O eco das ruas! [Moisés Martins]

O eco das ruas!
 
Auscultando, e vejam que, auscultar é mais que simplesmente ouvir, pois, aquele, auscultar é decodificar o que se ouve, entendendo. Enquanto, que este, o ouvir, significa apenas sentir o passar dos sons pelos ouvidos, sem necessariamente entende-los.

Podemos sim afirmar que auscultamos os ecos oriundos das ruas, que, sem os quais a mobilização da Nação, inclusive dos governadores, prefeitos e principalmente da presidente da república, acordando não sabemos se pelo medo de perder os mandatos, com as deposições dos gestores públicos, ou se a pressão foi muito forte, obrigando-os as tomadas de decisões.

Interessante, se não existisse o clamor das ruas, qual puxão de orelhas, nada teria acontecido e tudo estaria como estava! Estabeleçamos um paralelo com o ato cirúrgico, onde o cirurgião sabe que o paciente é hemofílico, e se não for socorrido a tempo a hemorragia será brutal não dando tempo de salvá-lo. Entretanto para isso, cuidados preliminares foram tomados entre os quais a reposição do sangue perdido, isto sem a necessidade do paciente gritar exigindo socorro! 

O governo, através da presidente, governadores e prefeitos, de há muito sabem que o paciente é hemofílico e nada fizeram, objetivando a socorrer suas necessidades, foi preciso que mesmo um tanto quanto anestesiados, acordando dessem o grito nas ruas, provocando no eco, o pedido de socorro, talvez antes de expulsar do centro cirúrgico os péssimos cirurgiões! Façamos uma anamnese dos péssimos cirurgiões: será que não sabiam da forte corrida inflacionária no País?

Não tinham conhecimento do péssimo estágio da saúde pública? Será que não perceberam que o aumento da violência, é devido a ausência de Escolas?

Será que não tinham a sensibilidade de entender a dificuldade do cidadão brasileiro, para deslocar-se ao seu dificultoso trabalho, ganhando uma “merreca” de vencimento, necessitaria de transporte acessível e condigno?

Será que estavam com vendas nos olhos, impedindo-os de ver a hedionda corrupção já praticada e que continua a prática nojenta? Será que o governo, não se sentia na capacidade de ver o dinheiro público ser desperdiçado, nas obras superfaturadas e inacabadas? Será que os poderes da (Respública= coisa publica), são impotentes para que haja a devolução do dinheiro ROUBADO, por tantos e que até hoje não fora devolvido, pois, estão sempre recorrendo?

Enquanto isso o LEÃO do Imposto de renda, abocanha até do coitado do aposentado, que mau ganha para comprar remédios visando a atender suas necessidades? Depois destas reflexões, podemos ainda perguntar: Para que governo, se não sabem governar?

Para que democracia, somente para livremente votar na classe política, na sua maioria apedeuta e desqualificada, disposta a ajoelhar-se, ante a corrupção e os pedidos de empregos? Para que democracia, quando a Imprensa o 4º poder da mesma, se sente cerceada e acuada para dizer e mostrar o que pensa?

O que vai valer o PLEBISCITO PARA UMA POPULAÇÃO SEM ESCOLARIDADE, por culpa do próprio governo, onde a maioria desconhece até o vernáculo? Que democracia é essa quando um poder agredindo a Constituição, nossa carta magna, tira o poder de outro poder?

Talvez seja o momento de pedirmos ajuda ao parlamentarismo! E ficarmos de olho no que irá acontecer!


Moisés Mendes Martins Júnior. Poeta, compositor de mão cheia, músico, arranjador, cantor nas horas vagas, escritor com assento na Academia Mato-grossense de Letras e na Academia Mato-grossense Maçônica de Letras, Moisés Martins é figura onipresente nos movimentos culturais cuiabanos.


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