Biblioteca Pública do Paraná abre inscrições para Prêmio de Literatura


Em sua segunda edição, o concurso da Secretaria da Cultura do Paraná vai selecionar livros inéditos de escritores de todo o Brasil, em três categorias que homenageiam importantes nomes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). Em 2012, quase 900 obras foram inscritas por autores de todo o país.

Arte de Fatturi
POR QUE VOCÊ NÃO ARRUMA NAMORADO?


Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.

Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.

Minha hipótese é que não abandonou o passado.

Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.

Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.

Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.

Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.

É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.

Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.

Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.

Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.

Sua respiração é um poço de suspiros.

Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.

Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.

Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.

Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.

Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.

Mendiga retornos, não cria memória.

Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.

Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.

Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.

Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.

É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.

Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.

Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.

Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.

Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.

Nunca estará presente.

Nunca estará aqui.

Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Revista Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 28/04/2013 Edição N° 17416

Stephen Wiltshire é um artista com um dom absolutamente extraordinário: ele consegue memorizar várias cenas em poucos minutos, e depois reproduzi-las com um número absurdo de detalhes em forma de desenhos.

Em 2009, Stephen foi convidado pela UBS para fazer um desenho da cidade de Nova York. Para ajudar na visualização, eles sobrevoaram toda a cidade de helicóptero por 20 minutos, o suficiente para gravar todos os detalhes.

Popularmente conhecida como memória fotográfica, a memória eidética é um talento excepcional que Steven começou a desenvolver lá pelos 7 anos, pois não falava e não se relacionava com ninguém por conta do autismo, e o desenho se transformou na melhor forma de se expressar.

Esse talento extraordinário já lhe rendeu vários prêmios e reconhecimento internacional, que ganhou mais notoriedade com o painel que ele fez da cidade de Nova York, e ficou conhecido como “The Human Camera”.

LA FORMA DE UNA ILUSION INTIMA

Rafal Olbinski, Nació en Kielce, Polonia en 1945. Estudió arquitectura antes de dedicarse a la pintura y el diseño. Se graduó en el Departamento de Arquitectura de la Escuela Politécnica de Varsovia. En 1982 emigró a los EE.UU., donde pronto se estableció como un destacado pintor, ilustrador y diseñador. En 1985, comenzó a enseñar en la Escuela de Artes Visuales de Nueva York. Sus trabajos  han aparecido en publicaciones en las revistas más publicitadas de los Estados Unidos,  así como en carteles o portadas de discos. En sus trabajos encontramos imágenes con diversas lecturas o escenas que se entremezclan entre sí. Por sus logros artísticos, ha recibido más de 150 premios.

Su obra son Imágenes detalladas que se superponen con la psicología compleja. No pinta el panorama de la realidad científica, sino que traza el interior de la mente. Al igual que Dalí y Magritte tienen una resonancia poética  que describe la mente como un teatro de los sueños, con nuevas atracciones en cada esquina.

Es un enamorado de su trabajo, especialmente cuando  pinta mujeres que  son a la vez estilos clásicos con mezclas de elementos vanguardistas que crean polémica. Explora el aura misteriosa de las mujeres que, aunque distante, invitan al espectador a participar del encuentro. Es un maestro de la técnica, que a menudo se basa en las obras de Goya y Botticelli en busca de inspiración. Al hablar de la época de Goya, la forma femenina tiene el poder de incitar a la controversia.

El humor es una cualidad poética rara vez se encuentran en las bellas artes , dice Andre Parinuad, el presidente del Salón Internacional de las Artes en París.   Rafal Olbinski tiene este don. Quiere mostrarnos  que nuestra imaginación sea  un mundo mágico, en el que estamos recreando siempre. Él nos adentra en un universo diferente, y nos obliga a usar los ojos para participar en un mundo maravilloso que es la verdadera dimensión de los sueños.

Rafal Olbinski es un testimonio extraordinario de la integridad, el espíritu y la aventura. Técnicamente magistral, emocionalmente completa, la suya es una de las visiones brillantes hoy en cualquier forma de arte. 















4º CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL

PRÊMIO BURITI -2013
EM HOMENAGEM AO ESCRITOR DR. JOBAL DO AMARAL VELOSA

EDITAL E FICHA DE INSCRIÇÃO

Objetivo: estimular a criação literária em língua portuguesa e ajudar novos autores a publicar suas obras.

