GAFIEIRAR PRA NÃO DANÇAR (AOS DEMOCRATAS)

Capa do Álbum Gafieirando lançado pela Kuarup
Capa do Álbum Gafieirando

Seja bem-vindo à coluna assinada por Aquiles Rique Reis — cantor, escritor e integrante do lendário conjunto MPB4 (fundado em 1965, em Niterói-RJ). Com seu conhecido tom engajado, musical e irreverente, Aquiles celebra nesta edição os dez anos do octeto Gafieirando e seu novo álbum pela Kuarup. É um convite afiado para os democratas de todas as idades colocarem o som na caixa, defenderem a nossa cultura e lembrarem que, na música e na vida, "enquanto houver bambu, tem flecha!"



Hoje vamos de Gafieirando (Kuarup), trabalho com o qual o octeto Gafieirando comemora dez anos de carreira dedicados à gafieira. Um trabalho onde se nota uma alegria libertadora pela via democrática, para pessoas de todas as idades e classes sociais que defendem a liberdade.

Antes de seguir, duas sugestões. Ao aceitá-las, poderemos sentir o gosto bom que virá de cada garganta, fruto da certeza de que soubemos preservar a cultura e o futuro conquistados pelo esforço de cada democrata. E mais, ainda restará a certeza de que conseguiremos preservá-los graças à luta de tanta gente. Afinal, não se joga fora o que prezamos, como o Bolsa Família, a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida; muito menos se entrega de bandeja as nossas riquezas a quem já as ofereceu aos EUA, não é verdade?

E atentemos para as músicas que rolam na interpretação do Gafieirando, posto que elas estão em nosso imaginário. Só não nos deixemos enganar por gente que odeia música, que é contra vacina, afirma que a terra é quadrada e ainda reza pra pneu e bebe detergente. Ui! Bem, ouçam o álbum e notem o extremo bom gosto do repertório. É o Gafieirando dando aula!

“Fibra” (Paulo Moura e Eloir de Moraes”) – part. esp. Jovi Joviniano: percussão; “Do Balacobaco” (Sombra)”; “Reencontro, cha-cha-cha dançante” (Silvério Pontes); “Olha Eu Aqui Oh Oh Oh” (Roberto Corrêa e Jon Lemos) – part. esp. Fabiano Segalot: trombone; “Albertina no Baile" (Silvério Pontes e Daniela Spielmann) – tributo às dançarinas e à tradição dos salões cariocas; “Todo Santo Dia” (Chico Alves e Mauro Aguiar); “Clarinete do Moura” (Silvério Pontes e Daniela Spielmann) – dedicada a Paulo Moura; “Nunca” (Lupicínio Rodrigues) – part. esp. Áurea Martins: voz; “O Trombone do Zé” (Silvério Pontes e Daniela Spielmann) – homenagem a Zé da Velha, part. esp. Everson Moraes: trombone; “Bolero de Satã” (Guinga e Paulo César Pinheiro) – part. esp. Guinga: voz; “Se Acaso Você Chegasse” (Lupicínio Rodrigues) e “Gafieira Carioca” (Zé Menezes).

Ora bolas, coloquemos o álbum pra tocar e vamos pra rua dançar com alegria por uma festa tão digna quanto necessária para a vida melhorar. E cantemos juntos e nos deliciemos com a releitura dos clássicos dos bailes, com a homenagem aos mestres da música brasileira e com as participações especiais.

E bora em frente, gente boa! Nunca esquecendo de que “enquanto houver bambu, tem flecha!” A hora chegou! Bora nessa?



Ficha técnica: Daniela Spielmann: saxofonista, flautista e compositora; Silvério Pontes: trompete e trompete flugelhorn; Alexandre Maionese: flauta transversa; Alana Moraes: cantora; Antonio Guerra: piano e teclados; Domingos Teixeira: violão e guitarra; Rodrigo Villa: contrabaixos acústico e elétrico; Rodrigo Scofield: bateria; André Siqueira: percussão; arranjos: Daniela Spielmann.


Ouça o Álbum:






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Aquiles Rique Reis
Nossos protetores nunca desistem de nós.

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