de ti

Fala mal à vontade, beba até cair
Falta de respeito não vou admitir
E foi, contigo aprendi, na pele eu senti
A liberdade do meu peito não tem preço, nem raiz

Preciso muito mais do mundo
Toma teu rumo num instante pra sumir

E desfaz tua ilusão
Tanto faz se vais sofrer em vão
Eu te avisei, perdão.
5) Resto de Ti
Letra e música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Violão aço, violão nylon e guitarras: Paulinho Supekovia
Harmônica: Ale Ravanello
(BRDWB1300005)

Olha bem o que me tornei
Por tuas vontades
Tuas meias verdades
Fizeram de mim essa mentira

Ria à vontade da vontade que me deu
Cospe na cara, me desgraça por ser
Pela última vez, tua insensatez
O resto de ti que não queres mais,
Não mais, não te sirvo mais, pra quê?

A cama fria pelo meu corpo
Não sinto os pés
Não sei do meu rosto
Sei da solidão embriagada
E o resto de mim à meia garrafa

Pensas que gosto de sofrer
Mas como posso entreter a dor?
Sem a diversão do teu corpo
Ardendo de calor?

Pensas que gosto de sofrer
Mas como posso entreter a dor?
Sem a diversão do teu corpo
Ardendo, sedento de calor?

Ora, por favor, desapareça
Morra em mim.

6) Empezar
Letra: Isabel Janostiac
Música: Daniel Debiagi
Voz: Daniel Debiagi
Acordeon: Samuca do Acordeon
(BRDWB1300006)


Yo no voy a empezar a escribir
Con mis uñas en tu cuerpo
Mi poesía en tus venas

Tu sangre lati en mi corazón
Pero mi olor no está en tu boca
Quiero más que olores de cuerpos
Cuerpos sin aires…

Mientras escucho tu voz
Pienso en tu calor
Ojos calientes, bocas calientes
Cuando te callas
El hielo del siléncio cubre mi cuerpo
Pero no a mí pecho…

Solo…el corazón ya es tan poco…
Y el miedo del tiempo te sigue
Miedo con terremotos…

Yo sé que también tienes miedo de mí…
Yo que no soy más que una duda
Una pregunta de la vida

De tus nubes de dudas
Yo puedo cuidar
Pero no puedo pelear
Con un eclipse.

Foto: Rômulo Seitenfus
 
RESENHA: DRAMA-FLOR, EP de Daniel Debiagi

Certa vez, atribuíram a Arthur Rimbaud uma definição que afirmava ser a poesia uma combinação rara de palavras. Uma definição bastante sugestiva e da qual me lembrei logo que li o título do EP Drama-Flor, do cantor e compositor Daniel Debiagi. O neologismo que tem status de verbete na proposta artística de Daniel estabelece que a combinação hifenizada de “drama” com “flor” significa um “drama com ação exagerada por algo ou alguém que se tem apreço” ou mesmo um “dramalhão invocando afeto”.


Essa combinação rara de palavras, no entanto, não é apenas uma nomenclatura para a faixa-título e para o conjunto de seis canções do repertório do EP, mas uma forma peculiar do cantautor se apropriar da tradição do “drama-canção”, tão forte em tendências como o samba, o tango e o blues, que aparecem com destaque entre as músicas de Daniel. Mas, ao mesmo tempo, o artista também se apropria dos seus dramas subjetivos, transformando-os em flores dramáticas multicoloridas e melodicamente inspiradoras, como se esse complexo jardim autoral fosse não só um recurso artístico e de expressão, mas um “outro de si mesmo” que percorre diferentes caminhos afetivos.

Entre composições próprias e parcerias com Maikel Rosa e Isabel Janostiac, Daniel consegue mostrar sua versatilidade como intérprete e dar novo fôlego à relação entre sentimentos e canção, banalizada por muitos, mas especialmente criativa e cheia de nuances com seu Drama-Flor. Escutar Daniel Debiagi é percorrer enfim sentimentos e pensamentos muitas vezes confinados em nossos corações, mas que com sua pena e com sua voz vêm ao mundo através de uma expressão artística marcada também por uma, atualmente, rara combinação de palavras: verdade, beleza e emoção.


