Esfinge ou Poeta? [Dy Eiterer]
Esfinge
ou Poeta?
Quem é essa que se veste de palavras?
Quem é essa que lança olhares de bem-querer
Escondidos entre sorrisos de amanhecer?
A quem pertencem as mãos pequenas
Que transformam, acariciam, guiam e acenam?
São as mesmas mãos que me escrevem?
São as mesmas mãos que me tateiam e descrevem?
Sabem essas mãos a ardência de se acender fogueiras
Ou só são acostumadas a clorem flores temporãs?
De quem são os olhos ao mesmo tempo rasos e profundos?
Sabem eles que são o meu mar noturno?
Sabem, esses olhos, que me afogam e salvam
Em suas linhas d’água marcadas de Oriente?
Quem é essa que se abre veladamente,
Que se mostra sob véus,
Que se descreve entre reticências,
Pula travessões, balança-se nas vÃrgulas,
Divertindo-se entre páginas escritas
E se pintando nas páginas em branco?
De quem é essa boca que, sorrindo, mastiga os sentidos,
Que grita silêncios escandalosos,
Que lança enigmas e me devora?
É uma esfinge ou uma poeta?
É uma mulher...
E isso basta.
Quem é essa que lança olhares de bem-querer
Escondidos entre sorrisos de amanhecer?
A quem pertencem as mãos pequenas
Que transformam, acariciam, guiam e acenam?
São as mesmas mãos que me escrevem?
São as mesmas mãos que me tateiam e descrevem?
Sabem essas mãos a ardência de se acender fogueiras
Ou só são acostumadas a clorem flores temporãs?
De quem são os olhos ao mesmo tempo rasos e profundos?
Sabem eles que são o meu mar noturno?
Sabem, esses olhos, que me afogam e salvam
Em suas linhas d’água marcadas de Oriente?
Quem é essa que se abre veladamente,
Que se mostra sob véus,
Que se descreve entre reticências,
Pula travessões, balança-se nas vÃrgulas,
Divertindo-se entre páginas escritas
E se pintando nas páginas em branco?
De quem é essa boca que, sorrindo, mastiga os sentidos,
Que grita silêncios escandalosos,
Que lança enigmas e me devora?
É uma esfinge ou uma poeta?
É uma mulher...
E isso basta.
Dy Eiterer.
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. Edylane é Edylane desde 20 de
novembro de 1984. Não ia ter esse nome, mas sua mãe, na última hora,
escreveu desse jeito, com "y", e disse que assim seria. Foi feito. Essa
mocinha que ama História, música e poesia hoje tem um prÃncipe só seu,
seu filho Heitor. Ela canta o dia todo, gosta de dançar - dança do
ventre - e escreve pra aliviar a alma. Ama a vida e não gosta de nada
morno, porque a vida deve ser intensa. Site:Dy Vagando
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