Arte de Tristan Tzara
DANE-SE A FILA

O que sou não deve ser regra de convivência. O que sou morre comigo.

Descobri que amar não é fazer com que o outro siga meu ritmo insano.

Isso é ditadura.

Amar não é puxar a namorada para o nosso fôlego, não é arrancá-la de seu temperamento e forçar semelhanças.

Isso é indiferença.

Amar não é punir atrasos e castigar descompassos.

Isso é tortura.

Amar não é ameaçar com frases egoístas como “A fila anda”. É o contrário: é perder o lugar na fila, é ceder seu lugar na fila, é regressar ao início da fila.

Amar é estranhamente recuar. É encurtar as pernas para melhor passear, alongar os braços para melhor entrelaçar os dedos.

O apaixonado não impõe seu temperamento, acostuma-se a caminhar diferente, olhando ao lado. O lado passa a ser a nossa frente. Quem nos ladeia é o nosso horizonte.

Surgirá um contratempo de sua companhia, uma dificuldade inesperada e se verá contrariando seus planos para ajudar – só tem pressa quem não tem urgência.

Amar é proteger mais do que avançar, é cuidar mais do que atingir objetivos, é apoiar mais do que se vangloriar da distância.

Foi a minha avó Mafalda que me explicou. Ficava muito irritado pelo seu trotear na Rua Corte Real. Era velhinha, manca e, além de tudo, distraída. Ela me obrigava a

participar de sua andança fisioterápica depois do almoço. Um quarteirão correspondia a queimar calorias de quatro quilômetros.

– Meu neto, é bom acompanhar um familiar doente, pois amar é ir aos poucos, é lentidão por fora e interesse por dentro – ela dizia.

Não fazia lógica para mim. Amar parecia voar, correr, atropelar. Amar significava velocidade, superação, afoiteza. Amar traduzia liberdade, transgressão, não se

intimidar com os limites.

Eu me enganei, vó.

Seu andar miúdo, pequeno, de bengala, pesando cada pé no chão, me ofereceu uma aula emocional.

Nenhum casal corre de mãos dadas.

Amar é aguardar se necessário, voltar atrás se preciso, criar um novo passo para atender os dois.

Se fui apressado para conquistar minha mulher, agora devo ser lento, estar com ela é meu destino.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 02/04/2013
Porto Alegre (RS), Edição N° 17390



Darwinismo, Racismo Cientifico e a Literatura Kardecista

A rede de televisão BBC de Londres exibiu um documentário sobre Racismo Cientifico - Darwinismo e Eugenia, disponível no Youtube, para explicar a perversa construção das teorias raciais que afetaram a mentalidade do Ocidente com demonstrações de intolerância e violência, devido à crença da superioridade de uma raça sobre a outra, como acreditavam, na época, seus cientistas. Estas teorias bioantropológicas não estigmatizaram apenas os negros, mas, boa parte do mundo oriental se viu afetada por ela. E sua repercussão pode ser medida no âmbito jurídico através das teorias criminológicas de Cesare Lombroso, para quem a degeneração racial era a responsável pela criação de monstros e, não por coincidência, suas acusações recaiam sobre o negro.

            É longa a historiografia do racismo no Mundo Ocidental. Embora alguns nomes surjam logo que o assunto é trazido à baila, como Gobineau (Ensaio Sobre as Desigualdades das Raças); é com Charles Darwin, com a publicação de sua obra célebre a Origem das Espécies, que a questão ganha contornos definitivos. E com Georges Vacher de Lapouge e sua medição de crânios de macacos, negros e europeus, com a conclusão da superioridade destes últimos sobre os demais – temos reunidos todos os elementos que justificarão a corrida pela Partilha da África, no expansionismo imperial, sem os remorsos do criminoso diante de seus atos de ignomínia.

            As idéias do racismo cientifico não impregnaram apenas a literatura filosófica ou jurídica. As concepções religiosas foram diretamente afetadas na sua construção do homem, a partir das suposições ditas cientificas, percebidas pelos cultores da época. E se há culpa pela concordância com o ideário racista, afirmado pela atmosfera positivista e empírico – lógica do período, não ignoramos a dificuldade em negá-lo, porque contava com o apoio dos baluartes do pensamento mais avançado a lhe sustentar os argumentos sobre a superioridade racial de um povo sobre outro. Dentro de um panorama histórico em que Charles Darwin inflamava as mentes mais progressistas com suas idéias, quem ousaria contestá-lo? Mesmo que doze anos após a publicação da Origem das Espécies, viesse o livro Descendants for Men que explicitaria, de uma vez, sua posição dentro do debate, não restando dúvidas quanto ao lado em que se encontrava. 