Icaro Bittencourt. Prof. Mestre em História, pesquisador da 
música brasileira e idealizador do site Música Esparsa.  
 
Agradecimentos:


"Ale Ravanello, Andréa Cavalheiro, Angelo Primon, Cesar Moraes, Fernando Sessé, Gelson Oliveira, Leo Bracht, Ligia Motta, Paulinho Supekovia, Rômulo Seitenfus, Samuca do Acordeon, muito obrigado pelos talentos compartilhados. Um especial obrigado à Marisa Rotenberg pelo incentivo e produção primorosa deste trabalho."

Foto: Rômulo Seitenfus


Daniel Debiagi.
Todos os direitos autorais de texto, áudio e imagens pertencem ao autor.
 Fotografia: Rômulo Seitenfus


Revista Biografia.
Texto-Homenagem: Lupicínio Rodrigues, Romântico e Boêmio.
O Centenário de Quem Está Eternamente em Nossas Cantações.

 
‘E a saudade no meu peito/Ainda chora...’
(Felicidade, Lupicínio Rodrigues)

Quando Cazuza cantava suas loucuras aventurosas, um verdadeiro (e alucinado) pierrô retrocesso meio bossa-nova meio dor-de-cotovelo, no rock-and-roll tupiniquim abrindo passagens, via-se (leia ouvia-se) ali, o Cazuza baladeiro e romântico, com sua alma purgando rolês boêmios na maravilhosa cidade libertária, com sua peculiar dor-de-cotovelo fazendo parte de seu show, em toda volúpia, glória e paixão que havia na sua louca vida de rebelde sem calças...

A dor-de-cotovelo então evocada, já tinha sido sincopada na velha bossa nova, de Vinicius a Tom Jobim, depois pareou entre o brega chique e o cancioneiro popular, debutando também na velha Jovem Guarda com as canções que o Rei fez pra nós, caiu marota e exagerada em duplas berrantes de modas caipiras melosas com dor de corno, mas, datada originária e com original pureza em seu auge criacional nas cantações plangentes de sangue, suor e cerveja de Lupicínio Rodrigues, o mestre no gênero, na sua realista poética de amarguras e desencantos, tipificando tristes ramos de solidão, abandono, entrevamentos e loucura no gênero, em belíssimas obras com harmonia, melodia, ritmo e grandiosas letras fartas de alto quilate e profícuo gabarito de quem lia almas e cenas de relacionamentos a ferro e fogo... a batom e promessas...
Foto: Lucas Ezequiel D'Aria)
Síntesis descriptiva de la formación y trayectoria de Renzo Sinisi

Renzo Sinisi (n. Morón, Buenos Aires, Argentina; martes 19 de Julio de 1988) es un artista auténtico y de espíritu combativo, con una propuesta muy original. Su estilo está ligado principalmente al folk norteamericano y a influencias rockeras de los años '60 y '70, así como al punk y a las canciones de protesta. Renzo Sinisi también se caracteriza por incorporar elementos de géneros altamente contemporáneos como el low-fi y el indie, incluso mostrando destellos de psicodelia y reggae en algunas de sus composiciones. Además, es dueño de una gran intuición para la esencia de la melodía pop.

