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Pequi Fruto Tipico do Centro Oeste [Ivana Schäfer]

Pequi Fruto Tipico do Centro Oeste

Nome científico : Caryocar brasiliense Cambess.

Existe uma narrativa bastante interessante que conta como surgiu o primeiro pequizeiro.

Conta a lenda que quando o último  quilombo foi encontrado, houve uma enorme matança de crianças, jovens e velhos. Aqueles que conseguiram fugir foram implacavelmente perseguidos e sumariamente executados. Naquela noite, somente uma jovem escrava grávida conseguiu furar o cerco, escapando da chacina, tomando rumo ignorado pelo cerrado.

Ela andou dias e noites sem comer, sem beber e sem dormir vindo a falecer sob a sombra de uma frondosa árvore de galhos fortes, fartos de folhas, porém estéril.

O corpo esquálido e jazido daquela mulher se decompôs, transformou-se em húmus e sal da terra, fazendo-se fertilidade àquela árvore.

Desde então, flores da cor do sol brotavam naquele tronco robusto, transformando em frutos redondos e verdes, de segurar com as duas mãos. Frutos estes quando partidos, revelava uma polpa amarelo ouro, em forma de embrião, com aroma indizível e inconfundível paladar.


Assim, os nativos do cerrado deram o nome a este fruto de pequi.

Hoje, conhecidos por pequizeiros todas as árvores mães que geram estes frutos em abundância, garantido sustâncias a quem tem fome e sede, descanso a quem tanto trabalha, restaura a virilidade dos homens e dá vida longa às mulheres que um dia deram a luz.

O pequizeiro é uma arvore protegida por lei que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional.

A árvore do pequi atinge geralmente 10 metros de altura, tronco com ramos grossos, normalmente tortuosos, de casca áspera e rugosa de cor castanha acinzentada.

Folhas pilosas, recobertas com pelos curtos, compostas, formadas por três folíolos com as bordas recortadas, tendo as nervuras bem marcadas. Suas folhas, ricas em tanino, fornecem substância tintorial, usadas pelas tecelãs.

Grandes flores brancas-amareladas, vistosas e bastante decorativos. As flores, de até 8 cm de diâmetro, são hermafroditas. O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro.

Sua polpa macia e saborosa deve ser comida com bastante cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de finos espinhos que, se mordidos, fincam-se na língua e no céu da boca, provocando dores intensas, risco este que deixa de existir, uma vez assimilada a técnica de degustação que é de fácil aprendizado. 

Deve ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres.
Deve ser levado a boca para então ser "raspado" - cuidadosamente - com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada e parar antes que os espinhos possam ser vistos.
Fruto típico do cerrado e um dos ícones da culinária mato-grossense. 

É nessa época do ano que os pequizeiros estão carregados e garantem bons frutos aos produtores e também àqueles que comercializam o produto nas feiras e nas inúmeras bancas nas ruas centrais da cidade.

A produção mato-grossense começa a ser colhida de fato no final deste mês e tem seu auge em meados de dezembro.

Nesse período as árvores estão carregadas – cada pé pode render até dois mil frutos - e os frutos começam a cair, quando então o produtor inicia a colheita, já que o pequi não deve ser colhido diretamente da árvore. 

O cheiro de pequi invade as ruas de Cuiabá. Ambulantes com seus carrinhos-de-mão vendem a iguaria pelas ruas do centro e aquele cheiro característico abre o apetite de uns e embrulha o estômago de outros.


Arroz com Pequi
 



Ingredientes


    1/4 de xícara de chá de óleo ou banha de porco;
    1/2 litro de pequi lavado;
    2 dentes de alho espremidos;
    1 cebola grande picada;
    2 xícaras de chá de arroz;
    4 xícaras de chá de água quente;
    Sal a gosto;
    Pimenta de cheiro ou malagueta a gosto;
    Salsinha, cebolinha picada a gosto.