Da saudade
Quantas pessoas estão neste exato momento pensando em outras que não estão por perto? Qual a porcentagem noturna da saudade? Deste tanto, quantas vão saciar com delícia o desejo? Ou quantas vão esperar por um milagre?
Adoro a dança do desejo e da saudade. Ambos se evaporam com uma campainha bem tocada. Aquela taquicardia que antecede o pulo no pescoço de alguém.
Saudade pra mim é isso.
E mais um pouquinho.
Saudade é aroma. O cheiro do outro que, do nada, você sente e sorri. É assim que eu divido a saudade daquela outra parecida com a saudade.
A saudade do desejo sabe bem, puxa pelos detalhes, abocanha o que já sentiu e quer de novo e de novo e de novo. Anos luz da saudade esquálida do sonho.
Daí a pergunta: qual a porcentagem noturna da saudade? Quantos agora estão fechando os olhos feito criança que acredita na transmissão de pensamento?
Saudade cozinhando na panela. Panela colorida com desejo cheio d’água. D’água porque todo desejo escorre. Pinga feito molho nas costas das mãos pro outro lamber.
Eu gosto da saudade. É um bom tempero.
Acesse gratuitamente o acervo digital de Tom Jobim

Página criada pelo Instituto Antônio Carlos Jobim possui diferentes materiais divididos por categorias, entre elas "Textos", "Áudio" e "Vídeo"

Tom Jobim teve grande destaque no cenário internacional. Gravou “Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim”, em 1967, junto do ícone musical estadunidense, Frank Sinatra.


