“Nem tente explicar a sensibilidade de uma mãe.” [Isi Golfetto]

“Nem tente explicar a sensibilidade de uma mãe.”




Nem verso, nem prosa. Apenas algumas reflexões sobre a sensibilidade de uma mãe. 

Um dia a menina cresce, torna-se mulher e algo dentro dela começa a se transformar assim que o seu olhar encontra esse ser tão indefeso que surge em sua vida.

Conectados pelos nove meses, agora mais do que nunca ela se sente totalmente responsável por esse ser tão angelical. 

Sem se dar conta, aos poucos ele vai se tornando o centro das suas atenções.
E ela... bem... ela o ama demais, dorme de menos e inúmeras vezes o abraça em seu peito, dando-lhe beijinhos e muito carinho que quase o sufoca. 

De repente surge uma cumplicidade entre eles através da comunicação. Um código que só ela decifra: se ele chora assim, é dor de barriga; se o choro é desse jeito com certeza está com frio; desse outro jeito, sabe... é fome; mas... quando ele chora assim... está querendo o carinho e o colinho da mamãe. Ah! E o melhor de tudo... ela compreende até o que ele não consegue expressar! 

E assim, lá vai ela orgulhosa colecionando os conhecimentos adquiridos e pronta para satisfazer todos os desejos do pequeno como num passe de mágica...

Passam-se os dias, seguem-se os anos e ela continua decifrando todas as suas vontades. A maioria delas atendidas prontamente. Sem contar que agora ela já adquiriu até o dom de antecipá-las. 

Mas... chega tão rápido o dia em que ele lhe conta que encontrou alguém tão especial capaz até de “adivinhar seus pensamentos”!
“Uau...” ela pensa: “Alguém com super poderes!” 

É... e ela sabia que mais cedo ou mais tarde esse “milagre” iria acontecer... Só que nunca ninguém está pronto para ser substituído.
Mas, vamos combinar: 

- Preparar alguém especial para a vida, não é o mesmo que se preparar para a separação.

- Educar alguém para amar o outro, não significa imaginar a dor de ter o seu amor e a sua atenção divididos. 

- Fazer a lição de casa, não significa estar pronta para o dia da prova.

Lembre-se, minha querida: filhos são como navios, os pais apenas o porto seguro. Sem dúvida o navio pode estar mais seguro ancorado no porto, mas navios não foram feitos para permanecerem atracados. Navios foram criados para navegar os mares, enfrentar riscos, partir para suas conquistas e viver suas aventuras porque um dia, eles também irão se tornar um porto seguro para outros seres. 

E acredite, você foi seu melhor exemplo.
Seja muito feliz, mamãe! 

Um grande abraço

Isi


Isi Golfetto, mas pode me chamar de Isi.
"Não há idade para sonhar, mas para realizar um sonho é preciso acordar e agir."
Desde muito pequena, eu já sabia que no meu sangue corria o desejo de ensinar. Ensinar me encantava. Sempre que alguém pronuncia uma palavra errada, Isi estava lá para explicar e ajudar a falar da maneira correta.

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