Abrangência:nacional

Categoria:Adulto-maiores de 18 anos

Modalidades: conto, crônica e poesia

Inscrições: de 1º DE MARÇO de  a 1º DE AGOSTO de 2013
Permitido enviar apenas uma obra inédita por modalidade.
As obras deverão ter aproximadamente 30 linhas para poesia e 60 linhas para prosa.

Taxa de inscrição:(para despesas )10,00 reais por obra.Enviar cópia do recibo ou cheque nominal junto com o material da inscrição.

Pagamento da inscrição : conta para depósito – Banco do Brasil –agência 4562-4,conta poupança variação 51, número 9345-9, ou cheque nominal a Rita Bernadete Sampaio Velosa.

Envio do material para inscrição:

Crônica do amor que começa

Artigo publicado na Folha de S.Paulo

Esta semana não tem jeito, esta semana é de conversa com Paulo Mendes Campos. Reler o homem dá nisso.

José Carlos Oliveira, mais um gênio da Cachoeiro de Roberto, Rubem Braga, Sérgio Sampaio etc, respondeu a PMC quando este escreveu, em 1964, “O Amor acaba”, um dos mais populares textos da literatura brasileira.

Ao reler a resposta, cocei os dedos para rabiscar também a minha versãozinha vagaba. Ei-la:

E quando começa o amor, Paulo? E quando começa o amor, Carlinhos Oliveira?

O amor começa, vos digo, em uma noite de sexta, a noite do pecado por excelência, o amor de uma comerciária que saiu de casa de vermelho, calcinha no capricho, crente que o amor principiaria, ela leu no horóscopo, Sagitário seu signo, o amor principiaria, qual o Gênesis, calcinha no esmero, o fiat lux, antes do último ônibus, no barzinho, na vida simples da música ao vivo, lua cheia, papel crepon, batata frita, o beijo-ou-não-beijo, será que ele presta?

Em Arcoverde, no sertão de Pernambuco, ao encontrar uma morena de Garanhuns, terra de 17 tons de morenidade, o amor começa. Era uma morena caldo-de-feijão-vermelho, melanciosa boca, buceta de manga rosa, batismo cítrico, diocesano, vida macuca.

O amor começa em qualquer geografia, LSD ou GPS. Na colina silenciosa do Pacaembu, SP, revendo um filme de Cassavetes, com as coisas dos anos 70 o amor rebobina e reverbera como o replay de ácido que teima a não sair do juízo, eternas ondas.

O amor começa, principalmente na rua da Aurora, Recife, na luz do fim de tarde, não peça que eu explique, são os mistérios do Planeta.

E quando você menos espera, o amor começa, sabe onde?, no joelho de Camila Pitanga. Um amigo meu, muito tempo atrás, viu que a nega sentia dores no joelho, talvez de um mau jeito na pista de dança. Pegou o gelo do uísque e botou nas dobradiças da deusa. Reacendeu os olhos da marlinda. Se aquele amor não deu certo, problema do amor mesmo, mas que algo começou naquele instante, ah santa fagulha!

O amor começa “ah lá em casa”.

Pobre de quem acha que o amor precisa que a fila ande. O amor é mais ligeiro, rápido, o amor é tão avançado, o amor é centroavante em impedimento.

Amor não carece de tira-teima.

Amor é impedimento. Como quem ama homem ou mulher casada, por exemplo. Isso não significa que o amor não tenha começado, mesmo de forma proibida, o amor não pede licença, o amor detesta o cartório, o amor cara-de-pau simplesmente começa.

O amor é tão lindo que às vezes já começa subindo os créditos do filme, uma transa e the end. Vai duvidar que era amor o que deveras sente até hoje!

O amor começa num lual. Costuma ser o amor “cuidado frágil”. Nunca confie num amor que começa com todo aquele cenário perfeito, maré cheia, música hippie, lua idem, tudo no clichê da lindeza.


O amor tem que começar, por exemplo, na contramão, o amor tem que começar em São Paulo, para depois evoluir até a beira da praia, uma pousada, o sal marinho que salva os velhos safados, uma metida em pé romantiquinha antes do jantar e da larica, a fome de viver, a perna bamba diante do garçom que pensa “já fui bom nisso”.

O amor começa quando o cafa cita na mesa “o amor acaba”.