QUEM VIVERÁ? OBSERVAÇÕES SOBRE A PERDA DA HUMANIDADE EM BLADE RUNNER

Texto originalmente publicado no jornal “Folha do Estado” em 26 de Julho de 2012


Ano passado, quando Ridley Scott retornou ao estilo que o consagrou, a ficção científica, com “Prometheus”, comemorou-se os trinta anos de seu maior clássico, “Blade Runner, o caçador de androides”. O filme, baseado na peça literária do escritor Philip K. Dick, “Do Androids dream of electric sheep?”, teve seu lançamento oficial nos Estados Unidos, em junho de 1982. Inicialmente um fracasso nas bilheterias, a obra de Scott tornou-se, então, um clássico do cinema, indispensável na coleção de qualquer amante de ficção científica, contribuindo, ademais, para a formatação de novo gênero na linguagem cinematográfica, a saber, o neo-noir. 
Na primeira cena, somos introduzidos à problemática do filme com uma legenda: “No início do século XXI Tyrell Corporation criou os robôs da série Nexus, virtualmente idênticos aos seres humanos. Eram chamados de replicantes. Os replicantes Nexus 6 eram mais ágeis e fortes e no mínimo tão inteligentes quanto os engenheiros geneticistas que os criaram. Eles eram usados fora da Terra como escravos em tarefas perigosas da colonização planetária. Após motim sangrento de um grupo de Nexus 6, os replicantes foram declarados ilegais sobre pena de morte. Policiais especiais, os blade runners, tinham ordens de atirar para matar qualquer replicante. Isto não era chamado execução, mas sim de ‘aposentadoria’”. Deste modo, já sabemos do que se trata. A trama se passa na Los Angeles do ano de 2019, em que o homem, como indivíduo, é uma mancha dentro do vapor úmido da cidade.
Nesse primeiro quartel do século XXI, a história das colonizações entrou em um novo estágio e a maior parte das atividades humanas agora é executada por máquinas, androides construídos para o trabalho escravo nas frentes de exploração espacial. Os replicantes simbolizam um proeminente avanço tecnológico, porém, as suas tarefas nas colônias são executadas em condições adversas. O sistema de escravidão ao qual são submetidos os androides corresponde não somente ao domínio da máquina pelo homem, mas assemelha-se a exploração do trabalho assalariado de todo século XIX e XX: do poder econômico de uma elite contra a força de trabalho operária, ou seja, o domínio do homem pelo homem.
Os Estados Unidos atingiram a condição de “velho mundo”, e a secular procura pelo paraíso terrestre foi empurrado para fora da Terra: para as colônias interplanetárias. O Éden bíblico, que nos séculos XV e XVI acreditava-se estar na América indígena, em 2019 estava oculto em outro planeta. É o que diz um zepelim comercial na primeira cena: “Uma nova vida espera por você nas colônias extraterrestres. A chance de começar de novo numa terra dourada de oportunidades e aventuras”.
A brutal sofisticação técnica e tecnológica substituiu o homem em suas funções mais básicas, no trabalho, no lazer e nas relações afetivas. O que expõe de forma crucial a fragilidade da vida humana, a deterioração do corpo e a obsolescência da memória. Um homo sapiens que faz de sua debilidade física substrato de suas perdas espirituais. É nessa fragmentação dos referenciais de humanidade que os andróides ganham destaque. A tentativa de humanizar criaturas inanimadas acontece quando o próprio homem já perdeu todas as suas referências humanas; quando, em realidade, já perdeu a vida.
O filme de Scott acompanha a trajetória do ex-policial Blade Runner, Rick Deckard (Harisson Ford), que é forçado a voltar à sua antiga profissão. A temática do homem que vaga solitário por dentro da noite, angustiado e encurralado por algum problema (do passado ou do presente) que não consegue se desvencilhar, é característica típica do noir, aquele gênero de filme famoso nos anos de 1940 e 1950. Mas, em “Blade Runner”, os becos sujos e de ruas imundas são as de uma futurista Los Angeles de 2019. Deckard é encarregado de capturar 4 androides do tipo Nexus 6, mais fortes e inteligentes que os humanos e que todos os androides precedentes, a perfeita expressão da engenharia genética, não fosse o breve período de vida. Isto é, de funcionamento: apenas 4 anos. É justamente contra esse tempo tão curto que os replicantes, liderados por Roy Batty (Rudger Hauer), rebelam-se e retornam à Terra. Querem encontrar aquele que os criou e pedir (ou exigir) o que ninguém pode dar: mais tempo de vida. É precisamente nessa senda que “Blade Runner” instiga algumas discussões existenciais: a relação criação e criador, a busca da identidade (no caso dos androides, uma identidade inexistente). Essa identidade enseja a procura odisseica pelo significado da vida, que é a pedra angular da liderança de Roy, além de ser seu desespero. O leitmotiv da busca frenética dos replicantes pelas respostas que dariam fim à cruzada que iniciaram com a rebelião, perpassa pela memória fabricada, lembranças implantadas, pertencentes aos humanos com quais não possuem ligações afetivas, pela inquietação (humana, demasiadamente humana) entre destino – determinismo – e escolha – feitos e ações, pelo conhecimento da vida que os replicantes gerados por programação tecnológica e não fruto da educação, de um processo cognitivo.