Desde pequeño demuestra interés y capacidad en relación a las actividades artísticas: principalmente música (a través de Delia Insúa), escritura y dibujo. Entrando en la adolescencia tiene un paso fugáz por el Conservatorio Alberto Ginastera y el Instituto Superior Octubre, en ambos para la carrera de músico profesional. A su vez toma clases particulares de guitarra (con Silvia Salas) y de canto (con Romina Cerri) mientras se dedica a componer sus primeras canciones. En 2008 graba sus dos demos debut en Estudio Urbano, lugar en el que luego asiste a cursos dictados por Pipo Lernoud, Alfredo Rosso y Leandro Frías. En 2009 improvisa un disco casero de versiones titulado Discover My Covers, el cual le proporciona la experiencia definitiva para grabar ése mismo año su primer LP con totalidad de temas propios: Constante Quema De Etapas. En 2010 publica su segundo LP, Cree & Arriesga, mientras continúa experimentando con grabaciones hogareñas entre las cuales se destacan: Espontaneidad 1.2 y The Psychedelic EP. En 2011 edita su tercer disco oficial, Las Generaciones Cambiarán, el cual significó un paso muy importante en su carrera ya que le permitió aumentar considerablemente su popularidad.
Documento sonoro: João Nogueira e o LP – Cidade na Boca do Povo


O Portal Brasil Cultura criado para promover aqui e no exterior a cultura do Brasil, completa em 2014 10 anos,  em comemoração abre seus arquivos aos pesquisadores e apaixonados pela MPB. O pesquisador e historiador Rafael Gustavo Ribeiro foi buscar nos arquivos do pai, o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro, uma entrevista que João Nogueira concedeu em 1980,  na então Rádio Cidade de Curitiba, no programa “Cidade de Olhos Abertos”, quando do lançamento de seu LP – Cidade na Boca do Povo. João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.
Discografia Completa de Maria Bethânia (1965-2012) Disponível para Download


Maria Bethânia Viana Teles Veloso, mais conhecida como Maria Bethânia, (Santo Amaro da Purificação, Bahia, 18 de Junho de 1946) é uma cantora brasileira que tem a marca de ser a segunda artista feminina em vendagem de discos do Brasil, sendo a maior da MPB, com 26 milhões de cópias. Atende pela alcunha de Abelha-rainha por causa do primeiro verso da música que dá nome ao LP Mel de 1979.
Considerada por muitos brasileiros uma das maiores cantoras da história do Brasil. É irmã caçula do compositor Caetano Veloso e da poetisa e escritora Mabel Velloso.
Nascida na Bahia, é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô).

Seu nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso, inspirado em uma canção famosa à época, a valsa Maria Betânia, do compositor Capiba, um sucesso na voz de Nélson Gonçalves.
Rádio MEC é espaço para difusão da obra de compositores e instrumentistas clássicos

Rio de Janeiro - Com 40 anos dedicados à Rádio MEC, Lauro Gomes acompanhou o processo de implantação do sistema FM, em 1983,  e foi o primeiro coordenador da  nova emissora. Além do Sala de Concerto, que comanda há 13 anos, ele apresenta Música e Músicos do Brasil, no ar há 50 anos e o segundo programa mais antigo do rádio brasileiro. O primeiro, também da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), é A Voz do Brasil.

Segundo Lauro Gomes, foram necessários três anos para a definição de uma grade completa para a FM. “Paulatinamente, a programação foi se diferenciando até que ficou decidido que a AM ficaria com a música popular e os programas educativos e a FM com a música clássica, a música de concerto. No entanto, alguns programas tradicionais, como a Ópera Completa, continuaram a ser transmitidos também na AM”, conta.
The Doors por The Doors 

Um dos primeiros trechos do livro “The Doors por The Doors” diz, “Obsecados pela música, pelo místico, magia e maluquices”, eu pensei em varias palavras para iniciar essa resenha, mas não encontrei nada que expressasse “The Doors” tanto quanto essa frase. A banda era, porque não dizer “é”, um dos grandes mistérios do mundo da música, era um quarteto maluco que criou um legado verdadeiro e intenso na história do rock and roll.
De vários livros que já li sobre os “The Doors”, esse livro organizado por Ben Fong-Torres, em especial tem uma didática deliciosa. Por ter a história contada por amigos, familiares, funcionários e membros da banda e vir na espécie de diálogo à leitura é muito simples.
Também diferente da maioria dos livros sobre os Doors, esse não fala exclusivamente de Jim Morrison, o colocando como se fosse toda e única importância na banda, aqui é mostrada a importância de cada membro do grupo para a função geral da qualidade, psicodelia e profunda sensibilidade das músicas. Também são contados ao leitor alguns detalhes das gravações de todos os seis discos, do processo de criação das músicas e dos riffs.


