QUEM SOMOS

elaborado pelo artista plástico Adriano Figeiredo Ferreira
Logotipo da Revista Biografia, elaborado pelo artísta plástico mato-grossense, radicado em Cuiabá, Adriano Figueiredo Ferreira.

Respondendo a algumas das perguntas mais frequentes sobre o blog Revista Biografia.

"Ese blog no posee fronteras de razas, credos, Lenguas, género o posición social. Es dedicado la publicación de poetas, escritores, pintores, escultores, artistas en general, profesionales o amadores, esparcidos por el mundo todo y que de alguna forma mantuve contacto y en los tormamos amigos, aún distante, aún sin nunca tener en los encontrado, aún hablando idiomas diferentes pero entendiéndose a través del lenguaje universal de la poesía que cada uno carga. "

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1- O que é o blog Revista Biografia, como surgiu e quais os seus objetivos?

O Revista Biografia é um blog de divulgação literária e de elementos que desenvolvem e promovem a literatura. No entanto, isso não significa, necessariamente, que ele se restrinja apenas à arte literária. O leitor poderá encontrar aqui, além de escritores, poetas, prosadores e contistas, também profissionais como pintores, músicos, artesãos, escultores, enfim, representantes  de diversos segmentos artísticos. O espaço é aberto para a divulgação da arte em geral.

O blog nasceu de maneira despretensiosa, sem nenhum intuito comercial ou de promoção pessoal. Inicialmente, era um espaço onde eu publicava os textos que me eram enviados por amigos e que, devido ao caráter do meu blog particular, não podiam ser postados naquele ambiente.

Surgiu, primeiro, com o título de "Amigos do poeta Daufen Bach", sendo um espaço destinado apenas para a publicação de autores com quem mantenho contato. Contudo, devido ao grande número de textos recebidos e à qualidade desse material, o blog — apesar de manter o mesmo endereço eletrônico — foi elevado ao status de Revista. A partir disso, passou a ser encarado de forma diferente, e vários fatores começaram a ser pensados e questionados.


2- Quais são esses fatores, essas questões de relevância que passaram a ser pensadas e questionadas?

Antes de responder a essa questão, permito-me uma premissa: quando se pensa em literatura e em produção literária e artística — sobre aquilo que possui ou não valor literário e artístico —, a discussão é ampla e mais complexa do que se imagina. Afinal, além das normas consideradas cultas e dos estudos sociológicos da Língua, e para além das escolas de Arte, existem as tendências, os estilos individuais e o produzir algo novo que permite essa constante renovação artística e cultural.

Baseado nessa premissa, a Revista Biografia não discute o valor literário: ele apresenta o autor, não faz essa distinção e deixa a cargo do leitor essa avaliação. O tempo, que para mim é o patrono maior de todos os escritores e artistas, cuidará de manter vivos na memória aqueles que contribuíram de forma significativa para a sobrevivência da arte.

Com relação aos fatores e às questões de relevância, o primeiro deles está relacionado à preservação da memória. Existem excelentes autores que ainda são anônimos. Além disso, muitos daqueles que já estão vinculados, visitados e comentados nos meios virtuais não possuem uma referência para que se possa saber um pouco mais sobre eles — uma fonte de pesquisa onde possam ser encontrados —, pois suas poesias e produções artísticas estão distribuídas de forma esparsa pela internet. Com a velocidade relâmpago que os meios virtuais propiciam, muitas vezes esse autor é trazido à tona e afundado no mesmo movimento, o que o deixa esquecido. A Revista Biografia, mesmo que minimamente, busca preservar essa identidade.

O segundo fator é o poder da literatura virtual, tão em voga ultimamente. Creio sinceramente que os livros nunca perderão seu espaço; nada substitui um livro nas mãos. Quando surgiram os primeiros gibis, os pais tinham medo de que os filhos deixassem os livros de lado; depois, surgiram as revistas e a mesma preocupação veio à tona, mas, ainda assim, os livros continuaram a existir e, creio, sempre existirão como uma das formas mais gostosas de ler.

Mas o avanço dos meios de comunicação — essa enxurrada de coisas supérfluas que surge todo dia, na grande maioria das vezes — rouba o tempo e a atenção, fazendo com que o hábito de abrir um livro fique esquecido. Quando não, os autores lidos são aqueles velhos conhecidos das aulas de literatura do ensino médio e dos cursinhos pré-vestibular.

