CENTENÁRIO DE DJANIRA DA MOTTA E SILVA [Elfi Kürten Fenske]
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| Djanira Auto-retrato , 1944 |
CENTENÁRIO DE DJANIRA DA
MOTTA E SILVA
Cantiga para Djanira
O vento é o aprendiz das
horas lentas,
Traz suas invisíveis
ferramentas,
Suas lixas, seus
pentes-finos,
Cinzela seus castelos
pequeninos,
Onde não cabem gigantes
contrafeitos,
E, sem emendar jamais os
seus defeitos,
Já rosna descontente e
guaia
De aflição e dispara à
outra praia,
Onde talvez possa assentar
Seu monumento de areia – e
descansar.
- Paulo Mendes Campos, em
"Poemas". Civilização Brasileira, 1984.
Djanira da Motta e Silva
(Avaré SP, 20 de junho de 1914 — Rio de Janeiro RJ, 31 de maio de 1979).
Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. No final
da década de 1930, passa a morar no Rio de Janeiro, onde tem suas primeiras
instruções de arte em curso noturno de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com
o pintor Emeric Marcier (1916 - 1990), hóspede da pensão que Djanira instala no
bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar (1920 -
2001), Milton Dacosta (1915 - 1988), Arpad Szenes (1897 - 1985), Vieira da
Silva (1908 - 1992) e Jean-Pierre Chabloz (1910 - 1984), freqüentadores de sua
pensão, proporcionam um ambiente estimulador que a leva a expor no 48º Salão
Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realiza sua primeira mostra
individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viaja para
Nova York, onde conhece a obra de Pieter Bruegel (ca.1525 - 1569) e entra em
contato com Fernand Léger (1881 - 1955), Joán Miró (1893 - 1983) e Marc Chagall
(1887 - 1985). De volta ao Brasil, realiza o mural Candomblé para a residência
do escritor Jorge Amado (1912 - 2001), em Salvador, e painel para o Liceu
Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viaja a estudo para
a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, torna-se uma das líderes do
movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos
preços do material para pintura. Realiza em 1963, o painel de azulejos Santa
Bárbara, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No
ano de 1966, a editora Cultrix publica um álbum com poemas e serigrafias de sua
autoria. Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realiza uma grande
retrospectiva de sua obra.
* Saiba mais visitando
neste site Djanira - singular e plural
Fonte:

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