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O eco das ruas!
 
Auscultando, e vejam que, auscultar é mais que simplesmente ouvir, pois, aquele, auscultar é decodificar o que se ouve, entendendo. Enquanto, que este, o ouvir, significa apenas sentir o passar dos sons pelos ouvidos, sem necessariamente entende-los.

Podemos sim afirmar que auscultamos os ecos oriundos das ruas, que, sem os quais a mobilização da Nação, inclusive dos governadores, prefeitos e principalmente da presidente da república, acordando não sabemos se pelo medo de perder os mandatos, com as deposições dos gestores públicos, ou se a pressão foi muito forte, obrigando-os as tomadas de decisões.

Interessante, se não existisse o clamor das ruas, qual puxão de orelhas, nada teria acontecido e tudo estaria como estava! Estabeleçamos um paralelo com o ato cirúrgico, onde o cirurgião sabe que o paciente é hemofílico, e se não for socorrido a tempo a hemorragia será brutal não dando tempo de salvá-lo. Entretanto para isso, cuidados preliminares foram tomados entre os quais a reposição do sangue perdido, isto sem a necessidade do paciente gritar exigindo socorro! 

As pústulas nacionais continuam explodindo!

Além de ser um imenso continente, com um belo parque hidrográfico, sem hecatombes relevantes quais; terremotos, vulcões, tornados e ondas gigantes. Desde seu descobrimento Pero Vaz de Caminha já dizia: “Em se plantando tudo dá”, acredito que, hoje já temos respostas para o poeta, quando na sua canção, pergunta: “que País é esse?”. Este é o País do mensalão, onde os criminosos lesadores da pátria são tratados de Excelências e reverenciados com pompas, quando deveriam estar apodrecendo nas prisões. Mas... que prisões?, onde os detentos se qualificam mais e mais, chegando ao ponto de comandar via telefone celular, quadrilhas organizadas, orientando-as para como praticar os mais variados tipos de crimes, e em alguns casos com a conivência e proteção de policiais. “Que País é esse” onde homem de bem assiste seu filho de dois anos, ser sacrificado nos seus próprios braços, por bandidos desqualificados. “Que Pais é esse”, onde em nome de Cristo mercantilizam o evangelho, auferindo tal mercantilização para dividendos próprios. “Que País é esse”, (abertura da Copa das Confederações) onde o Presidente recebe vaias e as pesquisas mostram alto índice de popularidade. “Que País é esse”, onde a bolsa família, qual esmola que “mal e porcamente” não dá para matar a fome, miséria em nome da democracia. “Que País é esse”, onde   cidadãos inconformados com o transporte público propiciam e com justa razão, passeatas públicas. “Que País é esse”, onde em nome da democracia agridem nossos costumes e cultura. “Que Pais é esse”, onde os bandidos de colarinho branco, não devolvem aos cofres públicos o dinheiro ROUBADO. “Que Pais é esse”, onde as construções públicas são superfaturadas, e os recebimentos do dinheiro destinado, vão para os bolsos deste mesmos bandidos. “Que Pais é esse” onde a fome campeia, disputando com o alto índice de INFLAÇÃO! “ Que País é esse” onde se faz cortesia com chapéu alheio, doando bilhões de reais para o aeroporto de Cuba. “Que País é esse”, onde o cidadão paga mais impostos e escorchantes. “Que País é esse”, onde tentam ludibriar o Povo fazendo baixar a tarifa de energia elétrica?
A MAQUIAGEM NA VELHA CUIABÁ: (Crônica da velha Cuiabá de “trancas e tramalas”)

Manhã ensolarada, despedida do outono, chegada do inverno, pelo vidro da janela do meu carro, vejo a maioria dos cuiabanos, trafegar, alguns com sorriso no rosto, próprio do cuiabano "chapa Cruz", outros  com a "cara amarrada" como se estivesse insatisfeito com a vida, ou tendo uma conta vencida para saudar. 

Certo é que, o burburinho da Cidade, tão distante daquela Cuiabá de "Trancas e Taramelas" que me viu crescer, indo da Prainha, Praça da Mandioquinha, Campo D`Ourique, Areão, Araés e o querido Porto, onde poucos veículos trafegavam, podendo até ser reconhecido o veiculo pelo seu dono. 

Na velha “Ford de Bigode” com seu chapéu de caçador da África, lá vinha o Ilustre Dr. Silvio Curvo, nosso Senador. No Pontíac azul marinho lá vinha Benedito Herani, Ilustre e humanitário farmacêutico. Numa velha picape rural lá vinha o Dr. Agrícola Paes de Barros, um dos poucos médicos humanitários de Cuiabá, com a vocação de jornalista, fazendo circular  “O Fifó" jornal cuiabano que tratava da nossa cuiabanidade. 

Na Chevrolet verde claro, o meu Ilustre colega de profissão, um dos pilares da Maçonaria Mato-grossense, Dr. Nilson Constantino, que juntamente com sua Ilustre e benemérita esposa "D. Nini", deixaram hercúleos trabalhos para Cuiabá. Ele deixou rastros luminosos na comunidade maçônica, ela deixou rastros indeléveis de amor à Cuiabá, ela na Presidência do Clube mais aristocrático e cuiabano à época, O Clube Feminino.

Dr. Hélio Ponce, morador da Rua Grande, hoje 15 de novembro, bem cedo, após o “guaranazinho”, depois de tomar seu cafezinho com leite puro, da sua chácara ou da de Zico Saliês, preparado com carinho por sua esposa "D. Noíse ", surgia ele com seu Automóvel Ford importado, cuja frente parecia mais um avião a jato, lembro-me bem, da sua cor amarela, isto sem enumerar os taxistas de Cuiabá; Cerinha, Bertides, Leandro, "Mae da Praça", Paisome, onde os automóveis mais usados era o da marca Chevrolet 1946, com um porte de nobreza denunciando os anos doirados, também em Cuiabá. 