Em 2000, Ridley Scott declarou à imprensa britânica que a personagem de Harrison Ford, o detetive Blade Runner, Rick Deckard, também era um Replicante. De fato, a condição não humana de Deckard fica um tanto implícita, e, em ao menos um dos trechos do filme, pode-se observar uma sugestão nesse sentido, ainda que muito sutil. Na versão da obra lançada em 2007, chamada “Blade Runner: the final cut”, a versão definitiva do diretor (esta é a terceira), encontramos um indício bastante significativo numa cena intrigante: no capítulo final, quando Deckard retorna à sua casa para buscar Rachael (Sean Young), o Blade Runner percebe um pequeno objeto de papel, um origami, no chão, ao passo que escutamos as palavras do policial Gaff (Edward James Olmos), “Que pena que ela não viverá. Mas quem vive?”. O policial fazia alusão à condição de Rachael, ela também um modelo do tipo Nexus 6, portanto, próxima da desativação, logo, da morte. Em dois momentos anteriores do filme, vemos Gaff construir suas miniaturas; deste modo, combinado ao comentário em off, presume-se que ele esteve por ali, na residência do Blade Runner. O origami no chão imita um minúsculo unicórnio, a mesma criatura que aparece na sequência – cortada na edição que foi aos cinemas em 1982, e incluída nesta de 2007 – do sonho de Deckard: uma paisagem utópica, próxima da fantasia medieval, com o belo e vigoroso animal correndo entre altas árvores num bosque verdejante e atemporal. A presença reincidente do unicórnio, no objeto artesanal (que se supõe) de Gaff e na viagem onírica de Deckard, não é casual, e poder-se-ia representar como o uso (pelo policial ou pelo caçador de andróides?) de memórias alheias, humanas, procedimento padrão adotado pela Tyrell Corp. em todas as suas criaturas como meio de sensibilização e controle. Essa é a afirmação do próprio Tyrell, idealizador e principal responsável pela companhia de engenharia genética que leva seu nome: “Se lhes dermos o passado, temos um ambiente aconchegante para suas emoções e, consequentemente, podemos controlá-las melhor”.  
 Neste caso, no entanto, quem seria o ente orgânico, Gaff ou Deckard, uma vez que cada máquina recebe uma habilidade específica – construir animais de papel, por exemplo, ou a capacidade de identificar robôs?  A escolha por Deckard seria espontânea e até lógica, talvez, por se tratar de um caçador de androides, um Blade Runner. Não obstante, a afirmação de Ridley Scott, de que a personagem de Harrison Ford seria sim um Replicante, põe em evidencia uma questão chave para a compreensão do filme: o slogan das Corporações Tyrell: “Mais humanos que os humanos”. A aparência cadavérica, robótica, de Gaff, que inclusive comunica-se num idioma incompreensível, facilmente o identificaria com um androide. Em verdade, a exterioridade do policial constitui um artifício, não para dissimular e confundir, mas, ao contrário, para revelar o drama latente da obra de Scott, a saber, a progressiva perda de humanidade dos homens, e a busca desesperada pela vida empreendida pelas máquinas.
E nesse sentido, um aspecto da dominação capitalista, que infligi ao corpo perdas de sua vitalidade orgânica, está no desenvolvimento da robótica de corpos artificiais, superiores ao organismo humano, desgastado pelo tempo. No entanto, os androides do tipo Nexus 6 sofrem também as limitações impostas pelo tempo, porém, de um tempo programado, e quando fogem desse determinismo, devem ser “aposentados”, eufemismo para executados; e aqui outro ponto do imperativo capitalista, quando não há mais vida útil ligada à produção, o esquecimento ou o extermínio são as soluções adotadas pelo cálculo instrumental. Ao falar do corpo, a discussão concernente ao humano e pós-humano surge no horizonte, não elucubrando a montagem de um ser humano com partes mecânicas, mas na relação mundo e cultura, na possibilidade da construção de seres híbridos nos quais componentes culturais estarão vinculados/em simbiose com componentes biológicos. A imagem técnica em “Blade Runner” evidencia uma (des) valorização do trabalho, feitos por seres mais perfeitos que o homem. Lembremos que Ray Kurzweil, o grande cientistas da computação e inventor estadunidense, autor de “The age of intelligent machines” (1990) e “A medicina da imortalidade” (2004), escrito em conjunto com Terry Grossman, vem prevendo nos últimos anos a fusão entre homem e computador. Segundo Kurzweil, num futuro próximo assistiremos à existência pós-biológica do ser humano graças ao transporte de todo conteúdo intelectual para um chip, o que consagraria a sobrevivência tecnológica de nossos feitos mentais.   
Em “Blade Runner”, a seu modo, todos buscam algo: os Replicantes rebeldes querem tempo, mas não o tempo propriamente. Eles aspiram à vida: cheia de realizações e plena de sentidos. Contudo, o tempo de vida que dispõem é o tempo de trabalho, e suas memórias, manipuláveis e manipuladas, na verdade, não são suas, e não são mais que meio para o melhor controle e governo de suas ações, dentro de uma margem pré-determinada desde a fabricação. Para Deckard, a investigação e a necessidade de extermínio dos androides insurrectos, o conduz contraditoriamente para dentro de si, para despertá-lo de sentimentos quase impossíveis para a Los Angeles de 2019: o amor por Rachael, e, por extensão, a preservação de sua existência, pois, ela própria é um autômato. Mas os diversos interesses da elite que dirige o mundo limitam o desenvolvimento da vida. Por isso, a incapacidade de realização dos anseios apaixonados do Blade Runner, bem lembrados por Gaff, “Pena que ela não viverá”.
Nesse universo “scottiano” de “Blade Runner” com máquinas que desejam a vida e de homens que perderam a humanidade, cabe-nos a mesma pergunta do policial: quem viverá?

