Livro reúne obra poética da carioca [Mariana Paiva]
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| Ana Cristina morreu aos 31 anos |
Livro reúne obra poética da carioca Ana Cristina César
Um livro pode sim ser um alívio. Especialmente para os
fãs de Ana Cristina César, já tão acostumados a revirar pilhas e mais pilhas
nos sebos para encontrar os livros das escritoras. É que Poética, lançado pela
Companhia das Letras, reúne a obra de Ana C. num só volume.
Nele, estão presentes os livros Cena de Abril (1979),
Correspondência Completa (1979), Luvas de Pelica (1980), A Teus Pés (1985),
Inéditos e Dispersos (1985) e Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa
(2008).
O livro tem ainda uma seção que promete agradar
bastante aos fãs da poeta: a visita à oficina, na qual estão presentes poemas
inéditos de Ana Cristina César. A descoberta foi do poeta e compositor Mariano
Marovatto, que encontrou poemas manuscritos e riscados no arquivo de Ana C. no
Instituto Moreira Salles, onde se
encontra seu acervo.
A curadoria editorial do livro e a apresentação são
assinadas pelo poeta Armando Freitas Filho, depositário da obra e amigo da
escritora.
"Ana Cristina César morreu há 30 anos. E está cada
vez mais viva, vivíssima neste volume que devolve à circulação seus livros de
prosa/poesia, em grande estilo para os novos leitores (mesmo os mais antigos se
renovam nas releituras) que estão chegando ao seu encalço", Armando
Freitas escreve na apresentação.
No apêndice do livro, estão presentes imagens de Ana
Cristina e textos alheios sobre sua obra. Há ainda uma cronologia da vida da
escritora que faleceu em 1983, depois de se jogar da janela da casa dos pais,
aos 31 anos.
Vida e carreira
Ana Cristina César nasceu em 1952, no Rio de Janeiro.
Ela é considerada um dos nomes mais importantes da "geração
mimeógrafo", da década de 1970, e teve como amigos próximos os poetas Caio
Fernando Abreu e Armando Freitas.
Ana C. morou em Londres, fez mestrado em comunicação e
traduziu diversas obras para o português, como o conto Bliss, de Katherine
Mansfield.
Fã da escritora, a atriz e roteirista Paula Lice conta
o que mais a encanta na poética de Ana C. "Ela me pega pelas lacunas, acho
que ela escreve de uma maneira enigmática, que me faz querer continuar lendo
porque não sei de tudo de cara e posso continuar não sabendo", diz.
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