Milena Fernandes Torres é natural de Almenara/vale do Jequitinhonha, divisa com a Bahia, detalhe que influencia sua cultura e sua atitude. Em oitenta e nove, fez sua primeira letra e música, e desde o início tem uma tendência a procurar o despudor da expressão pela palavra e a valorização dos ritmos através da mesma.
Lança seu primeiro cd de estúdio “Olhos de Caboclo. Cabelos de Negro. Instinto de Índio” com o Patrocínio da Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Uma conquista celebrada pela artista num disco versátil onde se apresenta como compositora em 11 faixas e interpreta uma inédita feita para seu disco de Wilson Souza (Há de vir) e “Menina Jesus” de Tom Zé de quem recebeu graciosas observações a respeito de sua interpretação para a canção.
No disco, convida artistas como Sérgio Pererê, Rogério Delayon, a Orquestra de Percussão e Improviso Frito Na Hora, o baterista Edvaldo Ilzo, o pandeirista Túlio Araújo entre outros. Produzido e dirigido pela mesma em parceria com o produtor e músico Felipe Fantoni e masterizado por Kiko Klaus.
 
Pineto Bonilha é cantor e Compositor da Velha Guarda dos Festivais de Cançoes estudantis, trabalha na área de produção musical e criação de Jingles desde 1991, época em que montou o primeiro estúdio de gravações de áudio profissional em Cuiabá passando a se dedicar exclusivamente ao mundo das inúmeras possibilidades musicais. Com seu violão e voz suave, defende o romantismo poético e intimista em sua obra. Fez participações em diversos CDs como instrumentista e cantor. 

Produtor musical dos mais respeitados na capital, Pineto lançou seu primeiro Cd em 2011,reúne, além das suas composições, músicas de vários amigos, como João Ormond, Rogério, e Sebastião Nunes, entre outros compositores. O CD é produzido por Ebinho Cardoso, o mesmo que produziu o disco da banda Papo Amarelo. 

O trabalho, segundo Pineto, apresenta como base o pop e o rock rural, bem ao estilo anos 70, do qual é fã. Tanto que quando fala da nova produção não deixa de citar as principais referências: Sá e Guarabira, Lô Borges, Geraldo Espíndola e os amigos Sérgio Magrão e Cláudio Venturini, ambos do 14 Bis. A amizade e a admiração pelo grupo mineiro imprimiu o tom do disco: letras que falam do regional mas buscando uma sintonia no rock rural.
 
No total são 12 faixas, entre elas: “Chuva no Coração”, uma parceria com Rogério e Ebinho Cardoso e “Água Pantaneira”. Esta faixa apresenta uma batida que lembra a guarânia. E, ainda, no mesmo galope, grava a toada “Na correnteza do rio”. 
Antônio Carlos Fernandes Lima é conhecido no meio artístico como Toninho. 

Nasceu em Terra Boa-PR. Veio para o Mato Grosso em 1968, quando o estado ainda não havia sido dividido. Para Cuiabá veio em 1971. Foi um dos primeiros publicitários do estado, cursou engenharia civil na UFMT onde se envolveu intensamente com atividades culturais.

Venceu o festival universitário de música em 1977. 

Muitas de suas composições integram CDs de artistas do estado, com destaque para a participação no CD Grutas Permitidas do maestro e professor Roberto Vitório, vencedor do prêmio UNESCO de Música Contemporânea.
Até hoje seus livros foram publicados em formatos não convencionais e ilustrados por ele mesmo. 


