"CENTELHAS", UMA POESIA DE LUZ, PLUMAS, VÉUS E VELAS. POR LASANA LUKATA
centelhas
delgada garçacorpo brancodonde arrancomeus poemasuma brancurade deter gentea branca ceradas abelhasa branda ceradas centelhasdá-me luza tênue luzdos portosfosforescentesvaga-lumespingentescomoventesem teus seiosdelgada garçacorpo brancoonde trancomeus poemastão brancoque faz sombratão brancoque receiose me levasem teus voosclaridadesde outonodelgada garçanão és de cerafigura de museunem eu Orfeupor mimque vim ao mundojá cadáversomente as velasse derretem
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Lasana Lukata é poeta por usucapião, nascido, criado e sofrido em São João de Meriti, o Formigueiro das Américas, tendo publicado recentemente os livros: A Madrasta de Pedra e A garça finge sua brancura, editora Autografia. A garça é sua professora de esgrima e ele mesmo diz: meus olhos são dois cavalos rebeldes, que de repente disparam pra longe e regressam com as patas sujas de versos.


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