O amor acaba quando o cafa é tombado e recomeça tudo de novo.

Por essas e por outras é que fico aqui bem paradinho, coladinho, porque se o amor se mexe muito, o amor já era, amar é coisa de superbonder, amor é stop, amor é…, parou, amor é estátua e um gato brincando por cima.

Quem nasceu primeiro: o amor acaba ou o amor começa?
Manifesto do Futuro – Silêncio da Noite

Hoje é Sábado! Faz um bom tempo que não escrevo… Tem horas que sinto falta das palavras… Elas somem na dor, reaparecem na calmaria, e fogem no desespero. Estranho isso, não é?

Um dia eu amei! O amor dizia que me amava com a mesma intensidade. Só que a palavra amor, é tão curta, que o que eu sentia se encurtou… Aí veio a solidão, esta sim, é gigantesca…

Estou apreensiva, meus olhos mostram no espelho, o reflexo da saudade. Mesmo depois de algum tempo. Eu já fugi disto uma vez, alcancei quem estava ao meu redor, dei créditos de muitas luas perfeitas para estas pessoas, mesmo assim, um sorriso antigo reapareceu.

Desejei o desejo maior do mundo, que era simplesmente viver esquecendo as marcas do rosto. Ainda mais, quando existem evidências lógicas o suficiente de que aquele passado não era para ser meu…

Tenho um nó na garganta, tenho imagens revirando meu estômago, estragando minha mente e açoitando o meu coração. Drogas de lágrimas que não rolam somente uma vez… Querem – vim e voltar. Isto é tão confuso e nebuloso.

Por isso, prefiro refugiar na solidão, no silêncio da noite, encontrando as partituras do Manifesto do Futuro. Sim! Elas me confortam toda vez, são sonetos encontrados na estrada da vida, e que hoje devem ser cantadas pelas bocas das moças virgens.

O refrão que me entusiasma é este:

É um amor sem amado/Sozinho na solidão/ Sem teu corpo/ Um nobre desalmado…

Amo está canção.

Quando ouço com a alma, aumenta a ausência do seu ser, vem tão forte e incontrolável, que imagino, ondes estás aquele passarinho!

Enfim, só queria viver! Esquecê-lo! Quantas indagações, e olha que não quero mostrar os serás!

Neste dia, sou uma pessoa incerta, incorreta, inconstante, indireta, ínvida. Os sentimentos de esperança se foram, já não noto se o terei novamente. A noite está se perdendo e não quero ter que encontrá-la. Portanto, sumo no silêncio, imaginando um amor de antes… Parece que acabou, certo?

Palavras que adormeceram e renasceram me façam terminar, antes que a dor, faça – me esquecer quem sou.

Por enquanto, Beijos tristonhos…

Assinado – Magia da Serpente Misteriosa!

Cultura e terror



Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelos simples fato de que isso o distingue dos outros seres naturais.


Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.


Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.


Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência. Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.


Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na natureza para viver na cidade que foi criada por ele.


Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados, variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.


Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal. Chega-se à agressão, à guerra.


Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.


De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.


Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o centro das atenções.


A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político.


Esse fenômeno, que se formou em meados do século 19, ocuparia todo o século 20, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria, resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.


Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa: o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.


O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.


Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.


Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus em ódio aos infiéis.


Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados --que matam sobretudo inocentes-- só é proibido matar os "nossos" inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes "deles".


Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios. 
Fonte:
Folha de S.Paulo

Foto: Facebook
Divulgadas as fotos do homem deportado da Arábia Saudita por ser 'bonito demais'
 
Por Charles Nisz


A justificativa dada para impedir a entrada do homem em terras sauditas é que ele seria "bonito demais e por isso representaria risco para as mulheres sauditas". 
Eles estavam em um festival cultural em Riad, capital da Arábia Saudita.


Poetas de diez países se reúnen para leer juntos en Madrid
LA NOCHE DE LOS LIBROS EN CAFÉ COMERCIAL
L. Zelada / Fotos: FR y Julio Medina Gimenes

El 23 de abril fue una noche especial. Aparte de que estuvo lleno el Café Comercial, hacer un recital en un lugar emblemático y con tanta historia en la literatura en lengua castellana, era algo emocionante. Son de esos recitales que uno siempre recordará.

Para empezar tuvimos las palabras de Ian Gibson en la presentación del poeta inglés Robert Gurney. 


