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  Imagem de "Febre do Rato" (2012), de Claudio Assis
Máxima Vida Mínima (Minicontos) - Volume II


Beatniks,malditos e marginais em Cuiabá, dando prosseguimento a antologia de minicontos Máxima Vida Mínima (organizada por Wender M. L. Souza e Wuldson Marcelo), divulga o segundo volume, com os 25 outros autores convidados para essa jornada de concisão, minimalismo e criatividade (veja aqui o primeiro volume http://beatnikscuiaba.blogspot.com.br/2014/01/maxima-vida-minima-minicontos-volume-i.html). Com o mundo contemporâneo tendo como uma de suas principais marcas a redução, seja das distâncias geográficas ou do tempo das relações afetivas, o miniconto, com ferramentas como o Twitter, ganha mais adeptos e popularidade. Nos cinquenta micro contos que selecionamos, temos uma mostra de sua diversidade e relevância.

Joel Robison - fotógrafo canadense
Máxima Vida Mínima (Minicontos) - Volume I



“Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá” apresenta a antologia de micro contos “Máxima Vida Mínima”, dividida em dois volumes, com 25 autores em cada uma delas. Organizada por Wuldson Marcelo (autor do livro de contos “Subterfúgios Urbanos” e um dos organizadores da coletânea “Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá: literatura na Cidade Verde”) e Wender M. L. Souza (poeta e revisor), a antologia pretende divulgar a capacidade de precisão, o esmero visual e a concisão necessária para contar/narrar uma estória com “menos” tornando-a “mais” de jovens e conhecidos autores. Com o micro conto ganhando cada vez mais espaço, mas sendo um substrato do conto já há muito tempo (eis Hemingway para nos provar isso com seu genial “Vende-se: sapatos de bebê, nunca usados”), propomos aos escritores convidados o desafio de exercer a “prosa curta” em, no máximo, três linhas. 
Zumbido de mosquitos a alardear um sonho - Wender M. L. Souza 

Um poema sobre a vida que passa e passa por querer ser vida.

Doses de vida contínua no "Beatniks, malditos e marginais".

Fonte: 



...ora, agora tudo me parece felicidade

...ora, agora tudo me parece felicidade,
esse tempo que grita e corre,
e esse futuro tão presente.
se chove lá fora é bom agouro,
molha os pés calçados e descalços,
o vento leva tudo  embora,
embora traga tudo de volta,
a cada volta do ponteiro
brinco com o vento,
sinto os meus pés suspensos.

...ora, agora tudo me parece felicidade,
o que ter que se preocupar,
não me preocupa nesta hora.
se faz calor sem nenhum sopro,
parece a sorte de quem espera tudo secar:
roupas, lágrimas, cabelo.
o dia estático arrasta tudo,
tudo que  seja paradoxal e anormal,
a cada volta do ponteiro.

...ora, agora tudo me parece felicidade...

...
há de se gostar do silêncio
e das imagens que se constroem
com a sua presença, e a partir
do observar, dialogar com o som
do silêncio. O som, objeto intangível,
tão intangível quanto a sua ausência
(silêncio). É no sorrir o querer,
nas miudezas – ruídos–, sensações dos
sentidos,
há de se gostar do silêncio
e acompanhar os passos no som
dos sapatos, há de pedir a presença
porque na ausência tudo é silêncio.