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“Ofício e Arte: fotógrafos e fotografia em Mato Grosso – 1860-1960” [João Antonio Botelho Lucidio]

RESTAM POUCAS UNIDADES


Obra do historiador João Antônio, lançada pela Carlini & Caniato Editorial

A arte e a história da fotografia e seu importante papel no cotidiano da sociedade mato-grossense em franca expansão são os temas do livro “Ofício e Arte: fotógrafos e fotografia em Mato Grosso – 1860-1960”, do pesquisador João Antonio Botelho Lucidio.

Recheado com 250 fotos garimpadas pelo autor durante quatro anos de pesquisa, a obra é um estudo sobre alguns dos fotógrafos que visitaram ou viveram em Mato Grosso entre 1860 e 1960, além de um estudo apurado que observa de que modo o uso da fotografia foi ampliado e se tornou parte dos hábitos de consumo dos mato-grossenses. Traz, acima de tudo, a visão de mundo do fotógrafo que, nos seus primórdios era, antes de tudo, um viajante. “Não é um apanhado de pequenas biografias, mas uma reflexão sobre aspectos e momentos da história mato-grossense a partir das lentes e olhares perspicazes e, às vezes ingênuos, de homens que enfrentaram o sertão em lombos de burros, navegando rios, em boleias de caminhões, ou em pequenos aviões e deixaram registros em imagens fotográficas de situações, eventos, pessoas, obras e paisagens”, resume o autor. A publicação é co-edição entre a Editora da UFMT e a Carlini & Caniato Editorial.


“Ofício e Arte …” é o resultado de um trabalho de pesquisa aprofundado de João Antônio, que é historiador e professor no Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso, graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, e mestre pela Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Atualmente, cursa doutorado na Universidade Nova de Lisboa, de Portugal.
Ele explica que selecionar as fotos foi um trabalho árduo, mas ao mesmo tempo muito prazeroso. “Consultei mais de 40 mil fotografias, dispersas em várias cidades e estados. Entre os critérios de seleção estavam a antiguidade, a identificação, a historicidade, o antropológico e o estético”.
Para o editores Ramon Carlini e Elaine Caniato, o trabalho de João Antônio parte de uma percepção diferenciada da fotografia. Mais do que ilustrar ou registrar, ela é vista como ferramenta para produzir conhecimento em História. “Ele centra seus esforços no sentido de entender a fotografia como documento e ao mesmo tempo procura dar visibilidade ao fotógrafo como autor de uma peça documental datada no tempo e no espaço, passível de leituras e interpretações”, explicam os editores.
Um passeio de automóvel, fato importante o suficiente para ser registrado nos idos de 1920, uma foto rara da família Ferrari, que residiu em Cuiabá na primeira década do século XX. Um índio da etnia Yawalapiti observando, muito provavelmente pela primeira vez, um avião na Serra do Roncador, em 1949. Imagens raras, que demonstram o poder e o fascínio despertado pela fotografia nos anos iniciais de seu uso.
Uma viagem que vale a pena viajar.


O Autor
 
João Antonio Botelho Lucidio é professor do Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso. Graduado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (MG), mestre pela Universidade Federal Fluminense e doutorando pela Universidade Nova de Lisboa.
Em Guiratinga – MT, estudou no Instituto Bom Jesus – fundado pelos Salesianos desde o início dos anos de 1930 –, onde recebeu sólida formação escolar. Como a maioria dos alunos do colégio, participava das ações catequéticas ministradas pelos religiosos no Centro Social Pio XII. Ali, os padres mantinham um cinema com objetivos de transmitir ensinamentos cristãos. As aulas de catequese ilustradas com slides e ao filmes projetados aguçavam a mente fantasiosa do então menino e o transportava para mundos desconhecidos, como o distante Oriente. Talvez, tenha surgido ali o gosto pelas imagens e pela História.
Nos últimos cinco anos, João Antonio tem dedicado muito de seu tempo a localizar e organizar acervos fotográficos, tanto de instituições, como coleções privadas (de famílias). Entre os trabalhos de maior vulto, coordenou os seguintes projetos: Conservação e Digitalização do Acervo Iconográfico Lázaro Papazian; Memórias do Saber: Digitalização das Imagens da Comissão Rondon em Mato Grosso; Conservação do Acervo Iconográfico da Casa dos Jesuítas em Mato Grosso, além de ter identificado e digitalizado os acervos de diversas famílias mato-grossenses.



Ficha TécnicaAutor: João Antonio Botelho Lucidio 
Edição:  
Data de Publicação: 2008  
ISBN: 978-85-99146-59-0 (Carlini & Caniato) / 978-85-327-0298-2 (EdUFMT) Tamanho: 31,5 x 22,5 cm 
Nº. de páginas: 256  
Gênero: Fotografia, História, Arte 
Preço: R$ 128,00  
Editoras: Carlini & Caniato Editorial / EdUFMT 
Contatos: (65) 3023-5714 / 5715 – comercial@tantatinta.com.br

Revista Biografia

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