O primeiro, Pé no céu que a terra pirou, foi publicado em 1982 em forma de envelope. Depois vieram as famosas caixinhas de fósforo: Sakofonia  juntamente com Luiz Renato em 1986); Chama Viva (1992); Caixa 02 (1996) e Poesia Encaixada (2002). Em 2006 lançou Língua de fogo, um livro de bolso com papel reciclado e, também nesse formato, publicou anteriormente (1988) Torre de Bordel, uma prosa poética.

Toninho foi um dos fundadores do grupo musical performático Caximir, juntamente com Eduardo Ferreira, Antonio Sodré, Luiz Renato, André Balbino, Amauri Lobo e Luis Antonio Capilé. Na segunda fase do grupo participaram Rose Tequila, Ana Amelia e Fernanda Marimon.



No meio audiovisual, Toninho foi um dos pioneiros na produção de vídeos. Na TV Centro América roteirizou e dirigiu vários documentários e, no início deste ano, foi um dos poetas participantes do documentário sobre Dom Pedro Casaldáliga realizado pela Unemat e TV AL.

Escreveu e dirigiu, juntamente com Luiz Renato e Eduardo Ferreira, a peça teatral Final do Juízo apresentada em Cuiabá e no Rio de Janeiro pelo grupo Acéfalos. Por conta dessa versatilidade Toninho é conhecido como poeta multimídia.
Carla Dias. Nascida em Santo André, São Paulo, em 1970, assim que aprendeu a ler e a escrever, ingressou no universo da poesia. Os primeiros livros aos quais teve acesso foram publicações vendidas em bancas de jornal, das quais sua mãe era leitora assídua. Apesar de terem colaborado com a sua autodescoberta enquanto leitora, os romances - que eram direcionados ao universo feminino - não definiram o seu caminho pela literatura. A obra que lhe abriu um leque de possibilidades literárias foi “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Márquez. A partir daí, época em que descobriu a biblioteca municipal de sua cidade natal, sua escrita foi influenciada pela pluralidade e liberdade criativa.

Em 1986, ingressou no universo da música, iniciando seus estudos como baterista. Em 1989, passou a ministrar aulas de bateria em diversas escolas de música de Santo André, e neste mesmo ano, começou a trabalhar como recepcionista no Espaço Cultural Camerati. No ano seguinte, tornou-se professora de bateria neste mesmo espaço, que contava com cursos de música e artes plásticas, além de estúdio de gravação.

Em 1990, deu continuidade aos seus estudos com a baterista Vera Figueiredo. Em 1993, começou a trabalhar no IBVF - Instituto de Bateria Vera Figueiredo, onde se encontra até hoje, desempenhando a função de produtora de eventos. Um desses eventos é o Batuka! Brasil International Drum Fest, festival direcionado à bateria e à percussão, que vem sendo realizado desde 1996, e figura na lista mundial dos mais importantes do gênero. As três últimas edições foram apresentadas no Auditório Ibirapuera, na capital de São Paulo (2009, 2010 e 2011).

Em 1994, tocou em diversos bares com a banda de blues Entidade Joe. No mesmo ano, foi classificada no V Concurso de Poesias da cidade de São Caetano do Sul (SP), com o poema Transformação. Em 1996, participou dos shows de lançamento do CD da cantora Mona Gadelha, em São Paulo, no Supremo.
Rodrigo Teixeira Gonçalves. Nasceu em Lavras do Sul, cidade fronteiriça do Rio Grande do Sul, em 11/04/69. Vivi em várias cidades do país: Porto Alegre (RS), Santa Maria (RS), Cambará do Sul (PR), Lapa (PR), Ivaiporã (PR), Caçapava do Sul (RS), Dourados (MS), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Mogi das Cruzes (SP), Suzano (SP), São Paulo (SP), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ)… 

"Tenho dentro de mim o traço fronteiriço do gaúcho. Ouvia desde pequeno os encontros musicais nas fazendas com violão e bandoneon e muita milonga. Lembro também das “trovas” que são comuns no Sul. O cheiro de música fronteiriça que aparece na minha obra já vem desta época.
Com dez anos, depois de ter passado pelo Paraná e voltado ao Rio Grande do Sul, vim morar em Dourados onde meu pai foi trabalhar como engenheiro agrônomo. Um ano depois, em 1980, cheguei a Campo Grande. Até então a música era uma coisa passageira. Aos 14 anos, comecei a estudar violão. Aos 16, tive aulas com Carlos Colman e Orlando Brito, que, entre outras canções, ensinavam a tocar composições dos músicos de MS. Com isso, passei a ter contato realmente com a produção dos compositores do Estado.

