Jobim, Mendes e Teló [Bruna Repetto]
Bruna
Repetto
Fim
de férias, últimos dias de verão, e o hit da estação tem um nome, o sertanejo
Michel Teló. O mês de fevereiro também teve grandes premiações da música e do
cinema, com uma contribuição rica da música brasileira marcando presença. Mas,
nem de longe o tradicionalismo venceu a massa, e muita gente no Brasil nem
soube dos gringos Grammy ou Oscar.
Michel Teló não é ficção, com o seu “ Ai se eu te pego” marcou não só território nacional como deu um grande passo na sua carreira internacional. São quase 100 milhões de visualizações no YouTube, o que leva ao título de música brasileira mais acessada da história do site, sétimo vídeo musical mais visto no mundo e primeiro lugar nas paradas do iTunes em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. A versão em inglês tem uma tradução literal “ Oh, If I catch you” que não tem o mesmo sentido da versão brasileira, mas o que importa é fazer render o hit e tornar a música ainda mais forte durante o verão.
Do outro lado, a festa do Grammy deste ano, que premia os artistas da música, teve destaque brasileiro com a homenagem póstuma à carreira de Tom Jobim, e recentemente a indicação ao Oscar de Sergio Mendes, compositor brasileirio radicado nos EUA há mais de cinco décadas, na categoria melhor canção com a música "Real in Rio", composta por ele, Carlinhos Brown e Siedah Garret para a animação "Rio". De um lado o gosto popular e a melodia “grude” do outro o tradicional, rico melodicamente e harmonicamente, tornando o samba e a bossa nova algo genuinamente original, e extremamente valorizado no exterior. Por aqui, o que se escuta é o batidão, a repetição, a possibilidade de poder reproduzir e se sentir capaz de dançar, cantar e imitar um padrão em alta nacionalmente. Não que a simplicidade e a repetição sejam ruins, na verdade são aspectos que tornam uma canção marcante, mas o encanto nacional desse “grude melódico” ainda é um fenômeno que não se explica.
A escassez de indicados resulta de recentes mudanças no formato do Oscar, respondendo às críticas de que canções medíocres estavam sendo selecionadas, então supostamente o Brasil estava entre os dois únicos merecedores a melhor canção original, infelizmente não ganhamos o prêmio, mas mostra que a velha guarda do samba e da bossa nova ainda tem muita força nos EUA.
Jobim, com sua “Garota de Ipanema”, Mendes com sua “Mais que Nada” e Teló com a “Ai se eu te pego”, todos fizeram sucesso com estas canções. Mendes soube entender o mercado americano e fazer boas parcerias, assim como Jobim, mestre indiscutível com inspiração clássica, elevou a música brasileira nos anos60 a dimensões internacionais.
Teló soube remodelar um forró com o seu pop sertanejo e assim parece entender a
juventude das baladas.
Michel Teló não é ficção, com o seu “ Ai se eu te pego” marcou não só território nacional como deu um grande passo na sua carreira internacional. São quase 100 milhões de visualizações no YouTube, o que leva ao título de música brasileira mais acessada da história do site, sétimo vídeo musical mais visto no mundo e primeiro lugar nas paradas do iTunes em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. A versão em inglês tem uma tradução literal “ Oh, If I catch you” que não tem o mesmo sentido da versão brasileira, mas o que importa é fazer render o hit e tornar a música ainda mais forte durante o verão.
Do outro lado, a festa do Grammy deste ano, que premia os artistas da música, teve destaque brasileiro com a homenagem póstuma à carreira de Tom Jobim, e recentemente a indicação ao Oscar de Sergio Mendes, compositor brasileirio radicado nos EUA há mais de cinco décadas, na categoria melhor canção com a música "Real in Rio", composta por ele, Carlinhos Brown e Siedah Garret para a animação "Rio". De um lado o gosto popular e a melodia “grude” do outro o tradicional, rico melodicamente e harmonicamente, tornando o samba e a bossa nova algo genuinamente original, e extremamente valorizado no exterior. Por aqui, o que se escuta é o batidão, a repetição, a possibilidade de poder reproduzir e se sentir capaz de dançar, cantar e imitar um padrão em alta nacionalmente. Não que a simplicidade e a repetição sejam ruins, na verdade são aspectos que tornam uma canção marcante, mas o encanto nacional desse “grude melódico” ainda é um fenômeno que não se explica.
A escassez de indicados resulta de recentes mudanças no formato do Oscar, respondendo às críticas de que canções medíocres estavam sendo selecionadas, então supostamente o Brasil estava entre os dois únicos merecedores a melhor canção original, infelizmente não ganhamos o prêmio, mas mostra que a velha guarda do samba e da bossa nova ainda tem muita força nos EUA.
Jobim, com sua “Garota de Ipanema”, Mendes com sua “Mais que Nada” e Teló com a “Ai se eu te pego”, todos fizeram sucesso com estas canções. Mendes soube entender o mercado americano e fazer boas parcerias, assim como Jobim, mestre indiscutível com inspiração clássica, elevou a música brasileira nos anos
Bruna Repetto é cantora,
compositora e jornalista. Gaúcha de Porto Alegre, Bruna se interessou desde
cedo por música. Aos 5 anos, já passava as tardes cantando na casa de uma
vizinha pianista. Aos 18 anos, iniciou seus estudos de canto erudito e fez
parte do coral da OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Em 2000, Bruna
viajou para Boston – EUA para estudar jazz na renomada universidade Berklee
College of Music. De volta ao Brasil, terminou a faculdade de jornalismo na
universidade PUCRS e mudou-se para São Paulo. Em 2006, graduou-se em música
pela Faculdade Souza Lima & Berklee e foi convidada para lecionar canto no
Conservatório de Música Souza Lima. Em 2010, depois de oito meses de trabalho
como produtora, compositora e intérprete, lançou seu álbum de estréia chamado
Em Movimento. Além do trabalho autoral, Bruna compõe trilhas sonoras e material
publicitário. Recentemente, a cantora gravou com o violonista e compositor da
Bossa Nova, Roberto Menescal, um álbum lançado no Japão. Como jornalista
cultural, faz colaborações para o Jornal do Brasil e Zero Hora. É idealizadora
do curso Música: hobby, profissão ou negócio? Tudo o que você sempre quis saber
e não tinha a quem perguntar. Em 2011, lança seu primeiro livro pela Edipuc,
chamado Quando a música entra em cena. Atualmente, está em produção do seu
próximo projeto musical.
Sites: brunamr@hotmail.com - www.brunarepetto.com/
www.facebook.com/pages/Bruna-Repetto/207586755949882?ref=hl


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