QUEM? [Eva de Fátima Gomes de Oliveira]
QUEM?
Quem é você, vestida desse jeito,
se achando minha dona por direito, quem?
Quem é você que maltratando tanto
faz de pousada este pobre peito
e reinventa sentimentos, já desfeitos?
Quem é você, afinal, que me espanta
quando triste no meu canto, canta
a sinfonia soturna que me causa o pranto?
Quem é você que chega sem demora
revira a casa, o passado, a minha história
e rememora, nas narinas, um cheiro de outrora,
que reascende no vate a memória?
Quem é você?
Quem? Quem é você?
Quem é você, vestida desse jeito,
se achando minha dona por direito, quem?
Quem é você que maltratando tanto
faz de pousada este pobre peito
e reinventa sentimentos, já desfeitos?
Quem é você, afinal, que me espanta
quando triste no meu canto, canta
a sinfonia soturna que me causa o pranto?
Quem é você que chega sem demora
revira a casa, o passado, a minha história
e rememora, nas narinas, um cheiro de outrora,
que reascende no vate a memória?
Quem é você?
Quem? Quem é você?
Ah... por fim, desfaz-se a cortina
e eis que surge diante das minhas retinas
a silhueta esguia e sem maldade
da causadora de toda esta agonia:
a saudade.
- Eva Gomes de Oliveira
Eva de Fátima Gomes de Oliveira .
Nasci em Rio Claro (SP), mas sou Jauense de alma e
coração. Creio que a arte pode transformar o homem e consequentemente fazer o
mundo melhor. Acredito no amor, ainda que pareça distante e ultrapassado para
os dias atuais. Não seria poeta se assim não pensasse e sentisse. Carrego no
inesquecer do coração algumas saudades e na alma uns pedaços de estrelas e
outros de raios de lua, de todas as fases. Costumo embriagar-me no verde que
antecede a primavera e sei que a esperança nasce com o sol, a cada novo dia.
Mas cá entre nós e só entre nós: os dias de chuva são terrivelmente lindos.

Nenhum comentário
Postar um comentário