Modo de Preparo

Coloque o pequi no óleo ou gordura fria (se usar o fruto inteiro, não é preciso cortar, mas cuidado com o caroço);
Acrescente o alho e a cebola e deixe refogar em fogo baixo, mexendo sempre com uma colher de pau para não grudar na panela, e respingue um pouco de água quando for necessário;
Quando o pequi já estiver macio e a água secado, acrescente o arroz e deixe fritar um pouco.Junte a água e o sal.Quando o arroz estiver quase pronto, coloque a pimenta de cheiro ou malagueta a gosto.
Na hora de servir, polvilhe o arroz com salsa e cebolinha e um pouco de pimenta.


Como Fazer Licor de Pequi

Modo de Preparo:

Descascar o pequi.
Limpar com um pano limpo.
Colocar em vidro de boca larga mais ou menos até a metade. 
Encher o vidro com pinga deixando por um ou dois meses, bem tampado.
Depois desse tempo misturar 1 copo da essência obtida da infusão com 2 copos de calda de açúcar bem grossa.
Colocar numa garrafa e está pronto para ser consumido.
Para guardar tampe bem, o produto dura vários meses.
Para que fique com aquele efeito cristalizado é só fazer a calda mais forte.

Um pouco do sabor e da cor do meu Estado aos leitores da Revista Biografia


Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequi



Ivana Schäfer - Pedagoga com Habilitação em Orientação Educacional, Especialização em Psicopedagogia e Cerimonialista. Sou Cuiabana de "tchapa e  cruz", amo minha terra, meu povo e a nossa cultura. Sou do Mato ....de Mato Grosso. Página na internet:

7 comentários

Jane Eyre Uchôa disse...

Oi Ivana!
Fiquei curiosa para experimentar o pequi. Parece que as frutas que ganham lendas para sua origem são mais saborosas, quando você falou que o cheiro do pequi invade as ruas lembrei-me do nosso cupuaçu aqui que tem um cheiro irresistível mas que desagrada bem poucos. Eu gosto dessa diversidade das plantas em cada região, o que parece nos tão familiar ""cheira""bem estranho a outros rs.
Manda uns pequis pra mim que eu te mando uns cupuaçus daqui rs. Obrigada pelo texto, muito gostoso de ler. bjs

Ivana disse...

rssssssssss, conheço o cupuaçu e o seu cheiro característico é igual do pequi rsssssssssssssssss, trato feito, mando sim, so n sei como irá, pq o cheiro vai matar todos até chegar ai, rsssssssssssssssssssss, bjus Jane

romulo netto disse...

Ivana,
lá no Gerais das Minas aprendi a comer o pequi. Chegando aqui não deixei a mania. Adoro o cheiro e o sabor. Gosto de fazer a geleia e, principalmente o pequi em pó. Dá um trabalho danado, mas mesmo sem usar qualquer tipo de conservante consigo ter o meu produto artesanal por dez meses sem perder o sabor e sem ser atingido pelo mofo. Pequi, lá em Minas ou aqui é sempre uma delícia. Parabéns pelo texto.
Romulo Nétto

Ivana disse...

O pequi além de ser encontrado em toda a região Centro-Oeste (considerada a capital da fruta) encontramos também nos estados de Rondônia (ao leste), Minas Gerais (norte e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão (extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste), Ceará (sul), e nos cerrados de São Paulo e Paraná. Saudade de ti meu escritor predileto, mas Rômulo garanto que o pequi daqui é mais gostoso, risos

Jane Eyre Uchôa disse...

Poxaaaaaaaaaaaaaaaaa não vale!! no Pará?? aqui do ladinho??? e se for gostoso igual cupuaçu afffff eu vou amar!

Dé Barrense disse...

Ivana,o fruto pequizeiro exala um cheiro bastante gostoso e que toma todo roçado, arvore de sombra farta e claro o pequi dentro de um feijão de corda é gostoso demais... Abraços, Dé Barrense.

Ivana disse...

obrigada pelo comentário Dé Barrense, imagino que seja bom demais rssssssssssssss