É preciso um espaço onde se encontrem os autores — os novos autores dividindo “a sala” com os nomes já consagrados. Não que não existam esses espaços, mas o interesse comercial e midiático se volta sempre para o autor que já está em curso, já publicado. Os “iniciantes” não encontram lugar onde se mostrar, a não ser nas suas redes sociais, nos seus blogs ou antigos perfis, sempre num trabalho árduo e solitário que não os integra a um grupo maior. A Revista, numa pretensão que pode ser considerada exagerada, devido ao grande número de autores, quer reuni-los num ambiente conjunto.

O terceiro fator está relacionado aos parágrafos anteriores dessa mesma questão. Para preservar a memória e dar espaço a esses novos autores, muitas vezes é preciso descobri-los, garimpá-los e promover a sua interação com outros escritores, estimulando-os a publicar. Na revista Biografia, há autores que escrevem apenas como abstração, uma catarse; por outro lado, há aqueles que são renomados e vivem da escrita, fazendo da literatura — principalmente da poesia — a sua forma de sobrevivência, com 20 ou 30 livros publicados. Estão aqui, dividindo o mesmo espaço, reitores de universidades, donas de casa, médicos, advogados, pedreiros, mineiros, professores, todos irmanados, de certa forma, pela literatura e pela arte em geral.

Um quarto fator — que, inclusive, faz da Biografia uma revista internacional — é o de alargar fronteiras. Autor é autor aqui, no sul da Argentina ou no norte da Dinamarca; não importa a localização geográfica, todos possuem a mesma forma de sentir ou pensar a arte. Com o trabalho de divulgação realizado, descobre-se o que está sendo construído em termos de arte (mais especificamente na literatura) e o que pode ser considerado novo. O objetivo é tentar descobrir e espelhar, pelo menos em escala mínima, o que se lê e escreve hoje, bem como o tipo de influência que essa produção sofre. Nessa aldeia global onde o fluxo comercial das alfândegas aumentou, torna-se necessário também ampliar o intercâmbio cultural.

Um quinto fator, de cunho mais filosófico, é o de ressaltar a arte. Desde que os gregos a apresentaram como obra divina; depois com a representação da natureza; com as questões de Platão; e com o nascimento da estética por Alexander Baumgarten (ou Gottlieb)... as inúmeras manifestações artísticas foram sendo influenciadas. Da explosão do Renascimento aos dias de hoje, muita coisa mudou, foi reescrita e reinventada. Novos olhares e interpretações surgem a todo momento. O que vemos é um tsunami de produções artísticas: alguns afirmam ser o apogeu da expressão e que nunca a arte foi tão intensamente interpretada; outros, como Lefebvre, assinalam que hoje estamos vivendo algo parecido com a arte, mas não a arte como conceito primeiro. A Revista Biografia serve-se dessas questões para apreender e entender a arte nos dias de hoje e registrar, principalmente na literatura, esse movimento vivido, mas pouco compreendido.

Enfim, há vários fatores que podem ser enumerados, mas o que se pode dizer resumidamente é que a Revista Biografia pretende descobrir e divulgar o autor de hoje: dizer quem ele é, o que faz, como e onde vive, e que influências sofre. O objetivo é que se possa ter no futuro, mesmo que minimamente, uma noção e um registro daquilo que se produz culturalmente nos dias atuais, identificando se há uma continuação do que vinha sendo feito ou se uma nova tendência está surgindo — mas isso fica para os doutores no assunto.

3- Pretende ampliar fronteiras? Que países já têm poetas, prosadores e artistas em seu espaço?

A Revista é um projeto amplo, apresentado de forma on-line, que pretende, talvez, um dia — junto a instituições ligadas à cultura — ser impresso e distribuído em universidades, escolas públicas e órgãos públicos voltados à educação e à cultura, tanto em nível nacional quanto internacional. As ferramentas para que isso aconteça estão sendo estudadas; por enquanto, ele sobrevive como um projeto simples, com poucos recursos, sempre nas horas vagas, mas sempre em construção... Um "fazer" solidário e solitário pela arte.

Os autores publicados são, em sua grande maioria, latino-americanos. Há também várias publicações de autores espanhóis, franceses, italianos, do mundo árabe, da Oceania, da Ásia, Macedônia, da Síria, da Alemanha, da Bósnia, da Albânia, dos Estados Unidos, da Dinamarca, da Romênia, da Índia, da República dos Camarões, da Finlândia, enfim, de uma infinidade de países. Acredito que só não há mais publicações devido à barreira da língua. Como não sou poliglota, utilizo tradutores on-line e corro sempre o risco de as traduções não serem exatas e eu acabar não sendo bem interpretado (risos).

