Sponsor

AD BANNER

Últimas Postagens

GANHADORA DO NOBEL DE LITERATURA, LOUISE GLÜCK MORRE AOS 80 ANOS



Ganhadora do Nobel de literatura, Louise Glück morre aos 80 anos

Glück ficou conhecida ao publicar, em 1992 “The Wild Iris”, que lhe rendeu um prêmio Pulitzer... 

_________________________
A ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura Louise Glück, uma poeta inabalavelmente franca e perspicaz que entrelaçou alusões clássicas, devaneios filosóficos, memórias agridoces e comentários humorísticos em retratos indeléveis de um mundo decaído e desolador, morreu aos 80 anos.

A morte de Glück foi confirmada na sexta, 13, por Jonathan Galassi, seu editor na Farrar, Straus & Giroux. Ela morreu em sua casa, em Massachusetts, em decorrência de um câncer diagnosticado poucos dias antes, segundo a poeta, e ex-aluna de Glück, Jorie Graham.

Ao longo de uma carreira de mais de 60 anos, a autora construiu uma narrativa de trauma, desilusão, estagnação e anseio, pontuada por momentos - mas apenas momentos - de êxtase e contentamento.

Quando ela recebeu o Prêmio Nobel em 2020 - e se tornou a primeira poeta americana a recebê-lo desde T.S. Eliot, em 1948 -, o júri elogiou "sua inconfundível voz poética que, com beleza austera, torna universal a existência individual".

Os poemas de Glück são geralmente breves, com uma página ou menos, e exemplos de seu apego ao "não dito, à sugestão, ao silêncio eloquente e deliberado". Para Glück, que era influenciada por Shakespeare, mitologia grega e pelo próprio Eliot, entre outros, a vida era, de certa forma, um romance conturbado, destinado à infelicidade, mas significativo porque a dor é uma condição natural e preferível ao que ela supunha que viria depois. "A vantagem da poesia sobre a vida é que a poesia, se for suficientemente afiada, pode durar", escreveu ela certa vez.

Em seu poema Summer, a narradora se volta para o marido e relembra "os dias de nossa primeira felicidade", quando tudo parecia ter "amadurecido". Mas então "os círculos se fecharam. Pouco a pouco, as noites ficaram mais frias".

Glück publicou mais de uma dúzia de livros de poesia, além de ensaios e uma pequena fábula em prosa, Marigold and Rose. Ele se inspirou em tudo, desde o tricô de Penélope em A Odisseia até o complexo esportivo de Meadowlands.

Em 1993, ele ganhou o Pulitzer por The Wild Iris. Outros títulos incluem as coletâneas The Seven Ages, The Triumph of Achilles, Vita Nova e a aclamada antologia Poemas (2006-2014). Ganhou ainda outros importantes prêmios, como o National Book Award e a Medalha Nacional de Humanidades.

Glück foi casada e se divorciou duas vezes. Com seu segundo marido, John Darnow, teve o filho Noah. Além de dedicar sua vida à poesia, Louise Glück foi professora em diversos lugares, como a Universidade Stanford e a Universidade Yale, e considerava suas experiências na sala de aula não como uma distração de sua poesia, mas como uma "receia para a letargia".

No Brasil sua obra começou a ser publicada no País depois do Nobel. Foram lançados, aqui, os livros Receitas de Inverno da Comunidade, traduzido por Heloisa Jahn (1947-2022), e a coletânea Poemas (2006-2014), traduzida por Jahn e pelas poetas Marília Garcia e Bruna Beber.




______________________________________
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nenhum comentário