Zumbido de mosquitos a alardear um sonho [Wender M. L. Souza]
Um poema sobre a vida que
passa e passa por querer ser vida.
Doses de vida contínua no
"Beatniks, malditos e marginais".
Fonte:
Poema de Wender M. L. Souza
zumbido de mosquitos a alardear um sonho
zumbido de mosquitos a alardear um sonho
zumbido de mosquitos a
alardear um sonho,
anúncio da vida repentina,
retina a estranhar os
raios solares,
queimar pensamentos,
cinzas a se espalhar
no céu azul, que de tão
azul parece um
engodo. Enganar a
presença,
impedir o encontro, calar
no sono
vozes inaudíveis. Procurar
no momento
o tempo do todo, o todo
sozinho,
só o tempo todo no vagar
vago da imprudência em
calçadas
molhadas, poças a espirrar
a lama
da sujeira do real, o que
existe
para parecer existir
e desiste no zumbir de
buzinas
a despertar a madrugada
insone.
Wender M. L. Souza,
graduado em Letras/Língua Portuguesa (UFMT) e mestre em Estudos de Linguagem-
Estudos Literários (UFMT). Revisor do romance Scarlet e o branco (2012, Editora
Multifoco) de Eliete Borges Lopes, do livro de contos “Subterfúgios Urbanos”
(2013, Editora Multifoco) de Wuldson Marcelo, e da Coletânea “Beatniks,
malditos e marginais em Cuiabá: literatura na Cidade Verde” (2013, Editora
Multifoco).
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