Paulo Viggu. Músico/Compositor e Poeta- Formado em Letras/Mestre
em Comunicação Social busca sons alternativos. Tem parcerias com
Muzzile"Almalesma", Daniel Viana, Luz Marina, East West, Eduardo
Santanna, Eristhal, Bruno PT, Mael Maranho, Osni Ribeiro, Wilson Castro e Lula
Barbosa, Serginho (Unesp), Paulo Serau.
O INTERIOR TAMBÉM FABRICA MÚSICA URBANA. Deixei os
desertos da capital e voltei à aldeia. Sabia que a inspiração ainda pairava
aqui: a ponte e a água em seu passar, a ponte e o nosso atravessar. E aqui
desfio o que liga tudo entre o céu e o mar. Sim. Aqui deste rio. Este rio
limpo, vivo, que corta Piraju. Águas limpas, vejam vocês. Às vezes choro,
porque a ponte projeta só água em meu olhar. Sou capaz, sim, de ficar aqui.
Porque a ponte projeta e a música protege.
O meu sertão tem muita água e eu queria encapar o
rio e encaixar canções na margem. Quem é capaz, faz. É tudo que sei! Fazendo um
verso, usando um verbo, pegando a palavra fazer, gravando um disco, voando em
outro, desfazendo o verbo fazer, devorando um livro e encaixando a nota. Quem é
capaz, enxerga. É tudo que sinto! Vejo um verso, vivo a poesia. Pego a palavra
viva, canto uma canção, falo para alguns e não desfaço nada. Refaço o verbo fazer...
Sites:
http://pauloviggu.blogspot.com/
http://www.myspace.com/pauloviggu
Entrevista em vídeo com Paulo Viggu
Música: Água Boa
Letra e Música: Paulo Viggu
(Vídeo produzido por Kauê Gonçalves)
Letras/Poemas de Paulo Viggu
Pressão
Ando com o coração na mão
E qualquer coisa balança
Trêmulo: vai de acordo com a emoção
É uma canção
Um fio melódico
Uma saudade
Um olhar entre as distâncias
Não há remédio
Só o amor diário
Entre os trancos
Barrancos
Verbos mancos
Falas mortas
E o coração bate fora
Bate lento bate forte
Mas pulsa silencioso
Quando está tudo bem.
silêncio
mesmo um CÉU
mesmo um SOM
mesmo um SIM
algo carrega as chaves
de cada estação
MESMO um véu
MESMO um sul
MESMO um caos
Algo fica em silêncio na janela
Até que cesse o tempo de esperar
R E P R E S A (Dedicado a João Reimão)
A água desanda
Arrasta o barco
E um relâmpago prediz o raio
Foda-se!
Neste estreito-largo leito
Em que me desfaço,
A barragem represa
Foda-se!
Não importa!
Eu
D
E
S
Ç
O
E PASSO
Vira Bossa
A alma chega da noite fria
De céu escuro sobre as casas
Liberta-se da água presa
Deixa de ser poça d`água
Lava a cara no rio
Reergue o seu SERTÃO
Brinca ao sol de suas margens
E vira bossa:
Gosta de ficar no canto
Entre os violões e a
§§§§§§§§§§§ c a n ç ã o §§§§§§§§§§§
Feito fogo, feita pedra
Feito essa coisa no coração
FORA DO COMPASSO
Feito Fogo
Feito uma cidade ao sol.
Fica essa ponto
DENTRO DE OUTRA HARMONIA
Feito esse vento de inverno
Improvisado em meu corpo
Esperando suas mãos.
AGORA
A saudade corre em mim.
Até parece
Que você é um quintal
E eu a pedra esquecida ali.
Paulo Viggu
Todos os direitos autorais reservados ao autor.
5 comentários
Paulo Viggo é um dos mestres mais completo que já tive a oportunidade de conhecer, seus verso e musicalidade mansos e desafiantes como as águas do rio daí, feliz Piraju que o tem.
A-M-O o som do Viggu!
Impressionante como a sua música é verde musgo, da cor do rio!
Há muito que vejo escorrer do peito deste menino, um rio de palavras tão belas e puras quanto as águas cristalinas que canta. Poemas que jorram do um coração de poeta nato.Um orgulho para a cidade de Piraju, ter um poeta tão sensível e coerente com suas raízes, à frente de seus projetos culturais.Parabéns Viggu!Sucesso!
Viggu é pedra de rio!
Panema n'alma, corredeira, correnteza, rio abaixo, intenso,limpo,cristalino feito água boa batendo nas basálticas...é limbo, é peixe amarelo, é dourado. É do rio daqui!
É poeta, peito aberto, sem medo seu verso insinua música, paralelepípedo pira, Piraju Viggu!
Paulo Viggu, como a água, sempre em movimento, sempre contornando as pedras e enriquecendo a cidade. Parabéns pelo Blog. Virei sempre aqui. Um beijo. Sandra Val.
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