Tenho medo e sigo

Tenho medo do que está por vir.
Assim como todos os outros pobres mortais como eu. 
Temo o desconhecido porque não o posso controlar, não posso espiar, não posso prever. Mas também são todas essas impossibilidades que me encantam no que está por vir e mesmo com medo sempre ouso dar o próximo passo, rumo a um abismo, talvez, mas rumo a um caminho novo que se descortinará. Se o abismo vier, que eu saiba abrir as minhas asas e voar. Se o caminho for sólido, que meus pés saibam caminhar e aprender com as pedras da estrada.

Tenho medo do que está por vir.

Sou corajosa em assumir.

Podia simplesmente só sentar e chorar e desistir, mas eu ouso ir. Ouso seguir porque a curiosidade que me impulsiona dá gotas de coragem.

Tenho medo do que está por vir e sigo. Sigo adiante porque maior que o meu medo é a vontade de ir cada vez mais além daquilo que posso ter preparado para mim, porque eu mereço novas experiências, que boas ou ruins, são as minhas experiências.

Tenho medo do que está por vir e isso faz parte da minha história. As minhas maiores conquistas vieram porque enfrentei esse medo, vestido com uma capa azul, mostrando seus dentes e seu hálito pavoroso. Todas as vezes que o monstro do medo esteve em minha frente eu o enfrentei e hoje tenho as lembranças mais lindas, as histórias mais divertidas, as pessoas mais queridas ao meu lado e alcanço a cada dia um pedacinho da felicidade.

Tenho medo do que está por vir e por isso eu vou!

Curitiba inaugurou  primeira “Tuboteca”

Pequenas bibliotecas serão instaladas em estações-tubo do transporte coletivo. Usuários poderão retirar livros gratuitamente

Desde quinta-feira (28), quem pega ônibus em Curitiba passa a contar com um incentivo à leitura. A primeira “Tuboteca”, projeto que prevê a instalação de pequenas bibliotecas em estações-tubo do transporte coletivo da capital paranaense, será inaugurada na Praça Rui Barbosa. O projeto-piloto prevê a instalação de outras nove unidades na capital paranaense.

Gatos da Noite
Stela Oliveira

Sobre a obra
 
O que dizer de uma pessoa capaz de olhar para uma estrela e com ela conversar, abrindo seu coração como se diante de uma grande amizade estivesse?

O que sentir sobre uma alma femina grandiosa capaz de se esconder num vaso físico frágil e ao mesmo tempo ser capaz de sintetizar em poucas, mas, contundentes palavras, o que muitos levariam laudas inteiras para expressar? Eis-me aqui, senhoras e senhores, não para falar simples e orgulhosamente de Stela Oliveira, mas para conclamá-los a apreciar, com suas almas libertas das mediocridades de liquidação, estas pérolas feitas palavras. Se o poeta é um fingidor, Stela com sua verve literária veio quebrar esta regra. Não engana ninguém. Stela é singular ao professar seus sentimentos com a pureza dos que falam sob a égide do Criador. Bem Haja!

Deixe pago o café do próximo

Vicente Carvalho

Para quem não dispensa um bom cafezinho a simpática ideia do “café pendente” ou “café do próximo” chama a atenção. Existente em um café no Rio de Janeiro ela também chegou a São Paulo.

O hábito do “café pendente” surgiu por conta do livro The Hanging Coffee, onde um personagem toma seu café e ao pagar a conta deixa pago dois cafés: o seu e um pendente para o próximo cliente que vier.

Na Vila Madalena a Ekoa Café é um local que pretende transmitir boas práticas aos seus clientes, utilizando produtos orgânicos e com foco na sustentabilidade. Seguindo o lema “gentileza gera gentileza” ela oferece o Café Compartilhado. Você toma seu saboroso café e faz uma gentileza: deixa um café pago para outro cliente. Na lousa são anotados os cafés que estão pagos e há a opção de deixar uma mensagem para quem for tomar o café que foi pago por você.
VI CONCURSO NACIONAL DE HAICAI “CAMINHO DAS ÁGUAS” 


O Grêmio de Haicai “Caminho das Águas”, Santos/SP, abre inscrições para o VI Concurso Nacional de Haicai Caminho das Águas.

O concurso está aberto à participação de praticantes de haicai, com idade mínima de 15 anos, filiados ou não a Grêmios de Haicai.

Cada participante poderá inscrever-se com dois haicais inéditos, optando, obrigatoriamente, por dois dos kigos (termos de estação) a seguir:  borboleta e lua.

Os haicais deverão seguir, obrigatoriamente, a linha de Mestre Bashô, ou seja, conter o kigo, ser construído com 17 sílabas poéticas em 3 versos de 5 – 7 – 5 sílabas, sem título ou rima.