Uma observação importante é que vários desses autores publicados, principalmente os latino-americanos, embora estejam postados com a indicação de seu país de origem, residem atualmente em países da Europa, Ásia, Oceania, entre outros.

4 - Qual tem sido o feedback? Sente que as pessoas gostam mais por vaidade ou pela sensação de pertencimento a um todo maior?

A elaboração do Biografia é um trabalho voluntário e solitário. Não tem nenhum vínculo comercial, não existe marketing nas páginas e não recebo subsídios para fazê-lo. É feito nas minhas horas vagas, depois do trabalho e na madrugada. Todos os autores e conteúdos postados são recebidos via e-mail; nada é colhido na internet e também nada é publicado sem a permissão do autor. Sendo assim, esse feedback acontece de maneira natural, na grande maioria por e-mail. Falho um pouco pelo fato de não conseguir responder às mensagens imediatamente quando as recebo, mas procuro, na medida do possível, responder a todos. Sofro um pouco quando vêm em outra língua, pois tenho que traduzir para ler e, depois, escrever e traduzir novamente para enviar. Isso rouba um pouco de tempo, mas faço.

Admito que alguns autores parecem não se importar. Não vou citar nomes, mas teve um que, embora recebesse os e-mails de divulgação desde o primeiro momento, sempre me mandava sua biografia, a foto e os mesmos textos para serem publicados, mesmo eu respondendo que ele já havia sido publicado, o que me leva a crer que ele nem chegou a visitar os links da publicação que enviei.

Outro, um autor renomado da Academia Francesa de Literatura que não está publicado no Biografia, me disse certa vez que não reconhecia aqueles nomes como uma lista de grandes autores, pois ele próprio não estava presente. Isso também me leva a crer que ele nunca leu nenhum dos meus inúmeros e-mails convidando-o e solicitando material, pois se não está publicado, é porque não enviou material.

Ainda há outro que disse que não enviaria porque o povo brasileiro gosta muito de se autopromover, de falar de si, e ninguém quer ouvir isso (rs). Acho que ele não entendeu o caráter da Revista Biografia. Ressalto que são situações muito específicas e sempre respondo educadamente. No fim, acabo me divertindo com isso.

Mas a grande maioria está sempre presente: agradecem às publicações, divulgam o blog, há essa reciprocidade. Não saberia dizer se fazem isso por vaidade ou por se saberem pertencentes a um projeto maior — até porque, por falha minha, não havia explicitado os objetivos do Biografia até pouco tempo —, mas sempre agradecem às publicações como uma forma de carinho.

Uma das coisas importantes que tenho percebido nesse contato com autores — e vale a pena ressaltar, deixando claro antes que isso é uma crítica construtiva —, é que os autores são solitários por natureza. Dentro dessa solidão do compor, acabam, mesmo que subjetivamente, sendo egoístas (espero sinceramente que o Biografia não esvazie depois dessa afirmação). Há aquela coisa de compor e lançar e, depois de lançado, não se importar mais(rs). Há uma falta de envolvimento em ler o que o outro publicou.

Sei que há vários fatores que podem levar a isso, e sabemos que vida de artista não é fácil, mas o autor precisa fazer o seu marketing, e só se consegue isso mostrando-se. Aquele velho ditado que diz :“é preciso ser visto para ser lembrado” é muito verdadeiro.

5- O que é publicado no Biografia passa por correção prévia?

Não. O que é publicado no blog não sofre correções, sendo postado exatamente da forma como o escritor o envia, sem alterar o texto. Se o material for enviado em caixa alta, será publicado em caixa alta. Se contiver erros ortográficos, será publicado com esses erros. Caso haja alguma informação falsa, a responsabilidade é e será exclusivamente do autor.

Essa postura é adotada pelo fato de o blog ainda não possuir um corpo editorial. Devido ao grande volume de materiais e publicações, e contando com apenas uma pessoa que trabalha em horários alternativos, torna-se impossível realizar revisões. Essa limitação é ainda maior no caso de autores que enviam seus textos em outros idiomas que não a Língua Portuguesa.


6- Os direitos autorais dos textos publicados pertencem a quem? Ao autor ou à Revista Biografia?

Os direitos autorais dos textos publicados pertencem ao autor, conforme especificado nos rodapés das postagens. A Revista Biografia não detém direito algum sobre as obras. Como mencionado anteriormente, todo o conteúdo publicado é encaminhado via e-mail, o que, por si, caracteriza a permissão do autor para a publicação. Todos os e-mails recebidos são salvos para servir como banco de dados e como prova de que não houve má-fé na postagem.