Depois com a chamada modernidade, começaram a surgir os Aero Willis, os Doddges, os Mercedes, deixando as chamadas "Furrequinhas e baratinhas", onde o querido amigo Névio Lotufo (minha homenagem póstuma), fazia coleção, apenas na lembrança do cuiabano. Espaço não faltava! Ao lado da velha Catedral, demolida talvez por ser bonita demais, e a falta de sensibilidade de alguns, lá estavam enfileirados os taxistas de Cuiabá, que não se preocupavam com a comunicação, visto que, o dono do “Bar do Bugre", ao lado do Jardim Alencastro, pai do eminente sempre Reitor Dr. Gabriel Novís, possuía um telefone, que quando acionado, o próprio Sr. Bugre chamava o taxista solicitado. 

Quem não se lembra do ônibus do "Berilo", sem portas, lembrando-nos os bondes de Santa Tereza no Rio de Janeiro, ou da Jardineira de “Mubaraque”, a balança mais não cai, antes que o Europeu Cuiabanizado "Bello Tabori", implantasse, em Cuiabá, através de dez Kombi novinhas acreditando há mais de trinta anos, nos serviços de transporte urbano em Cuiabá, onde tive a oportunidade e privilégio de assistir a implantação de uma nova "Maquiagem” no Transporte Urabano"? Aproveito do enseja para cobrar da Cuiabanidade, uma Homenagem perpétua à esse grande empresário, que também, naqueles idos tinha o famoso "Cine Bello" no Porto ao lado do quartel da polícia militar. “Bello Tábori”, como bom empresário, além do Cinema, montou uma sorveteria, no interior do mesmo, e no meio do filme parava o mesmo e com sua voz baritonada com sotaque carregado de erres dizia:

 “Vamos parrar parra tomar sorvetes, tá muito quente!”. 

As Ruas de Cuiabá, naqueles idos da minha juventude, pareciam enormes e tão largas, onde caminhões como a do meu irmão da Igreja presbiteriana Sr. Henrique de Andrade, trafegavam sem nenhum problema. 

Hoje estão maquiando Cuiabá, mais precisamente, não para atender a comunidade cuiabana, mais sim a FIFA, vez que Cuiabá é uma das sedes da Copa do Mundo 2014, o que importa dizer: se não houvesse a Copa do Mundo, Cuiabá que se dane?!”.  

Tenho certeza, jamais mudarão a doce canícula cuiabana. Porém, mesmo com esse "Foco" é valida a Maquiagem, onde túneis e viadutos, mudarão a "Cara de Cuiabá", pois, até nós mudamos um dia, e como, deixamos de ser jovem para caminharmos rumo à eternidade, onde teremos a certeza e a segurança que jamais nos maquiarão!


Moisés Martins  ( inverno de 2011)
E o Natal chegou!


E novamente chega o natal, cavalgando no dorso do tempo que celeremente avança sem esperar ninguém, deglutindo a todos na sua voracidade incontrolável. 
O natal para alguns, neste ano é motivo de alegria e regozijo, para outros de tristeza e dor, pois quem não recebeu na família um novo ser e, quem não perdeu um ser querido tragado pela morte? 
Porém sem perquirir o natal chegou, onde os corações ficam mais generosos, querendo num dia dar todo amor acumulado na mente. 
E mente para si mesmo, na tentativa de enganar, entretanto antes que o dia de Reis chegue, onde as árvores são desarmadas e guardadas para anos vindouros a fim de serem novamente armadas, agora com cheiro de naftalina. 
Quem pode entender esse espirito dubio do ser humano, senão Deus? Possuímos o infinito dentro de nós, qual laboratório produzindo veloz, tempestades de ódio e bonanças de amor. 
Com o Natal, também chegou a esperança de ver este Brasil mais justo e fraterno e aparecer mais JOAQUINS BARBOSA, e menos mensalão. 
Rogar a Deus que as autoridades eleitas pela soberania do voto popular, dobrem os joelhos frente à verdadeira democracia e, que os construtores de masmorras, sejam destruídos, como diz a canção de Cartola: “Abismo que cavastes com teus próprios pés”! Mas...Natal é alegria, esperança sem abominarmos a realidade do viver, por isto poeticamente desejando a todos feliz Natal e prospero ano novo, dedico-lhes o seguinte poema:
Moisés Mendes Martins Júnior. Poeta, compositor de mão cheia, músico, arranjador, cantor nas horas vagas, escritor com assento na Academia Mato-grossense de Letras e na Academia Mato-grossense Maçônica de Letras, Moisés Martins é figura onipresente nos movimentos culturais cuiabanos.

Considerado um dos ícones da chamada cuiabania, Moisés Mendes Martins Júnior nasceu em Campo Grande (MS), antes da divisão territorial para o surgimento de Mato Grosso do Sul.

Dentista por formação acadêmica, poeta por inspiração e cuiabano por opção e paixão, Moisés Martins é guardião da cultura de Cuiabá e uma das reservas morais da cidade que adotou fervorosamente. Sua sensibilidade artística o leva a compor clássicos que retratam a alma do povo que vive na quase tricentenária cidade fundada pelo bandeirante Moreira Cabral no centro geodésico do continente.

Com o músico, instrumentista e cantor Pescuma - do Trio Pescuma, Henrique & Claudinho - compôs os clássicos “Pixé”, “Furrundu” e “Tipos Populares”.