Resenha: “Os sofrimentos do jovem Werther” – J. W. Goethe [Carlos Monteiro]
Escrito por: Carlos Monteiro
Resumo do livro ” Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Johann Wolfgang Von Goethe.
Resenha do Livro
Um livro que representa com profundidade o meu sentimento pelo amor. És tão requintado, que meu sentimento se resigna de tamanha paixão. Os Sofrimentos do jovem Werther é um livro bucólico demais para meus olhos. Me encharco de tristeza pela tempestade vivida pelo personagem, principalmente pelo trágico da vida, que é viver. E o jovem Werther soube disto.
Diante de tamanha lamentação, eu, Carlos Monteiro, não me considero digno para resenhar este livro. Tanto quisera, mas melhor não tentar. Existe alguém mais qualificado que meu ser para tamanha proeza. Um personagem que vives para gerar vida, e claro, um confidente meu. A resenha deste livro será feito pelo meu grande amigo, O Carteiro das Lamentações.
Espero que gostem.
O ano é 1774, um clássico do romantismo era inaugurado para as mentes amorosas. Um livro escrito por Goethe, conhecido pela alforria do amor como: Os Sofrimentos do Jovem Werther!
Outra vez salientei em minha jornada de correspondência que o tempo é a fragilidade da vida. Mata-nos aos poucos. Lendo e abusando do livro, percebo o quanto Carlota deve ter sangrando por dentro, pois declinar um amor em troca de uma responsabilidade familiar, deve ter sido corrosiva. Werther e seu coração sabiam disso. Tentaram se afastar, aí vem uma das mais belas cenas do amor registrado em um livro, acontece neste momento um beijo, eu recordo em vida, que meus olhos se perderam e minha alma calou-se para o beijo mais inglório da literatura.
Depois deste encontro ambos seguem seu percurso, ela se casa, ele parte para o suicídio.
E o melhor da sua morte, foi que a arma, o objeto era uma pistola do atual marido de sua amada, que a mesma envia para o Jovem Werther a seu pedido. Uma plena tragédia grega. Eu sou hoje o Carteiro das Lamentações, por viver constantemente em catarse, e essas palavras me fizeram relembrar a dor de perder alguém.
Dizem que esta obra é um autobiografia do seu autor – Goethe. Inclusive o personagem principal é inspirado no autor. Notória dor deve ter passado ao escrever para o papel seu fracasso no ato de amar.
Eu refleti com esta leitura que a vida nasce de um grande dor, entretanto, este sentimento, um dia foi um grande amor. Carlota pede que Werther não a ame mais. Engraçado que esta frase me lembra que pedir para alguém para de amar, é suicídio.
O jovem Werther sentiu o que eu sinto hoje, que és – Do amor eu vivi, de suas mãos irei sucumbir.
Werther se suicidou, já Goethe se matou em vida.
Vale a pena ler e conhecer este livro.
Para conhecer o personagem, Carteiro das Lamentações, acesse:
Apresentação do Carteiro das Lamentações …|… Parábolas do Carteiro das Lamentações
Carlos M. Monteiro-Um
dia poetizei minha insanidade sentimental. Estranhei o fato de me olhar
no espelho e, encontrar um silêncio. Eu tive uma formação na alma,
totalmente regada aos princípios da sobrevivência.
Mas esta estadia seria apenas um presságio do que estava por vir... O imaginário do meu coração ganhava tanta força, que não tive mais controle. Fui vencido e da derrota, regozijei das entranhas do meu pensamento, entrei em contato com o belo e o inútil. Eu gritava de uma forma diferente, tudo que nascia de mim, era abominavelmente esplêndido. Finalmente, eu reconheci as palavras. Hoje, admito! Escrevo para não morrer.
Blog: Regozido do Amor Email: antologiadevir@gmail.com
Carlos M. Monteiro-Um
dia poetizei minha insanidade sentimental. Estranhei o fato de me olhar
no espelho e, encontrar um silêncio. Eu tive uma formação na alma,
totalmente regada aos princípios da sobrevivência. Mas esta estadia seria apenas um presságio do que estava por vir... O imaginário do meu coração ganhava tanta força, que não tive mais controle. Fui vencido e da derrota, regozijei das entranhas do meu pensamento, entrei em contato com o belo e o inútil. Eu gritava de uma forma diferente, tudo que nascia de mim, era abominavelmente esplêndido. Finalmente, eu reconheci as palavras. Hoje, admito! Escrevo para não morrer.

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