Como consequência dessa política do blog, o autor que agir de má-fé e enviar textos que não sejam de sua autoria — caracterizando plágio e violando a lei de direitos autorais — será responsabilizado caso a Revista Biografia sofra alguma notificação ou penalização por esse ato.

7- Para a publicação dos autores e dos textos, há algum processo de seleção?

Não há um processo seletivo para a publicação, tanto para os autores quanto para os textos. O objetivo da Biografia é justamente promover encontros entre diversos escritores, independentemente do “ranking” que ocupem no meio literário. Claro que existem situações que impedem a publicação: a revista jamais publicará conteúdos ofensivos ou que configurem crime, seja por racismo, qualquer tipo de preconceito, difamação ou situação comprovada de plágio.

Também não são publicados textos de pessoas que, navegando pela internet, chegaram à Biografia e, sem possuir nenhum histórico no meio literário (como blogs, sites pessoais ou publicações anteriores), enviam um texto qualquer solicitando a postagem. Isso não significa que, dependendo do conteúdo, o texto não possa ser publicado; no entanto, o remetente não será categorizado como autor, mas sim como a opinião de um leitor. Em todos os casos, será enviado um e-mail ao remetente explicando os motivos da não publicação.


8- O que é necessário para ser publicado no Biografia? O que se deve enviar e para onde enviar?

É necessário apenas ser autor e ter publicações em qualquer meio, seja virtual ou impresso. Não precisa ter livros publicados tampouco ter ganhado prêmios; precisa, apenas, ser autor ou artista e se reconhecer como tal.

Precisam ser enviados, de preferência em arquivos anexos: uma breve biografia ou história de vida em formato Word; uma fotografia em formato .jpg, png ou webp, se possível; e, claro, a sua produção (textos, vídeos, pinturas, músicas, desenhos, etc.). Enfim, uma mostra daquilo que caracteriza você como artista.


No blog, existe o link “Contatos”. É só clicar e o meu endereço de e-mail estará disponível.


Um grande e terno abraço,
Daufen Bach.

11 comentários

beneditocglima disse...

Li e gostei do espaço.muito bom.Parabéns pela bela proeza.Farei divulgação aos companheiros aqui de Corumba ms Pantanal Sul.Somos um grupo de poetas,artistas plásticos,artesões,musicos,dançarinos etc

beneditocglima disse...

Temos aqui no Pantanal um espaço poetasdopantanal.arteblog.com.br e donquixotepantaneiroepoetasamigos.bligoo.com.br e costumamos no segundo sábado do mes realizar oProjeto Passa na Praça/Que a Arte te abraça,com exposição de artesanatos,telas,desenhos,oficinas e varal de poesia na Praça da Independencia.Quandoi li,gostei e já informei aos companheiros sobre este belo espaço de contato e divulgação cultural.

beneditocglima disse...

Valeu,espaço sensacional.

Unknown disse...

Um espaço fantástico que revela muitos textos e pessoas geniais! Quem lê só tem a agradecer pela oportunidade de acessar um conteúdo de qualidade e ótimo design. Espero que a Biografia abra muitas portas e tenha muito espaço no mundo virtual, como vem acontecendo. Desejo muito sucesso!!

betty badaui disse...

Siempre es un placer rrecorrer este sitio interesante, ameno y que abre sus pueras a los creadores.
Les deseo continuidad.
Desde Rosario-Argentina, va un abrazo
Betty Badaui

Daniel de Culla disse...

Bello y entrañable Blog.
Un cordial abrazo en Poesía y Amistad.

Katia Berni disse...

Bom dia! Adorei o Blog vou utilizar as informações na minha tese de doutoramento, assim gostaria de saber quem escreve, o nome do autor/res para para eu citar. Abraços

Otto Nilsen disse...

Agradeço pela oportunidade de ter aqui compartilhado um pouco de minha carreira musical através da entrevista que dei à Cleo Oshiro.
Muito obrigado pelo carinho, atenção, e profissionalismo.
Grande abraço à todos,
Otto Nilsen.

Vinicius Siqueira disse...

Olá!

Achei demais o site de vocês!

Para qual e-mail posso enviar uma indicação de site?

Abraços!

Aíla Sampaio disse...

Genial, querido daufen bach.Fiquei muito feliz de me encontrar aqui! Um abraço de poesia. Aíla Sampaio

Alberto Valença Lima disse...

Maravilhoso o seu projeto. Parabéns. Conheço algumas das pessoas que estão publicadas aqui. Louvável. Abraços poéticos.

http://verdadesdeumser.com.br