As aulas de violão teceram laços de amizade entre mim e a moçada que também freqüentava o curso, como Maria Alice e Márcio de Camillo. O Guilherme Cruz, do duo Filho dos Livres, era um gurizinho que perturbava a gente na aula. Depois de um ano, Carlinhos me chamou para tocar na banda dele no show Na Corda Bamba, que aconteceu no circo que era montado no Horto Florestal. Foi meu primeiro show profissional, com direito a cachezinho. Era Carlinhos Colman e a banda Olho de Gato. O ano: 1986. Antes disso, já tinha montado algumas bandas, como a Kadwave, e participado do grupo de jovens da igreja Nossa Senhora de Fátima, onde aconteceram as primeiras apresentações em público.
Dunga Rodrigues. Em uma quarta-feira, no dia 15 de julho de 1908, nasceu em Cuiabá Maria Benedita Deschamps Rodrigues. 'Dunga', como ficou conhecida. Tornou-se professora, musicista, historiadora e escritora.

Era  sinônimo de cultura e foi uma das mulheres que mais se destacaram em Mato Grosso no século passado.

Era sinônimo de cultura e foi uma das mulheres que mais se destacaram em Mato Grosso no século passado. Seus livros lhe renderam uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras, local que à época era freqüentado majoritariamente por homens. Ela ocupou por muitos anos a cadeira número 39 da Academia. 

Dunga Rodrigues deu aulas de francês e, principalmente, de música. Promoveu recitais, formou muitos músicos na capital e escreveu diversos livros sobre a cultura e história de Cuiabá e Mato Grosso. Também foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, do Centro de Música Brasileira do Estado de São Paulo e integrou a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. 

João Carlos Vicente Ferreira, na Enciclopédia Ilustrada de Mato Grosso, elenca os livros publicados por Dunga Rodrigues: Reminiscência de Cuiabá (1969); Lendas de Mato Grosso (1977); Os Vizinhos (1977); Marphysa (1981); Cuiabá: Roteiro de Lendas (1984); Uma aventura em Mato Grosso (1984); Memória Musical de Cuiabá (1985); Cuiabá ao longo de cem anos (1994); Movimento musical em Cuiabá (2000); Colcha de Retalhos (2000).
Foto: Rai Reis
Vera Capilé nascida em Dourados – Mato Grosso do Sul, de uma família de cantores e músicos da velha guarda, das serestas e do chorinho, vive em Cuiabá desde os 11 anos. Sua cultura musical é influenciada pela vivência com as fronteiras do Paraguai, elaborando a fusão melódica que construiu nosso rasqueado com o som das rezadeiras, com o siriri, a viola de cocho, o ganzá nas influencias da bacia pantaneira. Esse ponto de encontro de tantas culturas sanoras forjou voz e atitude que abrigam uma diversidade étnica e cultural de riqueza ímpar, transitando pela música sagrada e profana. 

Vera cantou em público pela primeira vez aos 5 anos já iniciada no piano, aos 11 anos começa a aprender a tocar acordeom, estudando com Dunga Rodrigues.

Em 1982 adentra a Rádio A Voz D’oeste onde participa de programas de calouros.

É conduzida na sua cantoria com instrumentais dos maestros China e Penha. Mais tarde a cria e desenvolve um programa de rádio sob sua condução e participação como cantora. 

Casou-se muito cedo, deixando a carreira de cantora quando já havia recebido convite para gravação com produtor da RCA Victor.