Mostrar-se é sobreviver [Patrícia Dantas]
Mostrar-se
é sobreviver
Mostrar-se para alguém de
forma discreta ou desnudar-se completamente é como dizer que se possui a
liberdade nas mãos por alguns segundos. É um diálogo que flui, uma
sobrevivência limitada. Imagine a cena de duas crianças que correm a esconder
um brinquedo – a primeira, que o esconde e a segunda, que deseja pegá-lo de
qualquer jeito, para experimentá-lo nem que seja por alguns minutos, para ver o
novo em sua expressão ainda desconhecida, pois o toque revela a originalidade
do objeto que se imagina em sua superfície. Isso mesmo, até a descrição que dá
para sentir!
Mas, e se em algum momento a mostra mais arquitetada do ser não se realizar, o que fazer? Não deu certo o plano mais ousado de se comportar, vestir e agir como um ator ou atriz de cinema, que é um arquétipo do que é belo e bom na sociedade contemporânea e fetichizada. Então, o que se pode tentar é ser quem você realmente é. É a melhor alternativa – e originalíssima – de se portar, conversar e acreditar nas construções que lhe convém melhor.
Mas, e se em algum momento a mostra mais arquitetada do ser não se realizar, o que fazer? Não deu certo o plano mais ousado de se comportar, vestir e agir como um ator ou atriz de cinema, que é um arquétipo do que é belo e bom na sociedade contemporânea e fetichizada. Então, o que se pode tentar é ser quem você realmente é. É a melhor alternativa – e originalíssima – de se portar, conversar e acreditar nas construções que lhe convém melhor.
O que tenho observado na
maioria (quase em todas!) das publicações sobre o rol de participantes do mundo
social é que existe uma busca que não cessa, aliás, ela se renova no olhar ou
no dia seguinte. É no outro que mora o desejo, a chama que arde no corpo
inteiro. As colunas e páginas sociais que desfilam fotos, os últimos aparatos
tecnológicos e achados da moda – foco sempre o masculino e o feminino -, do que
está no top da imaginação é o que importa para os fazedores de momentos
eternizados. Mas não culpemos o mundo pela inventividade e o que desperta
nossos instintos para os experimentos momentâneos e quase sempre prazerosos.
*Imagem:http://www.classic-design24.com/uk/paintings/lempicka-tamara-de-group-de-quarter-nus.html
Patrícia Dantas - Amante da arte de escrever e descobrir nas histórias a construção das palavras.
Possuo, desde 2010, uma página atualizada no Recanto das Letras: http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=68582
Participei da Focus - Antologia Poética VII, pela Cogito Editora:
http://www.cogitoeditora.com/patricia-dantas-focus-antologia-poetica-vii/
Meu Blog: Intimidades de uma Escritora
http://intimidadesdeumaescritora.blogspot.com.br/
Portal BVEC (Biblioteca Virtual do Escritor Contemporâneo: http://www.portalbvec.net/Patricia_Dantas/
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Vem ai a ANTOLOGIA MUNDO, da Cogito Editora! Vou participar!!
Um brinde ao encanto das palavras!

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