PALABRAS DE IAN

Las palabras emocionadas de Ian al hablar de su amigo y ex-alumno en la Universidad de Londres, fue un momento entrañable.

Y encima pudimos disfrutar del recital intenso de Robert que finalizó con su excelente poema Café Comercial. Dejaron el listón muy alto tras leer varios poemas. En el libro destaca alguno como el siguiente retazo:

“Las alondras cantan
por encima de los campos
Más ranas que de costumbre
Aparecen en los estanques
Las avispas bajan 
Para tomar agua
Los abejorros zumban
Entre los azafranes de la Primavera”. 
Por: R. Gurney 

Así empezó la noche. Por mi parte para mí, estar cerca de dos grandes de la literatura inglesa actual, fue una pasada.

Luego empezamos la presentación de la Antología Hispanoamericana por el 10º Aniversario de la editorial Lord Byron, que al igual que el libro Dragonfly de Bon Gurney, estrenaba nuevo formato, elegante, minimalista y en papel blanco mate.


VELADA POÉTICA

Participaron en esta parte, Leticia Luna, Antonio Ángel Usábel González, Eva Trigo Cervera y Piedad García-Murga.

Luego, vino la parte final, donde leyeron amigos poetas, entre los cuales destacó la presencia del gran poeta español Angel Guinda, que quizás es el único poeta conocido de España, que tiene un vínculo con las nuevas generaciones poéticas.




EMOCIÓN

A continuación participaron, con emoción algunos, en la lectura de poemas los siguientes autores: Félix Rosado (escritor y periodista de madridpress.com), José A. Pamies, Pumuki Poetry Tonic, Catalina Tejada, Magga Samsara, Fernanda Pesce, David Escudero Vigara, Julio Medina Gimenes, Eduardo Bravo, Javier Jover, Nina Salinas, Marian Megía. 

“Y cuando vuesa merced la bese
por mí, dos besos, y uno, 
por Don Juan!,... dice la carta.
Y para mañana, siendo Dios servido,
Espero respuesta de declaración de Amor
Así dice don Alfonso de Vargas y Montes
A su muy amada doña María de Sierra:
Me abraso en Amores... por Ti.
En Toledo, del año 1713 de nuestro Señor, a 23 de abril.
Tal que hoy hace trescientos años”. Fragmento de 'Me abraso en amores', escrito por Félix Rosado tras inspirarse en una carta renacentista hallada en el casco histórico de Toledo.

A mí, poeta peruano, Leo Zelada, me tocó cerrar el recital, leyendo mi poema Poética explicada a un hombre cualquiera. Todos dieron lo mejor de sí.

Poetas y escritores de España, Inglaterra, Irlanda, Italia, Rusia, México, Argentina, Chile, Perú. Madrid más que nunca, La Nueva París Literaria. Esa noche, pintamos de poesía Madrid.
Un abrazo a todos. 


ANTOLOGÍA DEL X ANIVERSARIO DE LORD BYRON

Poetas y escritores que publican en la Antología por el X Aniversario de Lord Byron Ediciones.

En poesía: Luis Alberto Ambroggio, Irene Mercedes Aguirre, Inés Arribas de Araujo, Marya J. Del Campo., Anibal Crespo Ross, Bella Clara Ventura, Héctor Medina, Alexander Anchía Vindas, Marco Tulio Mena, Carlos Caicedo, Humberto Napoléon Varela, Simon Zavala, Nina Salinas, Julio Torres- Recinos, Emiloo Arnao, Josefina Infante, Piedad García Murga, Mar Gomez Hortelano, Jose Mañoso, Inka Martí, Belen Nuñez, Manuel Perez- Petit, Juan Emilio Ríos, Jaime Siles, Antonio Ángel Usábel, David Escobar, Robert Gurney, Abril Albarrán, Leopoldo González Quintana, Leticia Luna, Gloria Martinez, Juan Daniel Ramos, Abel Pérez Rojas, Lucía Yépez Villafuerte, Raúl Allain, Miguel Ángel Colán, Gloria Davila, Zenn Ramos.

En narrativa: Julio Torres-Recinos, Eva Trigo, Natalia Savchenko.

En ensayo y artículos: Roxana Pinto, Alicia Y. Dorantes, Abel Perez Rojas.


Revista Biografia